Final de ano e controle de orçamento

Olá, amigo!

Nesta reta final do ano, é muito comum nós pensarmos em presentes, compras, reuniões e promoções.

Exagero na hora das compras pode ser muito mais caro do que parece!
Hora de comprar todos os presentes! Será mesmo?

Ocorre que, se você parar pra pensar, qual é a razão de comprar e presentear as pessoas se não alimentar o comércio/indústria?

Hoje, quero escrever um post para estimular o consumo consciente. 

Por isso, o assunto é controle de orçamento quando chega o fim do ano!

Vamos ao que interessa.

 

Consumo desnecessário no fim de ano faz mal às finanças pessoais
Nesta época do ano, é comum a empolgação acabar ultrapassando a razão e o consumo prejudicar as finanças.

Sobre os presentes

Por mais que se fale que as pessoas gostam de ganhar presentes, veja, você acha que seus amigos e sua família valorizam mais aquilo que você compra ou aquilo que você é (a sua companhia)?

Assim, caso você não tenha dinheiro sobrando para presentear e agradar a todos ou algumas pessoas que estão ao seu redor, vale a pena refletir sobre todos os gastos que vem junto da euforia de final de ano (natal, black friday, amigos secretos e por ai vai).

Primeiramente, veja, você não é obrigado a dar presentes ou dar presentes em retribuição a ninguém.

Isto pode parecer uma atitude mesquinha num primeiro momento, mas você já parou pra pensar na razão pela qual se presenteia?

Pois é. Se é somente para mostrar que você “gosta” de alguém, existem diversas formas de demonstrar seu carinho e afeto por alguém sem, necessariamente, comprar algo.

Atitudes, palavras e as vezes até a dedicação necessária para fazer um presente “feito à mão” tem um valor muito mais alto do que algo que você simplesmente compra numa loja qualquer.

Ainda assim, caso você queira comprar algo, sempre faça um planejamento de modo que esta despesa não comprometa seu orçamento mensal, pois o final e o começo de ano são sempre épocas pesadas no que tocam as despesas (licenciamento de carro, IPVA, IPTU, rematrícula de escola e faculdade…).

 

Sobre comemorações, confraternizações e reuniões

Este é um tema difícil de tratar, pois quando se fala em reunir os amigos ou colegas de trabalho, normalmente tem um bar ou restaurante envolvido.

Caso a opção seja um restaurante, você pode optar entre os pratos e procurar algo que não seja extremamente caro.

No entanto, se você perceber que se trata de um local onde os preços são altos, é bom pensar se vale a pena comparecer ao evento.

Quando o assunto é bar fica muito mais fácil lidar, pois você não é obrigado a consumir nada de absurdo e pode muito bem pedir uma cerveja ou outra e curtir os amigos.

Uma sugestão que ajuda muito no corte de gastos é reunir os amigos em casa.

Vocês podem fazer um churrasco, pedir pizzas ou cozinhar algo!

Tenho certeza que não vai diminuir em nada a diversão ou estragar o clima.

 

Sobre as compras de final de ano e “promoções”

Eu até cito promoções entre aspas porque penso o seguinte: não importa o quão barato esteja um determinado produto, se eu não preciso eu com certeza vou pagar caro!

Trocando as palavras, se eu não preciso de uma determinada coisa, não há razão alguma para comprar!

O consumismo compromete o orçamento de muitos jovens.

Vejo pessoas que, ao receberem o 13º salário, correm direto para lojas para comprar roupas, celulares entre outros tipos de gastos surpérfluos.

Alguns acabam fazendo diversas compras parceladas e afundam o pé no cartão de crédito, o que é pior ainda!

Portanto, por maior que seja a empolgação, antes de adquirir algo, pare e pense se é algo que você realmente precisa.

Se você precisa, reflita se é uma coisa que precisa ser adquirida imediatamente ou se pode esperar.

Finalmente, se não puder esperar, procure saber se o preço está num patamar aceitável ou se existe algum lugar com uma oferta melhor.

 

Após decidir pela compra, sempre pesquise a loja e o produto para achar um bom preço e confiança no fornecedor!
Se você tem certeza que precisa comprar algo, pesquise bastante para achar uma boa oferta!

 

Uma observação que quero fazer é sobre a Black Friday.

É um costume tipicamente norte americano que, como muitos outros costumes, nós, brasileiros, importamos.

O problema é que (fugindo do problema comum da “Black Fraude”) as promoções nem sempre são interessantes.

Como falei, não importa se tem uma oferta de um liquidificador super potente com 80% do preço abaixo do normal.

Se eu não preciso de um liquidificador, não importa o preço que eu pague… eu vou pagar caro!

 

Reflexão antes de comprar é sempre bom: será que eu preciso disso?
É sempre bom parar e pensar duas vezes antes de comprar algo “só porque está barato”!

 

Caso você tenha alguma dívida em seu nome

Ao invés de pensar em compras, você deve priorizar o pagamento do débito, principalmente se for uma dívida de cartão de crédito (ficar devendo para a administradora do cartão de crédito) ou de cheque especial.

Isto porque os juros ao mês dessas dívidas é absurdo de alto.

Para você entender melhor, ao contrair uma dívida de R$ 1.000,00, você paga, em média 12% de juros ao mês.

Isto quer dizer que sua dívida cresce R$ 120,00 POR MÊS.

Por outro lado, os investimentos de renda fixa no geral, estão rendendo pouco mais de 0,6% ao mês, o que lhe traz retorno de R$ 6,00 POR MÊS.

Ou seja, é muito mais viável você quitar suas dívidas o quanto antes, antes mesmo de começar a investir e MAIS AINDA antes de pensar em comprar presentes ou gastar em serviços neste final de ano!

 

Conclusão

O final de ano é sempre uma época de festas e alegria.

No entanto, não deixe a empolgação fazer com que você cometa erros e comprometa sua vida financeira.

Existe sempre uma forma alternativa de participar das festas e celebrar com seus amigos e família sem, necessariamente, gastar muito dinheiro!

Finalmente, se você estiver endividado, foque seus esforços em pagar seus débitos e começar o próximo ano sem esse peso nos ombros!

Um grande abraço!

 

TL;DR: Evite gastos desnecessários e procure jeitos alternativos para não gastar muito dinheiro no final do ano.

Pague suas dívidas, porque elas crescem muito mais rápido do que seus investimentos.

Poupança: está valendo a pena investir?

Poupança: está valendo a pena investir?

Olá amigo,

Hoje vamos tratar de um assunto que ainda é discutido entre pessoas que estão começando a investir, que é a poupança.
Com as consecutivas baixas da SELIC e do CDI, será que investir na poupança está valendo a pena? É o que nós vamos ver!

 

 

Existem diversos investimentos que são melhores que a poupança

Como funciona a caderneta de poupança?

Primeiramente, você sabe como é que a poupança funciona?

De acordo com a atual legislação, ela pode funcionar de dois jeitos e isso vai ser de acordo com a meta da SELIC.

  • Se a meta da SELIC estiver igual ou maior a 8,5% ao ano, a remuneração da poupança vai ser de 0,5%+Taxa Referencial por mês.
  • Se a meta da SELIC estiver abaixo de 8,5% ao ano, a remuneração vai ser de 70% da SELIC+Taxa Referencial (devidamente “mensalizado”) por mês.
  • Nota importante: para depósitos feitos na caderneta de poupança até 03 de maio de 2012, a regra que vale é a antiga, ou seja, continua de 0,5% ao mês+Taxa Referencial.

Esse mecanismo serve para que o governo não tenha que pagar muito caro se a SELIC cair demais, fazendo com que o rendimento da poupança ficasse superior aos outros tipos de investimentos.

O motivo de muitas pessoas ainda preferirem ela é a sua simplicidade, pois é possível “investir” de forma muito fácil e rápida. Além do fato de não haver cobrança de imposto de renda.

No entanto, isto também é uma armadilha, pois, por exemplo, os rendimentos da poupança só acontecem uma vez por mês na chamada “data de aniversário”.

Mas vamos manter o foco no artigo.

 

O que é a Taxa Referencial?

A taxa referencial é uma taxa de juros criada em 1991 durante o chamado Plano Collor II, ela fazia parte de um conjunto de medidas visando controlar a infação

Atualmente ela é usada no cálculo de rendimento de alguns tipos de investimento como títulos públicos, poupança, financiamentos do Sistema Financeiro de Habitação, seguros e pagamentos a prazo.

Ela é calculada pelo Banco Central, que tira uma média dos Certificados de Depósito Bancários (CDBs) prefixados das 30 maiores instituições financeiras do país.

O grande problema é que a Taxa Referencial tem um valor muito baixo (foi de 0% nos meses de setembro e outubro  de 2017), conforme pode ser observado neste histórico.

 

Por que as pessoas investem na poupança?

Como citei acima, as pessoas investem na poupança em razão da simplicidade (apenas aparente) onde elas transferem o dinheiro para a conta poupança e o dinheiro passa a render.

Outra vantagem é a isenção ao recolhimento de Imposto de Renda.

Finalmente, para completar o pacote, há a liquidez, que traz a possibilidade ao investidor de resgatar seu dinheiro a qualquer tempo, dando uma sensação de segurança, vez que sempre que precisar o dinheiro vai estar ali ao seu alcance.

 

Quais as razões para não investir na poupança?

São inúmeras as razões para fugir da poupança.

A principal delas é a rendimento, que é muito baixo quando comparado aos demais investimentos disponíveis no mercado.

Veja, se você investir num Certificado de Depósito Bancário (CDB) que paga 100% do CDI, mesmo pagando imposto de renda sobre seus rendimentos, você obteria um valor maior ao final de 1 ano, por exemplo.

Comparação - Poupança X CDB 100% CDI
Comparação entre um investimento na poupança e um investimento em CDB que paga 100% do CDI – prazo de 1 ano e investimento de R$ 10.000,00

Isto ocorre por conta do mecanismo que eu citei no começo deste post.

Com a SELIC abaixo de 8,5%, a poupança está rendendo 70% da SELIC mais a Taxa Referencial.

Ocorre que esse valor da poupança, na prática, sempre fica inferior ao que renderia um investimento que paga 100% do CDI, mesmo pagando imposto de renda.

O pior é que, quanto maior o prazo, pior fica o rendimento da poupança se comparado a outros investimentos, por conta do funcionamento dos juros compostos.

 

Existe investimento tão seguro quanto a poupança e que rende mais?

Existem diversas opções que são “tão seguras quanto a poupança” e que rendem mais.

Veja, o próprio Tesouro Direto rende mais que a poupança e é garantido pelo próprio Governo Federal.

Além disso, investimentos como CDB, LCI, LCA, LC, RDB, Letras Imobiliárias e Letras Hipotecárias possuem garantia do Fundo Garantidor de Crédito, o FGC, que é uma espécie de seguro para investidores que cobre até R$ 250.000,00 por instituição financeira por CPF.

 

 

Desta maneira, é fácil concluir que a poupança é pior que os investimentos médios que temos disponíveis no mercado, ou seja, não está valendo a pena.

Para melhorar seus rendimentos é necessário sempre estudar e se atualizar, pois somente assim você pode determinar qual o melhor investimento para fazer com o seu dinheiro!

 

TL;DR: A poupança tem rendimento pior se a meta da SELIC estiver abaixo de 8,5% ao ano. Isto faz com que ela continue não valendo a pena na maioria dos cenários.

 

Um grande abraço!