Robo-advisor: o que é e como funciona?

Olá amigo,

hoje vamos falar sobre investimentos automatizados, mais precisamente por “robôs de investimento” ou também chamados de robo-advisors.

 

Este aqui não é, literalmente, um robo-advisor, mas seria bem interessante ver uma figura dessas
Apesar de não ser um robô engravatado, o robo-advisor faz a função de um assessor de carne e osso, te auxiliando na hora de escolher investimentos.

O que são robo-advisors?

Eles nada mais são do que algoritmos (scripts/programas de computador) desenvolvidos com o objetivo de alocar o seu dinheiro nos investimentos que o próprio sistema julgar adequado para você.

O seu perfil é traçado de acordo com informações que você mesmo fornece como objetivo, tolerância ao risco, necessidade de liquidez, etc…

Assim, o papel do robô de investimento é praticamente o mesmo do seu assessor de investimentos ou de um gestor de um fundo multimercado, por exemplo.

No entanto, por não depender de ação humana o tempo todo, o robo-advisor cobra menos pelo serviço.

Você precisa considerar, porém, que mesmo cobrando menos, o que deve ser observado é a rentabilidade real do investimento.

Ou seja, não adianta nada ele cobrar pouco para oferecer uma rentabilidade baixa!

 

Como funciona então esse investimento automatizado?

Após colher suas informações, o programa vai definir para quais investimentos o seu dinheiro vai.

Esse é tanto um ponto positivo quanto negativo, pois você não escolhe nada e, assim, não sofre tentando decidir qual é o melhor investimento para você ou quando mudar a direção e aportar em outro tipo de investimento.

Mas, como dito, você não escolhe nada.

Outra facilidade é que o seu dinheiro é alocado de forma dinâmica, ou seja, de tempo em tempo o próprio algoritmo vai avaliar se sua carteira precisa de mudanças para rebalancear os investimentos de acordo com o perfil, isto é algo que é trabalhoso caso você faça sozinho.

Finalmente, o que eu acho ainda mais positivo é o fato de não receber ligações de recomendação de investimentos e etc (apesar de ser o trabalho de quem liga, eu não gosto).

 

Parece que é a melhor coisa, já que eu não preciso nem pesquisar para investir!

PARECE.

Mas, na realidade, você paga um preço por não investir você mesmo, que é a taxa de administração.

A parte de não precisar pesquisar é praticamente real, porque você vai precisar apenas monitorar a sua carteira para ver se o rendimento está de acordo com o prometido pelo administrador do sistema.

É muito importante observar que os robo-advisors são indicados apenas para quem não conhece nada sobre investimentos e para longo prazo, tendo em vista que a forma como eles funcionam favorece um pouco mais o médio/longo prazo.

 

Quero conhecer mais sobre os robôs, como faço?

Aqui vai uma lista dos robôs mais conhecidos e vou deixar algumas informações básicas sobre cada um, mas ressalto que antes de colocar seu dinheiro neles, avalie se você não tem mesmo condição de investir por conta própria, pois sua rentabilidade será maior!

Cobra 0,5% ao ano sobre o valor investido. Esta porcentagem exclui os custos das operações, como Imposto de Renda, IOF, transferências e etc…

Os investimentos são feitos pela Corretora Rico.

 

Cobra de acordo com os valores investidos e o perfil de risco do cliente, mas que fica, em regra, entre 0,49% e 1,19% ao ano.

Ainda, há cobrança da taxa de consultoria da Magnetis, ela varia da seguinte forma: 0,40% ao ano para carteiras até R$ 500.000,00, 0,30% para valores entre R$ 500.000,00 até R$ 2.000.000,00 e 0,20% para valores acima de R$ 2.000.000,00.

Estas porcentagens, no entanto, incluem os custos dos próprios investimentos, ou seja, taxas de administração, corretagem e emolumentos.

Eles estimam que o custo total médio para investir pela Magnetis é de 0,85% ao ano.

Veja a tabela abaixo que detalha as porcentagens para cada faixa de investimento:

Tabela de cobrança da Magnetis varia de acordo com o capital aplicado e o perfil do cliente
Tabela de cobrança da Magnetis é bem específica

 

Cobra 0,45% ao ano sobre o valor total investido.

Não há cobrança para resgatar o dinheiro investido.

Tem um diferencial de ter Fundo de Ações próprio, além dos investimentos de renda fixa.

 

Cobra porcentagens que variam entre 0,40% a 0,65% ao ano, isto exclui os custos dos investimentos.

O custo total para investir pela Vérios fica em 0,95% ao ano sobre o valor investido.

No entanto, dentro dessa cobrança, não está embutida a cobrança de Imposto de Renda e de IOF, apenas está embutido o ISS.

Informação sobre cobrança da Vérios
A Vérios especifica a o que está embutido nos 0,95%

A composição da carteira, de maneira simplificada, é a seguinte: Tesouro Selic (LFT), Tesouro Prefixado (LTN/NTN-F), Tesouro IPCA+ (NTNB/NTNB Principal), ETF It Now Brasil IBr-X 50 (PIBB11) e ETF iShares S&P 500 (IVVB11).

 

Cobra 0,8% ao ano, sendo que esta porcentagem inclui gestão, administração, custódia, controladoria, auditoria externa e cartório.

A cobrança é feita em cima do valor que você investiu lá.

A Warren informa, ainda, que há custo de TED (R$ 2,90) caso o investidor não possua contas no Bradesco ou Itaú.

Finalmente, há cobrança de Imposto de Renda e de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Uma observação sobre o Warren, é que, como os investimentos são geridos na forma de fundos multimercado, o Imposto de Renda é cobrado na forma de Come-Cotas (é cobrando duas vezes ao ano, ao invés de ser cobrado no resgate).

 

Conclusão

Considero que os robo-advisors são uma boa ferramenta para quem não tem conhecimento algum sobre investimentos.

No entanto, é muito melhor aprender a aplicar o próprio dinheiro e desenvolver uma estratégia totalmente personalizada!

Ao invés de pagar taxas de administração, na minha opinião, é muito melhor buscar conhecimento e investir na própria educação financeira, afinal, estudar NÃO é perda de tempo!

Ao meu ver, o grande defeito dos robôs de investimento é não definir de forma clara a tributação que incide sobre sua carteira e não haver informações detalhadas sobre como é usado o dinheiro do investidor na hora de pagar os impostos.

Um grande abraço!

TL;DR: Robo-advisors são uma ferramenta legal que encanta as pessoas pela facilidade, mas sacrifica a rentabilidade e a liberdade de decidir onde aplicar o dinheiro.

 

Corretoras de Investimentos – Abra sua conta!

Corretoras de Investimento – O que são?

 

Olá amigo,

vamos falar sobre um assunto que gera dúvida na cabeça de muitos que querem investir: Corretoras de Investimento.

Quando surge este assunto, muitos pensam que as corretoras servem apenas para quem investe na bolsa de valores ou para quem tem muito dinheiro, mas não é assim que funciona!

As corretoras servem como uma espécie de vitrine de investimentos, um “market place”.

Ela vai ser o intermediário entre você, investidor, e as instituições financeiras que emitem os títulos que você vai adquirir.

Antes de nos aprofundar no assunto, quero deixar claro que as corretoras de investimento devem ser vistas como uma ferramenta para você investir. Jamais use sua conta de investimento na corretora para “deixar dinheiro parado”.

 

Se consigo investir diretamente nos bancos (bancos de investimento e não os bancos de varejo), por que ter conta em corretora?

Primeiro, porque elas servem para você investir no Tesouro Direto.

Segundo, porque você consegue reunir diversos títulos de várias instituições num mesmo local, facilitando a parte de distribuição do dinheiro, vez que você transfere seu dinheiro para um lugar só e, de lá, consegue distribuir em diversos “bolos”.

Ainda, vale a pena ressaltar que, é possível investir em fundos de investimento e bolsa de valores via corretoras de investimento!

Claro que é muito melhor estabelecer um canal direto com as instituições financeiras, porque, via de regra, a remuneração dos investimentos é maior, mas pode acontecer de você conseguir as mesmas taxas via corretora.

 

No entanto, você precisa ficar ligado!

A corretora não trabalha de graça.

Diversos produtos, de vários emissores, são colocados “na vitrine” da corretora e você paga a corretora na medida em que as taxas são um pouco menores.

Ainda, muitos investimentos estão com taxas (custódia), ou cobram através de redução do percentual do rendimento que você teria caso investisse diretamente com o emissor do título.

Mas, por exemplo, para tesouro direto e renda fixa no geral, várias corretoras não cobram taxa alguma.

Então fique esperto e fuja de corretoras que cobram para você fazer esses tipos de investimento!

PS: Eu tenho como pressuposto que você vai aprender a investir por conta própria, e não simplesmente vai pedir pro seu “assessor” alocar para você.

 

Corretoras de valores - como utilizar?

Existe risco de investir por corretoras?

Depende.

Se você transferir o seu dinheiro e logo investir, não há risco algum, porque a corretora funcionou apenas como intermediário, fazendo a ponte entre você e o banco!

Ou seja, o seu dinheiro não fica na corretora, e por isso você tem a garantia do FGC ou, se for o caso, a “confiança” no emissor (caso seja um investimento que não é coberto pelo FGC, como Fundo de Investimento).

No entanto, se você transferir seu dinheiro para a corretora e deixar ele parado, você corre risco SIM!

O risco, neste caso, é que a corretora vá a falência e que você não tenha garantia alguma de receber o seu dinheiro de volta.

Mas calma! Não é tão comum as corretoras de investimento quebrarem e também não é comum o investidor deixar o dinheiro parado sem render nada (espero que não seja o seu caso).

Portanto, você não precisa ter receio de usar as corretoras, mas precisa saber escolher bem!

 

Corretora de valores - o medo, no início, é comum!

Tenho medo de usar as corretoras, e agora?

Olha, o que eu posso dizer é que eu também tive medo de começar.

Na realidade, era um misto de medo e preguiça, porque já tinha lido bastante sobre e tinha vontade de melhorar os rendimentos dos meus investimentos.

Mas a curiosidade, o estudo e a vontade de melhorar foram maiores e eu venci o medo.

O que tornou minha decisão mais fácil foi o fato de que a CVM, a Comissão de Valores Mobiliários, é um órgão sério e que o Banco Central  também realiza uma fiscalização em cima do sistema todo.

Depois que você começa, vai pegando confiança cada vez mais nas instituições e vai perceber que o maior risco, na verdade, é o de você fazer escolhas que não são as melhores e que, caso tivesse pensado um pouco mais, poderia ter rendimentos maiores!

De qualquer forma, estude bastante e comece com pouco para ficar mais seguro!

 

OK! Agora, como faço para escolher uma corretora para começar?

Sendo bem sincero, você deve considerar algumas coisas.

Você precisa escolher uma corretora que te passe segurança, cujo site tenha uma boa interface e um sistema estável, sempre à mão.

Ainda, você precisa ver se a sua corretora oferece várias opções de investimentos, e não só investimentos emitidos por 2 ou 3 instituições diferentes.

Por último, vale a pena conferir as taxas oferecidas para cada investimento na corretora e comparar os mesmos títulos em outros lugares, pois as taxas às vezes variam!

O que eu faço (e recomendo) é ter conta em algumas corretoras de sua preferência e aí, quando chega o momento que eu vou investir, faço uma pesquisa rápida daquilo que é mais interessante e vejo em qual lugar há a melhor condição de fazer esse investimento.

Para começo de conversa, você pode pesquisar as corretoras que não cobram taxa de administração para investimento no Tesouro Direto no site do próprio Tesouro.

Depois, veja se a corretora cobra algo para realizar TEDs de retirada, pois existem muitas que cobram, apesar do procedimento ser de graça na maoria delas.

Finalmente, para usuários mais avançados e de perfil mais arrojado, procure saber qual é o preço da corretagem e qual o valor da custódia cobrada pela corretora, pois também são valores que fazem a diferença!

Algumas corretoras que têm taxa zero de TED e de administração de Tesouro Direto são:

Já é uma lista considerável e que vale a pena dar uma olhada nas vantagens e desvantagens de cada uma!

Lembrando que essa lista é mais interessante para quem procura investimentos em Renda Fixa!

Corretoras de investimento - Compare sempre em várias fontes antes de investir, pois você pode achar taxas mais interessantes!

 

Conclusão

As corretoras de investimento devem ser uma ferramenta a ser utilizada a seu favor, ou seja, não devem ser usadas de forma automática.

Você precisa pesquisar e se informar caso queira obter sempre o melhor rendimento.

Se você tem medo ou algum tipo de receio, vale a pena começar com pouco dinheiro, de modo que você comece a sentir mais segurança aos poucos.

Depois de um tempo, você vai entender, assim como eu entendi, que são as corretoras que viabilizam boa parte dos seus investimentos!

Obviamente, como já foi dito, invista sempre de forma prudente.

Jamais adquira algo que você não sabe, de forma mínima, como funciona!

Um grande abraço.

 

TL;DR: Corretoras de investimento é um local que reúne vários tipos de investimentos emitidos por diversas instituições.

Vale a pena buscar as que (não) cobram taxas (baixas) e que oferecem sempre as melhores taxas.

Não é recomendável deixar dinheiro parado na conta de investimento da corretora.

Pesquise sempre antes de investir, pois as boas oportunidades sempre estão lá!

O que é IPCA? Como funciona?

Seguindo a série “O que é?”, hoje temos uma explicação sobre o IPCA. Vamos lá?

 

O que é?
O que é IPCA? Como funciona?

 

O que é IPCA?

IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

Ele foi criado para verificar a variação do preço de determinados produtos no varejo, referente ao consumo das famílias “médias” (com rendimento de 1 a 40 salários mínimos) e é o índice escolhido para medir a inflação no Brasil.

O IPCA é divulgado de forma mensal pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Então, basicamente, se o preço dos produtos (são 9 itens que servem como base para o cálculo do IPCA) que as pessoas consomem subir, o IPCA também vai subir.

Isto quer dizer que, em cenários que a inflação está alta, caso o seu dinheiro não “cresça” no mesmo ritmo, você perde dinheiro, porque o montante que você tem vai poder comprar menos coisas.

Quer um exemplo prático?

Imagine que você, em janeiro de 2010, tinha R$ 100 e que com esses cem reais era possível comprar 2 camisetas.

Mas imagine, também, que durante o ano todo de 2010, a inflação acumulada foi de 10%.

Isto quer dizer que, em janeiro de 2011, as camisetas estão custando R$ 110 e que você não consegue mais comprá-las com seus R$ 100.

Ou seja, você perdeu seu poder de compra.

É por essa razão que ninguém recomenda “guardar dinheiro embaixo do colchão”, e também é por esta razão que, quando se diz que o objetivo do investimento é somente manter o poder de compra, normalmente, está se falando de um investimento atrelado ao IPCA.

Finalmente, você precisa saber que, se a inflação num determinado mês for menor do que no mês anterior ou no mesmo mês do ano passado, isso não quer dizer os preços vão cair, isto na verdade quer dizer que eles subiram menos se comparados com o mês anterior ou do ano passado.

 

Como é calculado o IPCA?

Como já dito acima, o IPCA é calculado mensalmente para medir a variação do preço de produtos importantes ao consumidor.

São levadas em consideração as seguintes categorias: 1) Alimentação e bebidas, 2) Artigos de residência, 3) Comunicação, 4) Despesas pessoais, 5) Educação, 6) Habitação, 7) Saúde e cuidados pessoais, 8) Transporte e 9) Vestuário.

Assim, o índice varia de conforme oscilarem os preços dos subitens dentro de cada item!

Ainda, é necessário salientar que entram na conta somente os preços praticados nas seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Belém, Goiânia, Fortaleza, Brasília, Vitória e Campo Grande.

Isso significa que ele não leva em consideração a realidade de todas as cidades brasileiras.

 

 

O que o IPCA tem a ver com meus investimentos?

O IPCA foi adotado pelo Banco Central como índice para medir a inflação no país.

Assim, é com base no IPCA que o governo elabora a meta de inflação e define as políticas públicas monetárias e as ações que vão ser tomadas na economia brasileira.

Desta forma, o IPCA influencia de forma indireta todos os investimentos, porque uma hora acaba afetando a própria SELIC.

No mais, existem investimentos que são remunerados com base no IPCA.

São títulos que, na maioria das vezes, são utilizados para proteger o dinheiro do investidor para que ele não seja corroído pela inflação.

São exemplos os títulos indexados ao IPCA: Tesouro IPCA+ (NTNBs), LCIs, LCAs, CDBs e até fundos de investimento!

Vale ressaltar que, dependendo do cenário econômico, os investimentos que rendem conforme o IPCA podem ter bons rendimentos e até superar os que são atrelados ao CDI!

Esse é um cenário que está acontecendo atualmente (novembro de 2017).

A taxa SELIC caiu de forma significativa e, quem investiu em títulos que rendem X%+IPCA, está vendo um rendimento maior nesta parcela da carteira. (Onde X não é um valor absurdamente baixo).

 

Qual a razão do IPCA e os preços subirem? O que causa a inflação?

Genericamente falando, os preços sobem porque os custos de produção sobem ou porque os fornecedores e/ou intermediáros estão lucrando mais.

No entanto, há questões muito mais sensíveis embutidas nesta discussão como, por exemplo, gestão pública (no que se refere ao controle de gastos e devida administração dos recursos públicos).

Discussões políticas de lado, a inflação se eleva quando o governo gasta mais do que arrecada.

Assim, a melhor solução para manter a inflação controlada seria uma gestão harmônica dos recursos públicos (sem desvio de dinheiro público, por exemplo).

Isto, em última instância, promove uma reação em cadeia na economia trazendo mais investimentos ao país e possibilitando mais incentivos aos produtores e fornecedores, o que reduziria o preço praticado.

 

Conclusão

IPCA é o índice que foi escolhido para medir a inflação.

Além disso, também é utilizado como referência de remuneração de vários tipos de investimentos (Tesouro Direto, Fundos de Investimento, LCIs, LCAs, CDBs e etc)

É importante acompanhar a inflação para saber o quanto sua carteira tem de rendimento real (rendimento bruto subtraindo a inflação), pois ela vai afetar diretamente seus gastos mensais.

Portanto, é necessário estudar para conseguir sempre as melhores opções que se adequam à sua estratégia!

 

Isso é tudo, espero ter esclarecido um pouco sobre o IPCA e um grande abraço!

 

Análise da minha carteira – outubro de 2017

Olá amigo,

 

Demorei um pouco para escrever sobre o mês de outubro, mas finalmente vou fazer uma análise breve.

Mais uma vez, após as sucessivas quedas dos juros, a renda fixa tem sofrido com rendimentos menores do que estava acostumado, mas isso já era esperado.

Com relação à renda variável, tenho que o rendimento baixo se deu por conta do fim do ânimo todo da Bovespa.

Assim, o mercado esfriou um pouco e isso acabou por derrubar um pouco o rendimento de muitos investidores e fundos multimercado (genericamente falando).

No entanto, já existe sinalização de recuperação do investimentos e novo fôlego, por isso que é necessário ter sempre uma visão de prazo mais longo na hora de investir e saber qual seu perfil de investidor.

A tendência é que, diante da estabilização econômica e, possivelmente, a recuperação da confiança do investidor estrangeiro no Brasil, as taxas dos investimentos fique menor a partir de dezembro.

Lembrando que essa é uma leitura situacional, nada impede que aconteça um fato relevante que mude o cenário atual.

Sobre o rendimento da carteira

Na análise do rendimento total dos meus investimentos, o resultado foi tímido.

0,65% na renda fixa, sem novo aporte e 3,36% na total, com um “grande” aporte em fundo multimercado.

 

Variação mensal dos investimentos - total e renda fixa - outubro de 2017
Variação mensal dos meus investimentos – referência: Outubro/2017

 

Se formos ver bem, tivemos uma pequena desvalorização das cotas do fundo e, ainda, dentro deste montante, estão os valores investidos em Tesouro Direto (cujo valor dos títulos teve uma série de altas no final de outubro de começo de novembro).

A alta das taxas do Tesouro fez com que os valores caíssem ainda mais, mas isto não é problema, pois, para mim, o que vale é o valor no vencimento.

Ainda assim, desde maio deste ano, a variação total da carteira foi de +28,77% e a variação da carteira de renda fixa foi de +9,23%, o que considero satisfatório.

Note que, dentro da variação, eu conto meus aportes, logo há distorção e isto não reflete o rendimento real.

 

Já a composição da carteira teve um leve aumento em fundos (pulando para 15,5%) e que causou uma diminuição do montante dos outros tipos de investimento (21,4% de tesouro direto e 63,1% de renda fixa).

 

Composição simplificada da carteira - outubro de 2017
Composição simplificada da carteira – referência: Outubro/2017

 

O que vou fazer a partir de agora é observar com mais atenção antes de investir, pois poderia ter aproveitado oportunidades melhores (principalmente durante essa semana de “black friday”).

Dentro dessas oportunidades eu me refiro à renda fixa.

Alguns CDBs e LCs que, dentro dos meus objetivos, cairiam muito bem, mas que deixei de aproveitar por ter alocado tudo em fundos multimercado.

Apesar de não me arrepender, creio que poderia ter tomado uma decisão mais acertada.

 

Sobre os anúncios

Pretendo manter, mas vou testar conforme passar o tempo, para que não fique um visual poluído ou prejudique a leitura.

O objetivo é tentar abater parte do custo da hospedagem, pois é bem difícil ganhar dinheiro com publicidade desta forma.

Finalmente, estou preparando um simulador e gráfico de juros compostos, espero conseguir fazer funcionar em breve!

 

Um grande abraço!

O que é SELIC? Como funciona?

 

O que é SELIC?

O que é SELIC?

SELIC significa Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. A taxa SELIC é a taxa obtida através da média ajustada dos financiamentos diários para titulos públicos federais.

A taxa SELIC também é chamada de taxa básica ou taxa média do over e, assim como o CDI, serve para indexar as operações de curto prazo entre os bancos, mas a diferença é que a SELIC é calculada com base na garantia em títulos públicos (papéis que o governo federal emite em favor dos bancos ao tomar dinheiro emprestado, de forma simples).

Por esta razão, como as operações estão garantidas pelo próprio governo (pois sao títulos emitidos por ele que servem como lastro dos empréstimos), a taxa SELIC acaba por servir de referência para todas as outras taxas de juros da nossa economia.

 

Como funciona a SELIC? O que é COPOM?

A SELIC, por se comportar de forma muito semelhante ao CDI, tem a variação bem parecida: diária.

No entanto, nós sempre ouvimos falar que o COPOM (Comitê de Política Monetária) abaixou ou elevou a taxa. Só que, na verdade, o COPOM apenas determina a meta da SELIC.

Para efeitos práticos esta informação não serve muito, porque a SELIC, de fato, sempre fica muito próxima à meta estabelecida pelo COPOM.

Por ser taxa básica, a SELIC normalmente é a taxa mais baixa que temos, mas isso pode não ocorrer em cenários onde o governo está praticando uma polítia monetária restritiva visando diminuir a inflação.

Neste caso, a SELIC pode ser mais alta no momento atual do que as taxas para longo prazo, porque o mercado acredita que a política monetária adotada vai reduzir a inflação e acarretar numa queda de juros no longo prazo (o mercado vai se adaptando conforme as circunstâncias).

 

O que o SELIC tem a ver com meus investimentos?

A SELIC afeta diretamente os investimentos de renda fixa (indexados ao CDI: CDB, LCI, LCA, LC, Debêntures e até Fundos de Investimento), pois ela está ligada diretamente com o CDI, ou seja, se a taxa SELIC aumenta, o rendimento dos seus investimentos feitos em porcentagem do CDI (X% do CDI) também aumenta, e se ela diminuir, o mesmo ocorre com a rentabilidade dos seus investimentos.

 

SELIC alta ou SELIC baixa? Qual é melhor?

A economia funciona de forma equilibrada, pelo menos teoricamente.

Se os juros estão altos, quer dizer que seus investimentos vão render mais.

Com a SELIC mais alta, o interesse de estrangeiros em investir no Brasil também cresce. Assim, aumenta o fluxo de dólares para o mercado interno e, por essa razão, o dólar fica mais barato, puxando o preço dos produtos importados para baixo.

Ainda, a SELIC alta influencia nos juros cobrados pelos bancos e na dificuldade para conseguir empréstimos, pois haverá maior custo para os próprios bancos captarem dinheiro (eles vão ter que pagar mais caro para ter o dinheiro).

A alta da SELIC pode gerar um efeito em cadeia e encarecer o valor de produtos que chegam a nós (o dinheiro ficará mais caro), ou seja, não adianta o seu dinheiro investido render mais se o preço para viver também vai ser elevado.

Por isso o ideal é que exista harmonia.

O Banco Central do Brasil disponibiliza a meta atual, a taxa SELIC atual, bem como um histórico completo.

 

Espero que tenha sido esclarecedor, apesar desta informação, sozinha, não ser de inestimável serventia, ela se complementa e é um conhecimento praticamente fundamental.

Deixe seu comentário caso tenha dúvida, sugestão, crítica ou caso queira apenas deixar uma mensagem!

Um grande abraço.