NuConta: É vantajoso? Como funciona?

Update sobre a NuConta! Como ela funciona realmente? É vantajoso?

Olá amigo!

Conforme prometido, após utilizar um pouco a NuConta, venho aqui trazer o meu próprio review.

Caso você não tenha lido o post anterior, aconselho que leia para ter a noção inicial sobre a NuConta

 

Como funciona a NuConta na prática?

Para acessar a NuConta, você, primeiro, precisa estar com o aplicativo do NuBank atualizado.

Depois que você abrir, na própria tela inicial onde constam as suas últimas compras com o cartão de crédito, na parte superior, há um botão “Acesse sua NuConta” (para quem já ativou).

Quando você a acessa, tem todas as informações para transferência, informações sobre o rendimento, o pagamento de tributos e uma projeção para o próximo mês.

A diferença, atualmente, da NuConta é que o dinheiro “parado” na conta rende 100% do CDI.

Aplicativo do NuBank na tela da NuConta, tudo muito bem fácil de entender.
É legal que o aplicativo mostra todas as informações atualizadas, de rendimento aos tributos a serem pagos.

 

Aplicativo do NuBank, mais precisamente na NuConta, mostra uma projeção de rendimento ao usuário!
Também é possível fazer uma projeção do seus rendimentos com base no CDI, bacana para quem quer ter uma idéia de rendimento.

No entanto, é necessário observar que pela NuConta não é possível fazer pagamentos de contas ou boletos, apenas pode ser feito o pagamento da fatura do cartão de crédito NuBank.

Além do mais, também não é possível fazer saques em terminais de autoatendimento.

Apesar disso, é possível realizar TEDs sem pagamento de nenhuma tarifa.

Um dos pontos mais positivos é que, ao pagar a fatura do cartão de crédito NuBank com o dinheiro da NuConta, os limites do cartão são restabelecidos de forma imediata (praticamente).

Um outro recurso bacana é a possibilidade de realizar depósitos via boleto bancário, o que facilita a vida de quem não possui contas correntes que não cobram tarifa para fazer TEDs, as contas correntes digitais.

 

No final das contas, a NuConta é uma boa opção?

É e não é.

Ela é uma boa opção para aqueles que não possuem investimentos melhores para fazer.

Como assim?

Caso você não tenha outra opção de investimento com liquidez diária ou, também, caso não tenho o valor mínimo para investir em determinado produto.

Aí a NuConta, como investimento, acaba sendo viável.

Mas trate de providenciar opções melhores para você, sempre de acordo com seus objetivos e perfil

De resto, acaba que não vale tanto a pena quanto parecia (para o meu caso).

 

Conclusão: Principais pontos a serem considerados sobre a NuConta

Pontos positivos

O dinheiro “parado” na NuConta rende 100% do CDI com liquidez diária;

Se você fizer o pagamento da fatura do cartão de crédito NuBank com o dinheiro da NuConta, o limite do cartão será liberado de imediato, pois há reconhecimento do pagamento quase que instantaneamente;

Agora é possível depositar na NuConta via boleto bancário (no mesmo esquema de depósito do Banco Inter).

 

Pontos negativos

Ainda não é uma conta corrente propriamente dita – você não pode fazer pagamento de boletos e também não consegue fazer saques em espécie em terminais de autoatendimento;

Existem outras opções de investimentos com liquidez diária que rendem mais (apesar de não serem acessíveis para todos, pois exigem alguns requisitos como investimento mínimo ou participar de grupos de investimento – Banco Inter)

Como foi exposto durante o texto, a NuConta é vantajosa somente para alguns casos. Certamente é melhor do que ficar com o dinheiro na mão!
Como foi exposto durante o texto, a NuConta é vantajosa somente para alguns casos. Certamente é melhor do que ficar com o dinheiro na mão!

Portanto, mantenho a opinião que a NuConta pode ser útil para algumas pessoas, mas, para mim, definitivamente não serve.

Conforme o próprio site do NuBank: “Hoje a NuConta já entrega a maioria dos serviços que uma conta corrente normal tem, mas em um formato totalmente inovador no mercado. E como tudo que fazemos aqui no Nubank, a ideia é constantemente aprimorar e desenvolver novas funcionalidades para a NuConta. Pagamento de boletos e agendamento de transferências, por exemplo, são duas das novidades que já estamos desenvolvendo e em breve vamos liberar para todos os usuários. Por isso, vale você abrir a sua NuConta, começar a usar, e então avaliar qual o melhor momento de cancelar a outra conta no seu caso.

Vou continuar monitorando, pois parece que eles estão melhorando o produto sempre que possível!

 

Um grande abraço!

FGC – O que é? Como funciona?

Fundo Garantido de Crédito (FGC) – O que é? Como funciona?

Olá amigo, este post da série O que é? ficou um pouco mais complexo e longo do que o planejado, mas é por uma boa causa.

Ele possui informações muito interessantes para você que quer investir em instituições financeiras menores, mas tem receio por não saber como funciona o FGC.

O que é?

 

Introdução

O FGC, ou Fundo Garantido de Crédito, é uma pessoa jurídica sem fins lucrativos que administra o mecanismo de proteção dos investidores no Brasil.

De forma bem simples, o FGC é uma espécie de seguro para os investimentos feitos no Brasil, mas ele não cobre todos os tipos de investimentos!

São garantidos pelo FGC:

  • depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio (em conta)
  • dinheiro em poupança
  • CDBs e RDBs (Certificados de Depósito Bancário e Recibos de Depósito Bancário)
  • LCs (Letras de Câmbio)
  • LIs (Letras Imobiliárias)
  • LHs (Letras Hipotecárias)
  • LCIs (Letras de Crédito Imobiliário)
  • LCAs (Letras de Crédito do Agrenegócio)
  • Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos por empresa ligada, após 8 de março de 2012.

 

O fundo garantidor é composto por contribuições das instituições financeiras associadas, que contribuem mensalmente com 0,0125% do total de seus depósitos que podem ser garantidos pelo FGC.

Um fato interessante é que, no final de 2016, o patrimônio líquido do FGC era de R$ 57,9 bilhões.

Também é interessante notar que no mesmo período, o volume total de depósitos que são cobertos pelo FGC, em dezembro de 2016, era de R$ 1,9 trilhões, se for levar em consideração a limitação de R$ 250.000,00 por CPF e, agora, a nova limitação de R$ 1 milhão por pessoa vai mudar isso, o valor total garantido seria de R$ 1 trilhão.

Ou seja, o valor que existe em caixa é MUITO inferior ao valor garantido.

Mas isso não é motivo para se desesperar, pois a atividade dos bancos é muito fiscalizada e regulada.

A decretação de regime especial é uma ação excepcional e não ocorre a todo momento.

Quadro com as vezes que o FGC teve que ser acionado.
Lista de decretação de regime especial pelo BACEN, onde o FGC teve que ser acionado.

 

Como pode ser visto, em 2017 não houve decretação de regime especial, em 2016 isto ocorreu com apenas um banco (Banco Azteca do Brasil S/A – Liquidação Extrajudicial), em 2015 ocorreu uma vez também (Banco BRJ S/A – Liquidação Judicial – culminou na falência) e em 2013 também houve uma (Banco Rural S/A – Liquidação Extrajudicial).

Assim, podemos ficar tranquilos, porque para o cenário atual, o FGC aguenta muito bem o pagamento das garantias.

No entanto, caso houvesse uma crise com quebra do sistema inteiro, ai fica óbvio que o FGC não teria capital para garantir todos os investimentos das pessoas, porém, caso isso acontecesse, o FGC seria o menor dos nosso problemas.

 

Ah, e uma curiosidade: dos quase R$ 1 trilhão que podem ser pagos pelo FGC atualmente, aproximadamente R$ 800 bilhões estão depositados nos 5 maiores bancos (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco Itaú, Banco Bradesco e Banco Santander).

Além disso, outra curiosidade, é que mais ou menos R$ 658 bilhões estavam na poupança em 2016.

Isso mostra o quanto nós, brasileiros, ainda estamos longe de nos educar financeiramente de modo satisfatório, pois, apesar da segurança que os grandes bancos oferecem, o rendimento SEMPRE deixa a desejar.

 

Sobre a mudança feita pelo Conselho Monetário Nacional

No dia 21/12/2017, a regra de cobertura do FGC foi modificada e vale apenas para os investimentos feitos a partir da alteração.

A limitação máxima por instituição para cada CPF continuo de R$ 250.000,00.

No entanto, agora, há uma limitação global de R$ 1 milhão POR PESSOA.

Isto quer dizer que o máximo que você poderá receber do FGC é 1 milhão de reais.

Claro que o valor da cobertura é restabelecido, e isto ocorre após 4 anos, mas temos que refletir sobre esta mudança.

Primeiro, para deixar bem claro, se você tem 1 milhão de reais investidos, R$ 250 mil em 4 bancos, você está, teoricamenete, seguro.

Mas, se você passar de 250 mil reais em alguma das instituições OU seus investimentos somados ultrapassarem o montante de R$ 1 milhão, CASO SEJA DECRETADO REGIME ESPECIAL DE TODAS AS INSTITUIÇÕES você terá cobertura apenas sobre 1 milhão de reais.

Esta mudança tem lados positivos e lados negativos, mas, no geral, ela não faz diferença para a grande maioria dos investidores brasileiros.

Isto porque o brasileiro médio não tem R$ 1 milhão investido em renda fixa.

Além disso, normalmente, quem tem patrimônio desse tamanho sabe como investir e como cuidar dos seu dinheiro, de modo que ele vai gerenciar os riscos e não vai aplicar somente em instituições que trazem muito risco.

 

A mudança do FGC favorece os bancos grandes?

De certa forma sim, se formos pensar no fator psicológico.

Quem está começando a investir em bancos menores, sempre conta com a garantia do FGC para caso algo dê errado.

Isto é, inclusive, objeto de discussão, que os bancos menores usam o FGC como marketing para captar recursos e fazendo com que os investidores deixassem de pensar racionalmente sobre o risco de investir em determinadas instituições financeiras.

Só é influenciado por este tipo de argumento a pessoa que não estuda, ou não tem vontade de buscar melhores rendimentos para seus investimentos.

É claro que não é recomendado investir em qualquer lugar sem pesquisar, por esta razão que isso não faz sentido.

Conforme eu mostrei acima, não há decretação de regime especial todo santo dia, muito pelo contrário.

Então, basicamente, basta fazer a lição de casa, que é pesquisar e estudar antes de investir que está tudo certo.

Não há necessidade de deixar o seu dinheiro num fundo de investimento que cobra 1% de administração e ainda rende 70% do CDI.

O FGC deve ser um recurso para te dar mais segurança, mas não abuse e invista de forma negligente!
O FGC deve ser visto como um último recurso, uma saída de emergência caso seus planos deem errado. Mas não deve ser um incentivo a você investir sem pensar e nem pesquisar onde investir!

 

Você é investidor iniciante e precisa de dicas de como investir nas instituições menores?

O primeiro passo é pesquisar os investimentos disponíveis a você, veja aplicação mínima, prazo de vencimento e taxa de remuneração.

Após achar um título que lhe agrade, verifique qual é a instituição que emite o título e pesquise no site www.bancodata.com.br.

Este site é uma excelente fonte de informações sobre a saúde financeira, quem não o utiliza DEVE olhar, mesmo que for somente por curiosidade.

Se estiver tudo certo, pronto, confirme o investimento.

 

Conforme você for investindo, mantenha uma diversificação saudável, não concentre “todos os ovos na mesma cesta”.

Essa atitude diminui seus riscos caso algo aconteça com determinado tipo de investimento ou com algum banco ou financeira específica.

Desta maneira, você não vai ter dor de cabeça e vai poder investir com tranquilidade!

 

Conclusão

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) serve para dar segurança aos investidores.

Não invista feito um louco, sem verificar a saúde financeira do local onde você pretende investir só porque existe a garantia do FGC, você não precisa de dor de cabeça a mais.

Ainda, a mudança só é relevante para pessoas que possuem muito dinheiro investidos em renda fixa e, ainda assim, o FGC só é usado em caso de decretação de regime especial, o que ocorre em casos raros, apenas.

Portanto, basta investir com consciência que você vai obter bons rendimentos e sem se preocupar em ficar sem a garantia do FGC (espero que seja porque escolheu bem os seus investimentos).

 

TL;DR

O FGC possibilita o investidor a explorar investimentos fora dos grandes bancos.

Isto é favorável para buscar melhores taxas de remuneração.

No entanto, é preciso pesquisar e estudar sobre onde investir para não ter preocupações desnecessárias.

 

2018 - Primeiro post do ano de 2018

Primeiro post do ano de 2018

Olá amigo,

 

Como primeiro post do ano, gostaria de fazer algumas observações.

Primeiramente, quero pedir desculpas por quase 1 mês sem escrever nada.

Acabou que não consegui sentar e parar um tempo para escrever algo que valesse a pena ser postado.

Tenho algumas ideias de textos, mas precisam ser desenvolvidas e incrementadas.

Vou falar, então, de forma breve sobre algumas coisas importantes para esse começo de ano.

 

Sobre o andamento do site

Pretendo continuar escrevendo textos informativos, isso não vai mudar, mas vou mudar a frequência dos posts.

O que antes eu mantive em três posts por semana, vou passar para 1 ou no máximo 2.

Isso porque pretendo priorizar a qualidade sobre a quantidade.

Vou melhorar o conteúdo para trazer uma densidade maior de informações, mas sem perder a essência de passar de forma clara e sem complicação.

Obviamente que, com o passar do tempo, os assuntos tratados ficarão mais complexos, mas isso é natural, pois não posso ficar apenas em temas “rasos”, mas também é verdade que não vou tocar em assuntos que eu não tenho conhecimento.

Isto posto, desejo que esse ano seja de muito aprendizado para todos nós!

 

Sobre o último post (Criptomoedas)

Quem acompanhou, durante o final do ano até hoje, viu que, após a alta e euforia ao redor das bitcoins, houve uma queda.

Com a BitCoin flutuando abaixo dos US$ 15.000,00, é possível perceber que nem sempre é bom tentar “surfar na onda”, porque muita das vezes ela já passou.

Não sei do futuro, mas creio que uma alta como vimos no final do ano passado não ocorrer tão cedo.

No mais, vou repetir: antes de fazer qualquer coisa, é bom estudar bastante, ler e reler para ter certeza daquilo que vai fazer, sob pena de se arrepender depois.

 

Sobre a mudança no Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

No finalzinho do ano houve uma mudança no FGC.

Agora, há uma limitação geral para o investidor pessoa física.

Ainda existe a garantia de R$ 250.000,00 por instituição financeira, porém, cada pessoa terá garantia de, NO MÁXIMO, R$ 1.000.000,00.

Para ilustrar, imagine que João tem R$ 100.000,00 investidos num Banco X e esse banco vai à falência.

Caso João receba esses R$ 100.000,00 via FGC, ele vai ter agora garantia de apenas R$ 900.000,00 de “seguro”.

O limite total de R$ 1.000.000,00 é restaurado após 4 anos do acionamento do FGC.

Essa mudança tem pouco impacto na vida dos investidores em geral, pois não é tão comum ter 1 milhão de reais investidos em renda fixa, além do mais, quem tem 1 milhão investidos em renda fixa, provavelmente, também possui investimentos em outros produtos e sabe bem como diversificar seus investimentos ou paga alguém para saber por ele.

Logo, não há motivo grande para se preocupar.

Vou fazer um post falando um pouco mais sobre essa mudança.

 

Sobre os meus investimentos

Nos últimos meses, com as quedas consecutivas da SELIC, a renda fixa tem deixado de ser tão atraente para dar lugar à renda variável.

Essa não precisa ser a regra para todos.

No meu caso, tenho mantido novos aportes em fundos de investimento.

Resolvi mudar uma parcela dos meus investimentos que estava numa liquidez diária, para investir no recém-aberto BAHIA AM MARAU FIC FI MULT ACCESS do BTG Pactual.

Fiz isso porque é um fundo que eu tinha desejo de entrar e que, no BTG Pactual, surgiu com um valor mínimo de aplicação que tenho condições de atingir.

 

No mais, a composição da minha carteira ficou da seguinte forma (não leva em consideração a mudança de dinheiro para fundo de investimento):

Gráfico de pizza dos investimentos em Janeiro de 2018
Gráfico ilustrando a composição da carteira neste início de janeiro.

 

Com relação ao crescimento do dinheiro, conforme é possível ver abaixo, o crescimento em dezembro de 2017 foi de 4,23% para a renda fixa e de 6,02% para o geral.

Com isto, fechei o ano (registrando desde maio de 2017) com 14,36% de aumento na renda fixa e 37,25% de aumento no geral.

porcentagens - Primeiro post do ano de 2018
Variação mensal dos meus investimentos – referência: Dezembro/2017

 

Vale lembrar que eu incluo os novos aportes dentro dessas porcentagens, logo ele não reflete a rentabilidade real do meu portfólio.

O aumento foi maior na renda fixa porque em dezembro eu aportei um valor razoável em alguns títulos que consegui boas taxas.

A melhora da rentabilidade, no geral, se deu porque os fundos de investimento se recuperaram, o que puxou o rendimento para cima.

Para ajudar, o valor de mercado dos títulos do Tesouro Direto baixaram um pouco com relação ao último balanço, o que fez com que o valor dos meus títulos subissem um pouco.

Nada de extraordinário.

 

Minha carteira de renda fixa rendeu, na média, 0,7% em dezembro de 2017, o que eu considero bom.

Os títulos préfixados e os IPCA+ ajudaram a manter uma boa rentabilidade.

Já os fundos de investimento renderam, em média, 2% no mês de dezembro.

Esse número já explica muito sobre a razão da melhora de rendimento.

(O tesouro direto eu desconsidero devido à flutuação que é da natureza dele).

 

Você já parou para analisar como foi o desempenho da sua carteira o ano passado?

 

Sobre minhas metas para 2018

Este ano pretendo voltar a estudar de forma intensa, bem como melhorar minhas receitas.

Por melhorar minhas receitas leia-se: melhorar o salário.

Ao mesmo tempo, pretendo cortar alguns gastos desnecessários.

 

Com relação aos investimentos propriamente ditos, gostaria de melhorar o desempenho da carteira.

Isto só vai ser possível caso eu dê mais um passo em direção à renda variável, ou vou continuar dependendo dos gestores ou das instituições financeiras oferecerem remuneração melhor para os títulos.

Logo, vou continuar estudando sobre ações e bolsa de valores, sem pressa para entrar.

 

Finalmente, quero deixar o espaço aberto para sugestões sobre temas e discussão.

Caso tenha alguma crítica, dúvida e etc, deixe um comentário ou me envie um e-mail!


Grande abraço e força, porque o ano está só começando!

Criptomoedas, Bitcoin e investimentos

Criptomoedas, entre elas a bitcoin, afinal, podem ser tratadas como investimentos?

 

Olá, amigo!

Após pensar e refletir sobre o assunto, resolvi finalizar este texto que estava desenvolvendo sobre as criptomoedas, com ênfase nas Bitcoins que, entre todas, é a mais conhecida.

 

Breve introdução

As criptomoedas nada mais são do que um meio de troca que se vale de criptografia para dar segurança às transações, para controlar a emissão de novas unidades (“moedas”) e verificar a validade das operações.

Elas são controladas de forma descentralizada, normalmente usando um sistema chamado Block Chain (cadeia de blocos) que serve para validar o sistema como um todo.

Ainda, na maioria das criptomoedas, há um número limitado de unidades e o “surgimento” de novas moedas diminui com o passar do tempo, o que adiciona a característica de raridade, como se fosse ouro, por exemplo.

Outra proposta é que as transações feitas poderiam ser feitas anonimamente.

Lembrando que a maior parte do que vou escrever é com base em bitcoins e que a minha intenção não é esmiuçar o assunto, vez que existem diversas pessoas mais qualificadas para falar de forma técnica.

 

O que é Block Chain?

De forma traduzida é a cadeia de blocos.

Esta cadeia armazena informações sobre todas as transações que já foram feitas na rede.

É o que dá a característica de descentralização às Criptomoedas.

Toda vez que alguém passa uma Bitcoin da sua carteira para a carteira de outra pessoa, essa transação, para ser validada, precisa constar na cadeia de informações.

Uma vez que a informação é validada e inserida, ela é permanente e esse bloco ficará registrado lá.

Esse fator faz com que não seja possível transferir uma unidade de Bitcoin duas vezes, pois na segunda tentativa a operação não vai ser registrada na cadeia, ou seja, não terá validade.

A blockchain pode ser vista como uma longa corrente
A block chain pode ser entendida como uma corrente mesmo. Mas os elos são ‘blocos’ de informação e o que liga cada elo é uma espécie de assinatura que “fecha” os blocos.

Na minha opinião, a principal contribuição das Criptomoedas para o mundo atual é o desenvolvimento da Block Chain.

Isto porque você vai poder confiar nas autenticações automáticas feitas pela internet.

Pense em documentos de papel, que muitas vezes precisam ser autenticados em cartório de notas e que se paga um preço alto por isto.

Caso a autenticação fosse digital utilizando o sistema de block chain, não haveria necessidade de haver um “carimbo”, pois a própria rede teria registro da autenticidade do documento.

 

Minerar bitcoin?

A mineração de criptomoedas não tem nada a ver com mineração de metais, por exemplo.

Para minerar você precisa baixar um programa específico de “mineração”.

Ao minerar, você empresta o poder de processamento do seu computador para uma rede.

Os computadores mineradores ficam resolvendo operações de criptografia, que basicamente são o “motor” da Block Chain.

Assim que um computador resolve o código, toda a rede é notificada e ele recebe um determinado número de unidades como recompensa e é feito o registro das operações na cadeia.

Criação de bitcoins é feita por software específico que faz a 'mineração'
A mineração é o meio pela qual as bitcoins são ‘criadas’.

Você se lembra que o número de bitcoins é limitado?
Então, quanto mais tempo passa maior fica a cadeia e, por consequência, mais difícil de resolver o código, o que faz com que seja necessário maior poder de processamento para realizar as operações de forma rápida.

Atualmente, a não ser que você tenha equipamento desenvolvido com o fim de minerar, acaba não compensando, pois o que você vai gastar com energia elétrica não vai compensar o que você recebe.

(Quanto à mineração de outras moedas virtuais você deve pesquisar de forma específica)

 

Bitcoin como moeda

A essência da idéia é muito boa.

Eliminar intermediários (bancos) e não ter a barreira do câmbio (ter que comprar dólares para adquirir algo nos Estados Unidos, por exemplo) soa ótimo na teoria.

No entanto, na situação atual não é viável.

O principal fator é a grande volatilidade da bitcoin.

Imagine que você firmou um contrato com seu cliente onde o valor do contrato é de R$ 100,00.

Agora imagine que, ao invés dele te transferir o valor, dar um cheque ou simplesmente de dar o dinheiro, ele resolva te pagar em Bitcoin, pois no momento em que vocês conversam o valor da unidade de bitcoin fosse R$ 100,00.

No entanto, guardadas as devidas proporções, o valor da bitcoin varia muito diariamente e pode ser que no momento de “sacar” o seu dinheiro, o valor da bitcoin seja menor que os R$ 100,00 iniciais.

Você gostaria de correr este risco?

Pois é, ninguém quer.

Grafico da variação histórica da bitcoin
Este gráfico mostra, genericamente, a variação da bitcoin durante o tempo (desde 2014).

 

Gráfico da varição das bitcoins para 2 meses
Este gráfico mostra, a variação durante 2 meses do valor das bitcoins, observe que, apesar da tendencia de subir, há alta volatilidade.

 

Gráfico da volatilidade das bitcoins para 12 horas
Este gráfico mostra, a variação em 12 horas do valor das bitcoins, a altíssima volatilidade causa desconforto?

Além do mais, há notícia recente de que a Steam DEIXOU de aceitar bitcoins, pelo mesmo motivo, ou seja, alta volatilidade.

Há algum tempo, se falava que a Amazon tinha intenção de aceitar pagamentos por meio de Bitcoins.

No entanto, até o momento não existe nenhuma novidade neste sentido.

 

Bitcoin como investimento

Por motivos óbvios, todas as criptomoedas podem ser consideradas como um ativo, um investimento.

Mas é preciso ter muita cautela.

Jamais invista em ativos de alto risco (no caso, praticamente que de pura especulação) o dinheiro que vai te fazer falta.

Por exemplo, se você não tem um fundo de emergência, é MUITO recomendável que você não entre em nenhuma criptomoeda.

O mesmo vale para os casos onde você não tem uma receita fixa (se você recebe por comissão, por exemplo) e quer investir uma quantia que vai comprometer a média dos seus recebimentos.

Isto pode prejudicar o seu orçamento e acabar resultando em dívidas!

Assim, é inegável que as bitcoins e criptomoedas podem ser vistas como investimento, mas sempre de forma cautelosa, pois da mesma forma que a subida do valor está rápida, ela também pode afundar.

Finalmente, tenha sempre em mente que rentabilidade passada não é sinônimo de rentabilidade futura, ou seja, não é só porque um investimento está rendendo MUITO até agora que ele vai continuar no mesmo ritmo daqui para frente! (para renda variável, obviamente).

 

Considerações finais

Apesar da empolgação geral, existe muito peixe grande no jogo das criptomoedas.

Quem pensa em investir precisa ter muito cuidado, pois, na minha opinião, a caracterização como moeda foi perdida.

Pessoas compram bitcoins esperando que ocorra a valorização o que é muito perigoso, pois em algum momento elas podem pensar que não vale mais a pena pagar o valor cobrado, o que causaria uma queda brusca no preço das unidades.

Não tenho meios de afirmar de forma categórica que se trata de uma bolha, mas é inegável que se trata de uma forma arriscada de aumentar o patrimônio.

Uma última observação: O Banco Central do Brasil emitiu um comunicado recomendando que haja, no mínimo, cautela ao utilizar as bitcoins, fato que não deixa de ser relevante.

 

Conclusão

Existe muito espaço para ser explorado dentro do mundo das Criptomoedas.

Eu espero, de verdade, que os mecanismos evoluam ao ponto que seja viável utilizar na hora de comprar bens e pagar por serviços.

Até que seja aperfeiçoado o sistema, eu prefiro ficar fora, porque, apesar de ter uma pequena fração da minha carteira em renda variável, eu vejo as criptomoedas como algo muito arriscado por enquanto.

Não desencorajo ninguém montar uma posição em criptomoedas (bitcoins ou “altcoins”), só faço um apelo para que o faça de forma prudente.

Hoje nao tem TL;DR porque é um assunto complexo e é recomendável que se pesquise muito além do que eu escrevi aqui, principalmente se a sua intenção é comprar criptomoedas.

 

Um grande abraço!

 

COPOM reduz taxa SELIC a 7%

Olá amigo,

Hoje vamos tratar de um assunto muito atual e que é de interesse de todos os investidores: a reunião do COPOM.

Acontece que ontem (06/12/2017) foi finalizada a reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) e, como resultado, foi divulgada a nova meta da SELIC que passou de 7,5% para 7%.

Se você acompanha notícias, ainda que básicas, sobre economia, você com certeza viu que este foi praticamente o assunto do dia e que esta é a menor taxa histórica.

No entanto, este corte já era esperado pelo mercado, então não houve grande espanto quando a decisão do Comitê foi divulgada.

Sempre observe as previsões sobre o mercado antes de fazer investimentos para longo prazo!
É importante observar o que te espera no horizonte antes de investir.

O que me preocupa é que, apesar da taxa básica de juros diminuir, os custos de serviços bancários e/ou de cartão de crédito não são reduzidos na mesma proporção.

Ainda, por mais que se fale que “os juros reais estão melhores porque a inflação está menor”, eu discordo.

Isto porque, por mais que os números apontem para uma inflação comportada, na prática, e pelo menos para mim, o preço dos produtos continuam aumentando no mesmo ritmo.

Portanto, é um momento de investir com cuidado e pensar em várias circunstâncias que vão influenciar seus investimentos no futuro:

  • manutenção dos cortes da meta da SELIC;
  • 2018 é um ano de eleições nacionais e que, possivelmente, vai mexer com o mercado nacional;
  • muito se fala em aumento da meta da SELIC no final de 2018, mas para 7%;
  • renda fixa ficando para trás quando comparada à renda variável;
  • valorização da BitCoin e algumas outras criptomoedas.

O que fazer em tempos de incerteza?

Primeiramente, não existe uma “receita de bolo” quando o assunto é investimento.

Mas uma recomendação que serve para o investidor manter sua carteira segura (e isso serve mesmo para tempos de segurança e estabilidade do mercado) é diversificar seus investimentos.

Procure distribuir seus investimentos em títulos pós-fixados atrelados ao CDI, atrelados ao IPCA e, se a taxa estiver interessante, busque pré-fixados também.

Você também pode avaliar ingressar na renda variável, como Fundos de Investimento (seja multimercado, seja de imóveis ou ações), pois você somente vai aumentar a rentabilidade caso aumente sua exposição aos riscos.

Ademais, você deve manter seu plano de investimento.

A parcela que você investe para longo prazo, continue com a estratégia de longo prazo.

Também não vale muito a pena girar dinheiro investido em algo que serve como fundo de emergência (a não ser que você saia de uma poupança para ir para um CDB 100% CDI com liquidez diária hahaha).

Agora, se você possui dinheiro para arriscar um pouco, pode valer a pena entrar em alguns fundos de investimento, procurar ações sólidas e também criptomoedas (COM CAUTELA).

 

Pesquisar antes de fazer seus investimento é essencial para garantir bons rendimentos
Sempre pesquise antes de realizar seus investimentos, só assim você pode garantir uma boa performance da sua carteira!

Apesar dessas informações, sempre pesquise bem antes de “travar” seu dinheiro!

O maior risco de quem investe por conta própria em renda fixa é tomar decisões precipitadas e investir em algo que não vai oferecer a melhor rentabilidade para o período!

Ainda vou escrever sobre criptomoedas e fundos de investimento, mas pretendo terminar de cobrir a renda fixa antes!

Se tiver alguma sugestão, dúvida e/ou crítica mande uma mensagem!

Recentemente criei uma página no facebook para facilitar a divulgação dos textos, você pode curtir no menu lateral e visitar para ver as novidades com a comodidade do facebook!

 

Um grande abraço!