COE – O que é? Como funciona?

O que é COE? Como funciona?

O que é?

Olá amigo,

COE ou Certificado de Operações Estruturadas, é um investimento que surgiu recentemente, tanto é que existem poucas ofertas deste tipo atualmente.

Se você tem conta em corretoras de investimento, provavelmente ja recebeu e-mail do tipo “invista com segurança na Apple, Facebook e Disney” ou “invista com capital protegido no dolar” e outros mais.

Todos estes e-mails estão tratando de COEs.

Pode haver duas formas de COE, um com capital protegido, onde o investidor tem garantida pelo menos a devolução do valor inicialmente investido, e um com capital em risco, onde pode haver perda total do valor investido.

Como é nítido, os COE tem um certo risco embutido e que, ao meu ver, se parece muito com uma aposta.

Podem até falar que o retorno dos COE, atualmente, pode até superar o CDI, mas existem diversas condições (NORMALMENTE) para que o investimento atinja aquele montante de remuneração.

No entanto, conforme é possível verificar abaixo, sempre existem algumas condições (o que eu disse que tem cara de “aposta”) que devem ser preenchidas, caso contrário você recebe seu dinheiro de volta sem nenhuma correção (no caso do capital protegido).

 

COE oferecida recentemente. Atrelado ao desempenho das ações do Google, Disney e Twitter
Um exemplo de COE oferecido pelas corretoras, atrelado ao desempenho das ações das empresas na bolsa americana.

 

COE oferecida recentemente. Este um pouco mais simples, variando de forma direta com o ativo "alvo"
Um exemplo de COE oferecido pelas corretoras, atrelado ao desempenho do S&P 500
Repare como este COE já tem 3 cenários diferentes e que o rendimento muda bastante, pois tem um limitador, um teto.
Um exemplo de COE oferecido pelas corretoras, atrelado ao desempenho do SPDR Gold Shares

 

Não é necessário explicar muito.

Existe alguns cenários onde os COE podem ter um ótimo rendimento, de fato, mas acaba que você faz uma aposta.

A rentabilidade esperada não compensa o prejuízo que você pode ter (o prejuízo, no caso, é seu dinheiro deixar de render, isto por si só já é perder dinheiro).

Na minha opinião, existem produtos mais vantajosos que os COE, como fundos multimercado e as ações.

Este vai ser um dos raros posts onde eu vou falar de forma aberta que não vejo um determinado produto como boa opção para investir.

 

Como assim? Não tem risco, porque na pior das hipóteses eu recebo o meu valor aplicado inicialmente!

Isso é verdade.

NO ENTANTO, qual é o preço de deixar o dinheiro sem render nada durante esse tempo?

Se a duração for 6 meses, você poderia ter deixado num CDB de liquidez diária ou uma LCI de curto prazo, por exemplo.

Mesmo o rendimento desses produtos sendo baixo (que é proporcional ao prazo do título), ainda assim vai ser superior ao ‘valor aplicado inicialmente/capital garantido’.

Logo, não há como falar que os COE devem ser colocados em qualquer portfólio.

 

Talvez, depois de estudar e quando aparecer uma boa oportunidade, seja vantajoso ao investidor, mas do jeito atual creio que existam melhores opções.

 

Conclusão

Pode parecer um produto simples e fácil de se investir.

No entanto, os COE devem ser analisados de forma minuciosa e estudada cada período de apuração para ver as chances de obter a rentabilidade anunciada.

Existem diversos produtos no mercado que oferecem rentabilidade boa.

Não aceite o “capital inicialmente investido” como segurança, até porque você deixa de ganhar dinheiro quando o deixa “parado no tempo”.

 

Um grande abraço!

FGC – O que é? Como funciona?

Fundo Garantido de Crédito (FGC) – O que é? Como funciona?

Olá amigo, este post da série O que é? ficou um pouco mais complexo e longo do que o planejado, mas é por uma boa causa.

Ele possui informações muito interessantes para você que quer investir em instituições financeiras menores, mas tem receio por não saber como funciona o FGC.

O que é?

 

Introdução

O FGC, ou Fundo Garantido de Crédito, é uma pessoa jurídica sem fins lucrativos que administra o mecanismo de proteção dos investidores no Brasil.

De forma bem simples, o FGC é uma espécie de seguro para os investimentos feitos no Brasil, mas ele não cobre todos os tipos de investimentos!

São garantidos pelo FGC:

  • depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio (em conta)
  • dinheiro em poupança
  • CDBs e RDBs (Certificados de Depósito Bancário e Recibos de Depósito Bancário)
  • LCs (Letras de Câmbio)
  • LIs (Letras Imobiliárias)
  • LHs (Letras Hipotecárias)
  • LCIs (Letras de Crédito Imobiliário)
  • LCAs (Letras de Crédito do Agrenegócio)
  • Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos por empresa ligada, após 8 de março de 2012.

 

O fundo garantidor é composto por contribuições das instituições financeiras associadas, que contribuem mensalmente com 0,0125% do total de seus depósitos que podem ser garantidos pelo FGC.

Um fato interessante é que, no final de 2016, o patrimônio líquido do FGC era de R$ 57,9 bilhões.

Também é interessante notar que no mesmo período, o volume total de depósitos que são cobertos pelo FGC, em dezembro de 2016, era de R$ 1,9 trilhões, se for levar em consideração a limitação de R$ 250.000,00 por CPF e, agora, a nova limitação de R$ 1 milhão por pessoa vai mudar isso, o valor total garantido seria de R$ 1 trilhão.

Ou seja, o valor que existe em caixa é MUITO inferior ao valor garantido.

Mas isso não é motivo para se desesperar, pois a atividade dos bancos é muito fiscalizada e regulada.

A decretação de regime especial é uma ação excepcional e não ocorre a todo momento.

Quadro com as vezes que o FGC teve que ser acionado.
Lista de decretação de regime especial pelo BACEN, onde o FGC teve que ser acionado.

 

Como pode ser visto, em 2017 não houve decretação de regime especial, em 2016 isto ocorreu com apenas um banco (Banco Azteca do Brasil S/A – Liquidação Extrajudicial), em 2015 ocorreu uma vez também (Banco BRJ S/A – Liquidação Judicial – culminou na falência) e em 2013 também houve uma (Banco Rural S/A – Liquidação Extrajudicial).

Assim, podemos ficar tranquilos, porque para o cenário atual, o FGC aguenta muito bem o pagamento das garantias.

No entanto, caso houvesse uma crise com quebra do sistema inteiro, ai fica óbvio que o FGC não teria capital para garantir todos os investimentos das pessoas, porém, caso isso acontecesse, o FGC seria o menor dos nosso problemas.

 

Ah, e uma curiosidade: dos quase R$ 1 trilhão que podem ser pagos pelo FGC atualmente, aproximadamente R$ 800 bilhões estão depositados nos 5 maiores bancos (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco Itaú, Banco Bradesco e Banco Santander).

Além disso, outra curiosidade, é que mais ou menos R$ 658 bilhões estavam na poupança em 2016.

Isso mostra o quanto nós, brasileiros, ainda estamos longe de nos educar financeiramente de modo satisfatório, pois, apesar da segurança que os grandes bancos oferecem, o rendimento SEMPRE deixa a desejar.

 

Sobre a mudança feita pelo Conselho Monetário Nacional

No dia 21/12/2017, a regra de cobertura do FGC foi modificada e vale apenas para os investimentos feitos a partir da alteração.

A limitação máxima por instituição para cada CPF continuo de R$ 250.000,00.

No entanto, agora, há uma limitação global de R$ 1 milhão POR PESSOA.

Isto quer dizer que o máximo que você poderá receber do FGC é 1 milhão de reais.

Claro que o valor da cobertura é restabelecido, e isto ocorre após 4 anos, mas temos que refletir sobre esta mudança.

Primeiro, para deixar bem claro, se você tem 1 milhão de reais investidos, R$ 250 mil em 4 bancos, você está, teoricamenete, seguro.

Mas, se você passar de 250 mil reais em alguma das instituições OU seus investimentos somados ultrapassarem o montante de R$ 1 milhão, CASO SEJA DECRETADO REGIME ESPECIAL DE TODAS AS INSTITUIÇÕES você terá cobertura apenas sobre 1 milhão de reais.

Esta mudança tem lados positivos e lados negativos, mas, no geral, ela não faz diferença para a grande maioria dos investidores brasileiros.

Isto porque o brasileiro médio não tem R$ 1 milhão investido em renda fixa.

Além disso, normalmente, quem tem patrimônio desse tamanho sabe como investir e como cuidar dos seu dinheiro, de modo que ele vai gerenciar os riscos e não vai aplicar somente em instituições que trazem muito risco.

 

A mudança do FGC favorece os bancos grandes?

De certa forma sim, se formos pensar no fator psicológico.

Quem está começando a investir em bancos menores, sempre conta com a garantia do FGC para caso algo dê errado.

Isto é, inclusive, objeto de discussão, que os bancos menores usam o FGC como marketing para captar recursos e fazendo com que os investidores deixassem de pensar racionalmente sobre o risco de investir em determinadas instituições financeiras.

Só é influenciado por este tipo de argumento a pessoa que não estuda, ou não tem vontade de buscar melhores rendimentos para seus investimentos.

É claro que não é recomendado investir em qualquer lugar sem pesquisar, por esta razão que isso não faz sentido.

Conforme eu mostrei acima, não há decretação de regime especial todo santo dia, muito pelo contrário.

Então, basicamente, basta fazer a lição de casa, que é pesquisar e estudar antes de investir que está tudo certo.

Não há necessidade de deixar o seu dinheiro num fundo de investimento que cobra 1% de administração e ainda rende 70% do CDI.

O FGC deve ser um recurso para te dar mais segurança, mas não abuse e invista de forma negligente!
O FGC deve ser visto como um último recurso, uma saída de emergência caso seus planos deem errado. Mas não deve ser um incentivo a você investir sem pensar e nem pesquisar onde investir!

 

Você é investidor iniciante e precisa de dicas de como investir nas instituições menores?

O primeiro passo é pesquisar os investimentos disponíveis a você, veja aplicação mínima, prazo de vencimento e taxa de remuneração.

Após achar um título que lhe agrade, verifique qual é a instituição que emite o título e pesquise no site www.bancodata.com.br.

Este site é uma excelente fonte de informações sobre a saúde financeira, quem não o utiliza DEVE olhar, mesmo que for somente por curiosidade.

Se estiver tudo certo, pronto, confirme o investimento.

 

Conforme você for investindo, mantenha uma diversificação saudável, não concentre “todos os ovos na mesma cesta”.

Essa atitude diminui seus riscos caso algo aconteça com determinado tipo de investimento ou com algum banco ou financeira específica.

Desta maneira, você não vai ter dor de cabeça e vai poder investir com tranquilidade!

 

Conclusão

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) serve para dar segurança aos investidores.

Não invista feito um louco, sem verificar a saúde financeira do local onde você pretende investir só porque existe a garantia do FGC, você não precisa de dor de cabeça a mais.

Ainda, a mudança só é relevante para pessoas que possuem muito dinheiro investidos em renda fixa e, ainda assim, o FGC só é usado em caso de decretação de regime especial, o que ocorre em casos raros, apenas.

Portanto, basta investir com consciência que você vai obter bons rendimentos e sem se preocupar em ficar sem a garantia do FGC (espero que seja porque escolheu bem os seus investimentos).

 

TL;DR

O FGC possibilita o investidor a explorar investimentos fora dos grandes bancos.

Isto é favorável para buscar melhores taxas de remuneração.

No entanto, é preciso pesquisar e estudar sobre onde investir para não ter preocupações desnecessárias.

 

2018 - Primeiro post do ano de 2018

Primeiro post do ano de 2018

Olá amigo,

 

Como primeiro post do ano, gostaria de fazer algumas observações.

Primeiramente, quero pedir desculpas por quase 1 mês sem escrever nada.

Acabou que não consegui sentar e parar um tempo para escrever algo que valesse a pena ser postado.

Tenho algumas ideias de textos, mas precisam ser desenvolvidas e incrementadas.

Vou falar, então, de forma breve sobre algumas coisas importantes para esse começo de ano.

 

Sobre o andamento do site

Pretendo continuar escrevendo textos informativos, isso não vai mudar, mas vou mudar a frequência dos posts.

O que antes eu mantive em três posts por semana, vou passar para 1 ou no máximo 2.

Isso porque pretendo priorizar a qualidade sobre a quantidade.

Vou melhorar o conteúdo para trazer uma densidade maior de informações, mas sem perder a essência de passar de forma clara e sem complicação.

Obviamente que, com o passar do tempo, os assuntos tratados ficarão mais complexos, mas isso é natural, pois não posso ficar apenas em temas “rasos”, mas também é verdade que não vou tocar em assuntos que eu não tenho conhecimento.

Isto posto, desejo que esse ano seja de muito aprendizado para todos nós!

 

Sobre o último post (Criptomoedas)

Quem acompanhou, durante o final do ano até hoje, viu que, após a alta e euforia ao redor das bitcoins, houve uma queda.

Com a BitCoin flutuando abaixo dos US$ 15.000,00, é possível perceber que nem sempre é bom tentar “surfar na onda”, porque muita das vezes ela já passou.

Não sei do futuro, mas creio que uma alta como vimos no final do ano passado não ocorrer tão cedo.

No mais, vou repetir: antes de fazer qualquer coisa, é bom estudar bastante, ler e reler para ter certeza daquilo que vai fazer, sob pena de se arrepender depois.

 

Sobre a mudança no Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

No finalzinho do ano houve uma mudança no FGC.

Agora, há uma limitação geral para o investidor pessoa física.

Ainda existe a garantia de R$ 250.000,00 por instituição financeira, porém, cada pessoa terá garantia de, NO MÁXIMO, R$ 1.000.000,00.

Para ilustrar, imagine que João tem R$ 100.000,00 investidos num Banco X e esse banco vai à falência.

Caso João receba esses R$ 100.000,00 via FGC, ele vai ter agora garantia de apenas R$ 900.000,00 de “seguro”.

O limite total de R$ 1.000.000,00 é restaurado após 4 anos do acionamento do FGC.

Essa mudança tem pouco impacto na vida dos investidores em geral, pois não é tão comum ter 1 milhão de reais investidos em renda fixa, além do mais, quem tem 1 milhão investidos em renda fixa, provavelmente, também possui investimentos em outros produtos e sabe bem como diversificar seus investimentos ou paga alguém para saber por ele.

Logo, não há motivo grande para se preocupar.

Vou fazer um post falando um pouco mais sobre essa mudança.

 

Sobre os meus investimentos

Nos últimos meses, com as quedas consecutivas da SELIC, a renda fixa tem deixado de ser tão atraente para dar lugar à renda variável.

Essa não precisa ser a regra para todos.

No meu caso, tenho mantido novos aportes em fundos de investimento.

Resolvi mudar uma parcela dos meus investimentos que estava numa liquidez diária, para investir no recém-aberto BAHIA AM MARAU FIC FI MULT ACCESS do BTG Pactual.

Fiz isso porque é um fundo que eu tinha desejo de entrar e que, no BTG Pactual, surgiu com um valor mínimo de aplicação que tenho condições de atingir.

 

No mais, a composição da minha carteira ficou da seguinte forma (não leva em consideração a mudança de dinheiro para fundo de investimento):

Gráfico de pizza dos investimentos em Janeiro de 2018
Gráfico ilustrando a composição da carteira neste início de janeiro.

 

Com relação ao crescimento do dinheiro, conforme é possível ver abaixo, o crescimento em dezembro de 2017 foi de 4,23% para a renda fixa e de 6,02% para o geral.

Com isto, fechei o ano (registrando desde maio de 2017) com 14,36% de aumento na renda fixa e 37,25% de aumento no geral.

porcentagens - Primeiro post do ano de 2018
Variação mensal dos meus investimentos – referência: Dezembro/2017

 

Vale lembrar que eu incluo os novos aportes dentro dessas porcentagens, logo ele não reflete a rentabilidade real do meu portfólio.

O aumento foi maior na renda fixa porque em dezembro eu aportei um valor razoável em alguns títulos que consegui boas taxas.

A melhora da rentabilidade, no geral, se deu porque os fundos de investimento se recuperaram, o que puxou o rendimento para cima.

Para ajudar, o valor de mercado dos títulos do Tesouro Direto baixaram um pouco com relação ao último balanço, o que fez com que o valor dos meus títulos subissem um pouco.

Nada de extraordinário.

 

Minha carteira de renda fixa rendeu, na média, 0,7% em dezembro de 2017, o que eu considero bom.

Os títulos préfixados e os IPCA+ ajudaram a manter uma boa rentabilidade.

Já os fundos de investimento renderam, em média, 2% no mês de dezembro.

Esse número já explica muito sobre a razão da melhora de rendimento.

(O tesouro direto eu desconsidero devido à flutuação que é da natureza dele).

 

Você já parou para analisar como foi o desempenho da sua carteira o ano passado?

 

Sobre minhas metas para 2018

Este ano pretendo voltar a estudar de forma intensa, bem como melhorar minhas receitas.

Por melhorar minhas receitas leia-se: melhorar o salário.

Ao mesmo tempo, pretendo cortar alguns gastos desnecessários.

 

Com relação aos investimentos propriamente ditos, gostaria de melhorar o desempenho da carteira.

Isto só vai ser possível caso eu dê mais um passo em direção à renda variável, ou vou continuar dependendo dos gestores ou das instituições financeiras oferecerem remuneração melhor para os títulos.

Logo, vou continuar estudando sobre ações e bolsa de valores, sem pressa para entrar.

 

Finalmente, quero deixar o espaço aberto para sugestões sobre temas e discussão.

Caso tenha alguma crítica, dúvida e etc, deixe um comentário ou me envie um e-mail!


Grande abraço e força, porque o ano está só começando!

COPOM reduz taxa SELIC a 7%

Olá amigo,

Hoje vamos tratar de um assunto muito atual e que é de interesse de todos os investidores: a reunião do COPOM.

Acontece que ontem (06/12/2017) foi finalizada a reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) e, como resultado, foi divulgada a nova meta da SELIC que passou de 7,5% para 7%.

Se você acompanha notícias, ainda que básicas, sobre economia, você com certeza viu que este foi praticamente o assunto do dia e que esta é a menor taxa histórica.

No entanto, este corte já era esperado pelo mercado, então não houve grande espanto quando a decisão do Comitê foi divulgada.

Sempre observe as previsões sobre o mercado antes de fazer investimentos para longo prazo!
É importante observar o que te espera no horizonte antes de investir.

O que me preocupa é que, apesar da taxa básica de juros diminuir, os custos de serviços bancários e/ou de cartão de crédito não são reduzidos na mesma proporção.

Ainda, por mais que se fale que “os juros reais estão melhores porque a inflação está menor”, eu discordo.

Isto porque, por mais que os números apontem para uma inflação comportada, na prática, e pelo menos para mim, o preço dos produtos continuam aumentando no mesmo ritmo.

Portanto, é um momento de investir com cuidado e pensar em várias circunstâncias que vão influenciar seus investimentos no futuro:

  • manutenção dos cortes da meta da SELIC;
  • 2018 é um ano de eleições nacionais e que, possivelmente, vai mexer com o mercado nacional;
  • muito se fala em aumento da meta da SELIC no final de 2018, mas para 7%;
  • renda fixa ficando para trás quando comparada à renda variável;
  • valorização da BitCoin e algumas outras criptomoedas.

O que fazer em tempos de incerteza?

Primeiramente, não existe uma “receita de bolo” quando o assunto é investimento.

Mas uma recomendação que serve para o investidor manter sua carteira segura (e isso serve mesmo para tempos de segurança e estabilidade do mercado) é diversificar seus investimentos.

Procure distribuir seus investimentos em títulos pós-fixados atrelados ao CDI, atrelados ao IPCA e, se a taxa estiver interessante, busque pré-fixados também.

Você também pode avaliar ingressar na renda variável, como Fundos de Investimento (seja multimercado, seja de imóveis ou ações), pois você somente vai aumentar a rentabilidade caso aumente sua exposição aos riscos.

Ademais, você deve manter seu plano de investimento.

A parcela que você investe para longo prazo, continue com a estratégia de longo prazo.

Também não vale muito a pena girar dinheiro investido em algo que serve como fundo de emergência (a não ser que você saia de uma poupança para ir para um CDB 100% CDI com liquidez diária hahaha).

Agora, se você possui dinheiro para arriscar um pouco, pode valer a pena entrar em alguns fundos de investimento, procurar ações sólidas e também criptomoedas (COM CAUTELA).

 

Pesquisar antes de fazer seus investimento é essencial para garantir bons rendimentos
Sempre pesquise antes de realizar seus investimentos, só assim você pode garantir uma boa performance da sua carteira!

Apesar dessas informações, sempre pesquise bem antes de “travar” seu dinheiro!

O maior risco de quem investe por conta própria em renda fixa é tomar decisões precipitadas e investir em algo que não vai oferecer a melhor rentabilidade para o período!

Ainda vou escrever sobre criptomoedas e fundos de investimento, mas pretendo terminar de cobrir a renda fixa antes!

Se tiver alguma sugestão, dúvida e/ou crítica mande uma mensagem!

Recentemente criei uma página no facebook para facilitar a divulgação dos textos, você pode curtir no menu lateral e visitar para ver as novidades com a comodidade do facebook!

 

Um grande abraço!

Corretoras de Investimentos – Abra sua conta!

Corretoras de Investimento – O que são?

 

Olá amigo,

vamos falar sobre um assunto que gera dúvida na cabeça de muitos que querem investir: Corretoras de Investimento.

Quando surge este assunto, muitos pensam que as corretoras servem apenas para quem investe na bolsa de valores ou para quem tem muito dinheiro, mas não é assim que funciona!

As corretoras servem como uma espécie de vitrine de investimentos, um “market place”.

Ela vai ser o intermediário entre você, investidor, e as instituições financeiras que emitem os títulos que você vai adquirir.

Antes de nos aprofundar no assunto, quero deixar claro que as corretoras de investimento devem ser vistas como uma ferramenta para você investir. Jamais use sua conta de investimento na corretora para “deixar dinheiro parado”.

 

Se consigo investir diretamente nos bancos (bancos de investimento e não os bancos de varejo), por que ter conta em corretora?

Primeiro, porque elas servem para você investir no Tesouro Direto.

Segundo, porque você consegue reunir diversos títulos de várias instituições num mesmo local, facilitando a parte de distribuição do dinheiro, vez que você transfere seu dinheiro para um lugar só e, de lá, consegue distribuir em diversos “bolos”.

Ainda, vale a pena ressaltar que, é possível investir em fundos de investimento e bolsa de valores via corretoras de investimento!

Claro que é muito melhor estabelecer um canal direto com as instituições financeiras, porque, via de regra, a remuneração dos investimentos é maior, mas pode acontecer de você conseguir as mesmas taxas via corretora.

 

No entanto, você precisa ficar ligado!

A corretora não trabalha de graça.

Diversos produtos, de vários emissores, são colocados “na vitrine” da corretora e você paga a corretora na medida em que as taxas são um pouco menores.

Ainda, muitos investimentos estão com taxas (custódia), ou cobram através de redução do percentual do rendimento que você teria caso investisse diretamente com o emissor do título.

Mas, por exemplo, para tesouro direto e renda fixa no geral, várias corretoras não cobram taxa alguma.

Então fique esperto e fuja de corretoras que cobram para você fazer esses tipos de investimento!

PS: Eu tenho como pressuposto que você vai aprender a investir por conta própria, e não simplesmente vai pedir pro seu “assessor” alocar para você.

 

Corretoras de valores - como utilizar?

Existe risco de investir por corretoras?

Depende.

Se você transferir o seu dinheiro e logo investir, não há risco algum, porque a corretora funcionou apenas como intermediário, fazendo a ponte entre você e o banco!

Ou seja, o seu dinheiro não fica na corretora, e por isso você tem a garantia do FGC ou, se for o caso, a “confiança” no emissor (caso seja um investimento que não é coberto pelo FGC, como Fundo de Investimento).

No entanto, se você transferir seu dinheiro para a corretora e deixar ele parado, você corre risco SIM!

O risco, neste caso, é que a corretora vá a falência e que você não tenha garantia alguma de receber o seu dinheiro de volta.

Mas calma! Não é tão comum as corretoras de investimento quebrarem e também não é comum o investidor deixar o dinheiro parado sem render nada (espero que não seja o seu caso).

Portanto, você não precisa ter receio de usar as corretoras, mas precisa saber escolher bem!

 

Corretora de valores - o medo, no início, é comum!

Tenho medo de usar as corretoras, e agora?

Olha, o que eu posso dizer é que eu também tive medo de começar.

Na realidade, era um misto de medo e preguiça, porque já tinha lido bastante sobre e tinha vontade de melhorar os rendimentos dos meus investimentos.

Mas a curiosidade, o estudo e a vontade de melhorar foram maiores e eu venci o medo.

O que tornou minha decisão mais fácil foi o fato de que a CVM, a Comissão de Valores Mobiliários, é um órgão sério e que o Banco Central  também realiza uma fiscalização em cima do sistema todo.

Depois que você começa, vai pegando confiança cada vez mais nas instituições e vai perceber que o maior risco, na verdade, é o de você fazer escolhas que não são as melhores e que, caso tivesse pensado um pouco mais, poderia ter rendimentos maiores!

De qualquer forma, estude bastante e comece com pouco para ficar mais seguro!

 

OK! Agora, como faço para escolher uma corretora para começar?

Sendo bem sincero, você deve considerar algumas coisas.

Você precisa escolher uma corretora que te passe segurança, cujo site tenha uma boa interface e um sistema estável, sempre à mão.

Ainda, você precisa ver se a sua corretora oferece várias opções de investimentos, e não só investimentos emitidos por 2 ou 3 instituições diferentes.

Por último, vale a pena conferir as taxas oferecidas para cada investimento na corretora e comparar os mesmos títulos em outros lugares, pois as taxas às vezes variam!

O que eu faço (e recomendo) é ter conta em algumas corretoras de sua preferência e aí, quando chega o momento que eu vou investir, faço uma pesquisa rápida daquilo que é mais interessante e vejo em qual lugar há a melhor condição de fazer esse investimento.

Para começo de conversa, você pode pesquisar as corretoras que não cobram taxa de administração para investimento no Tesouro Direto no site do próprio Tesouro.

Depois, veja se a corretora cobra algo para realizar TEDs de retirada, pois existem muitas que cobram, apesar do procedimento ser de graça na maoria delas.

Finalmente, para usuários mais avançados e de perfil mais arrojado, procure saber qual é o preço da corretagem e qual o valor da custódia cobrada pela corretora, pois também são valores que fazem a diferença!

Algumas corretoras que têm taxa zero de TED e de administração de Tesouro Direto são:

Já é uma lista considerável e que vale a pena dar uma olhada nas vantagens e desvantagens de cada uma!

Lembrando que essa lista é mais interessante para quem procura investimentos em Renda Fixa!

Corretoras de investimento - Compare sempre em várias fontes antes de investir, pois você pode achar taxas mais interessantes!

 

Conclusão

As corretoras de investimento devem ser uma ferramenta a ser utilizada a seu favor, ou seja, não devem ser usadas de forma automática.

Você precisa pesquisar e se informar caso queira obter sempre o melhor rendimento.

Se você tem medo ou algum tipo de receio, vale a pena começar com pouco dinheiro, de modo que você comece a sentir mais segurança aos poucos.

Depois de um tempo, você vai entender, assim como eu entendi, que são as corretoras que viabilizam boa parte dos seus investimentos!

Obviamente, como já foi dito, invista sempre de forma prudente.

Jamais adquira algo que você não sabe, de forma mínima, como funciona!

Um grande abraço.

 

TL;DR: Corretoras de investimento é um local que reúne vários tipos de investimentos emitidos por diversas instituições.

Vale a pena buscar as que (não) cobram taxas (baixas) e que oferecem sempre as melhores taxas.

Não é recomendável deixar dinheiro parado na conta de investimento da corretora.

Pesquise sempre antes de investir, pois as boas oportunidades sempre estão lá!