COE – O que é? Como funciona?

O que é COE? Como funciona?

O que é?

Olá amigo,

COE ou Certificado de Operações Estruturadas, é um investimento que surgiu recentemente, tanto é que existem poucas ofertas deste tipo atualmente.

Se você tem conta em corretoras de investimento, provavelmente ja recebeu e-mail do tipo “invista com segurança na Apple, Facebook e Disney” ou “invista com capital protegido no dolar” e outros mais.

Todos estes e-mails estão tratando de COEs.

Pode haver duas formas de COE, um com capital protegido, onde o investidor tem garantida pelo menos a devolução do valor inicialmente investido, e um com capital em risco, onde pode haver perda total do valor investido.

Como é nítido, os COE tem um certo risco embutido e que, ao meu ver, se parece muito com uma aposta.

Podem até falar que o retorno dos COE, atualmente, pode até superar o CDI, mas existem diversas condições (NORMALMENTE) para que o investimento atinja aquele montante de remuneração.

No entanto, conforme é possível verificar abaixo, sempre existem algumas condições (o que eu disse que tem cara de “aposta”) que devem ser preenchidas, caso contrário você recebe seu dinheiro de volta sem nenhuma correção (no caso do capital protegido).

 

COE oferecida recentemente. Atrelado ao desempenho das ações do Google, Disney e Twitter
Um exemplo de COE oferecido pelas corretoras, atrelado ao desempenho das ações das empresas na bolsa americana.

 

COE oferecida recentemente. Este um pouco mais simples, variando de forma direta com o ativo "alvo"
Um exemplo de COE oferecido pelas corretoras, atrelado ao desempenho do S&P 500
Repare como este COE já tem 3 cenários diferentes e que o rendimento muda bastante, pois tem um limitador, um teto.
Um exemplo de COE oferecido pelas corretoras, atrelado ao desempenho do SPDR Gold Shares

 

Não é necessário explicar muito.

Existe alguns cenários onde os COE podem ter um ótimo rendimento, de fato, mas acaba que você faz uma aposta.

A rentabilidade esperada não compensa o prejuízo que você pode ter (o prejuízo, no caso, é seu dinheiro deixar de render, isto por si só já é perder dinheiro).

Na minha opinião, existem produtos mais vantajosos que os COE, como fundos multimercado e as ações.

Este vai ser um dos raros posts onde eu vou falar de forma aberta que não vejo um determinado produto como boa opção para investir.

 

Como assim? Não tem risco, porque na pior das hipóteses eu recebo o meu valor aplicado inicialmente!

Isso é verdade.

NO ENTANTO, qual é o preço de deixar o dinheiro sem render nada durante esse tempo?

Se a duração for 6 meses, você poderia ter deixado num CDB de liquidez diária ou uma LCI de curto prazo, por exemplo.

Mesmo o rendimento desses produtos sendo baixo (que é proporcional ao prazo do título), ainda assim vai ser superior ao ‘valor aplicado inicialmente/capital garantido’.

Logo, não há como falar que os COE devem ser colocados em qualquer portfólio.

 

Talvez, depois de estudar e quando aparecer uma boa oportunidade, seja vantajoso ao investidor, mas do jeito atual creio que existam melhores opções.

 

Conclusão

Pode parecer um produto simples e fácil de se investir.

No entanto, os COE devem ser analisados de forma minuciosa e estudada cada período de apuração para ver as chances de obter a rentabilidade anunciada.

Existem diversos produtos no mercado que oferecem rentabilidade boa.

Não aceite o “capital inicialmente investido” como segurança, até porque você deixa de ganhar dinheiro quando o deixa “parado no tempo”.

 

Um grande abraço!

FGC – O que é? Como funciona?

Fundo Garantido de Crédito (FGC) – O que é? Como funciona?

Olá amigo, este post da série O que é? ficou um pouco mais complexo e longo do que o planejado, mas é por uma boa causa.

Ele possui informações muito interessantes para você que quer investir em instituições financeiras menores, mas tem receio por não saber como funciona o FGC.

O que é?

 

Introdução

O FGC, ou Fundo Garantido de Crédito, é uma pessoa jurídica sem fins lucrativos que administra o mecanismo de proteção dos investidores no Brasil.

De forma bem simples, o FGC é uma espécie de seguro para os investimentos feitos no Brasil, mas ele não cobre todos os tipos de investimentos!

São garantidos pelo FGC:

  • depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio (em conta)
  • dinheiro em poupança
  • CDBs e RDBs (Certificados de Depósito Bancário e Recibos de Depósito Bancário)
  • LCs (Letras de Câmbio)
  • LIs (Letras Imobiliárias)
  • LHs (Letras Hipotecárias)
  • LCIs (Letras de Crédito Imobiliário)
  • LCAs (Letras de Crédito do Agrenegócio)
  • Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos por empresa ligada, após 8 de março de 2012.

 

O fundo garantidor é composto por contribuições das instituições financeiras associadas, que contribuem mensalmente com 0,0125% do total de seus depósitos que podem ser garantidos pelo FGC.

Um fato interessante é que, no final de 2016, o patrimônio líquido do FGC era de R$ 57,9 bilhões.

Também é interessante notar que no mesmo período, o volume total de depósitos que são cobertos pelo FGC, em dezembro de 2016, era de R$ 1,9 trilhões, se for levar em consideração a limitação de R$ 250.000,00 por CPF e, agora, a nova limitação de R$ 1 milhão por pessoa vai mudar isso, o valor total garantido seria de R$ 1 trilhão.

Ou seja, o valor que existe em caixa é MUITO inferior ao valor garantido.

Mas isso não é motivo para se desesperar, pois a atividade dos bancos é muito fiscalizada e regulada.

A decretação de regime especial é uma ação excepcional e não ocorre a todo momento.

Quadro com as vezes que o FGC teve que ser acionado.
Lista de decretação de regime especial pelo BACEN, onde o FGC teve que ser acionado.

 

Como pode ser visto, em 2017 não houve decretação de regime especial, em 2016 isto ocorreu com apenas um banco (Banco Azteca do Brasil S/A – Liquidação Extrajudicial), em 2015 ocorreu uma vez também (Banco BRJ S/A – Liquidação Judicial – culminou na falência) e em 2013 também houve uma (Banco Rural S/A – Liquidação Extrajudicial).

Assim, podemos ficar tranquilos, porque para o cenário atual, o FGC aguenta muito bem o pagamento das garantias.

No entanto, caso houvesse uma crise com quebra do sistema inteiro, ai fica óbvio que o FGC não teria capital para garantir todos os investimentos das pessoas, porém, caso isso acontecesse, o FGC seria o menor dos nosso problemas.

 

Ah, e uma curiosidade: dos quase R$ 1 trilhão que podem ser pagos pelo FGC atualmente, aproximadamente R$ 800 bilhões estão depositados nos 5 maiores bancos (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco Itaú, Banco Bradesco e Banco Santander).

Além disso, outra curiosidade, é que mais ou menos R$ 658 bilhões estavam na poupança em 2016.

Isso mostra o quanto nós, brasileiros, ainda estamos longe de nos educar financeiramente de modo satisfatório, pois, apesar da segurança que os grandes bancos oferecem, o rendimento SEMPRE deixa a desejar.

 

Sobre a mudança feita pelo Conselho Monetário Nacional

No dia 21/12/2017, a regra de cobertura do FGC foi modificada e vale apenas para os investimentos feitos a partir da alteração.

A limitação máxima por instituição para cada CPF continuo de R$ 250.000,00.

No entanto, agora, há uma limitação global de R$ 1 milhão POR PESSOA.

Isto quer dizer que o máximo que você poderá receber do FGC é 1 milhão de reais.

Claro que o valor da cobertura é restabelecido, e isto ocorre após 4 anos, mas temos que refletir sobre esta mudança.

Primeiro, para deixar bem claro, se você tem 1 milhão de reais investidos, R$ 250 mil em 4 bancos, você está, teoricamenete, seguro.

Mas, se você passar de 250 mil reais em alguma das instituições OU seus investimentos somados ultrapassarem o montante de R$ 1 milhão, CASO SEJA DECRETADO REGIME ESPECIAL DE TODAS AS INSTITUIÇÕES você terá cobertura apenas sobre 1 milhão de reais.

Esta mudança tem lados positivos e lados negativos, mas, no geral, ela não faz diferença para a grande maioria dos investidores brasileiros.

Isto porque o brasileiro médio não tem R$ 1 milhão investido em renda fixa.

Além disso, normalmente, quem tem patrimônio desse tamanho sabe como investir e como cuidar dos seu dinheiro, de modo que ele vai gerenciar os riscos e não vai aplicar somente em instituições que trazem muito risco.

 

A mudança do FGC favorece os bancos grandes?

De certa forma sim, se formos pensar no fator psicológico.

Quem está começando a investir em bancos menores, sempre conta com a garantia do FGC para caso algo dê errado.

Isto é, inclusive, objeto de discussão, que os bancos menores usam o FGC como marketing para captar recursos e fazendo com que os investidores deixassem de pensar racionalmente sobre o risco de investir em determinadas instituições financeiras.

Só é influenciado por este tipo de argumento a pessoa que não estuda, ou não tem vontade de buscar melhores rendimentos para seus investimentos.

É claro que não é recomendado investir em qualquer lugar sem pesquisar, por esta razão que isso não faz sentido.

Conforme eu mostrei acima, não há decretação de regime especial todo santo dia, muito pelo contrário.

Então, basicamente, basta fazer a lição de casa, que é pesquisar e estudar antes de investir que está tudo certo.

Não há necessidade de deixar o seu dinheiro num fundo de investimento que cobra 1% de administração e ainda rende 70% do CDI.

O FGC deve ser um recurso para te dar mais segurança, mas não abuse e invista de forma negligente!
O FGC deve ser visto como um último recurso, uma saída de emergência caso seus planos deem errado. Mas não deve ser um incentivo a você investir sem pensar e nem pesquisar onde investir!

 

Você é investidor iniciante e precisa de dicas de como investir nas instituições menores?

O primeiro passo é pesquisar os investimentos disponíveis a você, veja aplicação mínima, prazo de vencimento e taxa de remuneração.

Após achar um título que lhe agrade, verifique qual é a instituição que emite o título e pesquise no site www.bancodata.com.br.

Este site é uma excelente fonte de informações sobre a saúde financeira, quem não o utiliza DEVE olhar, mesmo que for somente por curiosidade.

Se estiver tudo certo, pronto, confirme o investimento.

 

Conforme você for investindo, mantenha uma diversificação saudável, não concentre “todos os ovos na mesma cesta”.

Essa atitude diminui seus riscos caso algo aconteça com determinado tipo de investimento ou com algum banco ou financeira específica.

Desta maneira, você não vai ter dor de cabeça e vai poder investir com tranquilidade!

 

Conclusão

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) serve para dar segurança aos investidores.

Não invista feito um louco, sem verificar a saúde financeira do local onde você pretende investir só porque existe a garantia do FGC, você não precisa de dor de cabeça a mais.

Ainda, a mudança só é relevante para pessoas que possuem muito dinheiro investidos em renda fixa e, ainda assim, o FGC só é usado em caso de decretação de regime especial, o que ocorre em casos raros, apenas.

Portanto, basta investir com consciência que você vai obter bons rendimentos e sem se preocupar em ficar sem a garantia do FGC (espero que seja porque escolheu bem os seus investimentos).

 

TL;DR

O FGC possibilita o investidor a explorar investimentos fora dos grandes bancos.

Isto é favorável para buscar melhores taxas de remuneração.

No entanto, é preciso pesquisar e estudar sobre onde investir para não ter preocupações desnecessárias.

 

Robo-advisor: o que é e como funciona?

Olá amigo,

hoje vamos falar sobre investimentos automatizados, mais precisamente por “robôs de investimento” ou também chamados de robo-advisors.

 

Este aqui não é, literalmente, um robo-advisor, mas seria bem interessante ver uma figura dessas
Apesar de não ser um robô engravatado, o robo-advisor faz a função de um assessor de carne e osso, te auxiliando na hora de escolher investimentos.

O que são robo-advisors?

Eles nada mais são do que algoritmos (scripts/programas de computador) desenvolvidos com o objetivo de alocar o seu dinheiro nos investimentos que o próprio sistema julgar adequado para você.

O seu perfil é traçado de acordo com informações que você mesmo fornece como objetivo, tolerância ao risco, necessidade de liquidez, etc…

Assim, o papel do robô de investimento é praticamente o mesmo do seu assessor de investimentos ou de um gestor de um fundo multimercado, por exemplo.

No entanto, por não depender de ação humana o tempo todo, o robo-advisor cobra menos pelo serviço.

Você precisa considerar, porém, que mesmo cobrando menos, o que deve ser observado é a rentabilidade real do investimento.

Ou seja, não adianta nada ele cobrar pouco para oferecer uma rentabilidade baixa!

 

Como funciona então esse investimento automatizado?

Após colher suas informações, o programa vai definir para quais investimentos o seu dinheiro vai.

Esse é tanto um ponto positivo quanto negativo, pois você não escolhe nada e, assim, não sofre tentando decidir qual é o melhor investimento para você ou quando mudar a direção e aportar em outro tipo de investimento.

Mas, como dito, você não escolhe nada.

Outra facilidade é que o seu dinheiro é alocado de forma dinâmica, ou seja, de tempo em tempo o próprio algoritmo vai avaliar se sua carteira precisa de mudanças para rebalancear os investimentos de acordo com o perfil, isto é algo que é trabalhoso caso você faça sozinho.

Finalmente, o que eu acho ainda mais positivo é o fato de não receber ligações de recomendação de investimentos e etc (apesar de ser o trabalho de quem liga, eu não gosto).

 

Parece que é a melhor coisa, já que eu não preciso nem pesquisar para investir!

PARECE.

Mas, na realidade, você paga um preço por não investir você mesmo, que é a taxa de administração.

A parte de não precisar pesquisar é praticamente real, porque você vai precisar apenas monitorar a sua carteira para ver se o rendimento está de acordo com o prometido pelo administrador do sistema.

É muito importante observar que os robo-advisors são indicados apenas para quem não conhece nada sobre investimentos e para longo prazo, tendo em vista que a forma como eles funcionam favorece um pouco mais o médio/longo prazo.

 

Quero conhecer mais sobre os robôs, como faço?

Aqui vai uma lista dos robôs mais conhecidos e vou deixar algumas informações básicas sobre cada um, mas ressalto que antes de colocar seu dinheiro neles, avalie se você não tem mesmo condição de investir por conta própria, pois sua rentabilidade será maior!

Cobra 0,5% ao ano sobre o valor investido. Esta porcentagem exclui os custos das operações, como Imposto de Renda, IOF, transferências e etc…

Os investimentos são feitos pela Corretora Rico.

 

Cobra de acordo com os valores investidos e o perfil de risco do cliente, mas que fica, em regra, entre 0,49% e 1,19% ao ano.

Ainda, há cobrança da taxa de consultoria da Magnetis, ela varia da seguinte forma: 0,40% ao ano para carteiras até R$ 500.000,00, 0,30% para valores entre R$ 500.000,00 até R$ 2.000.000,00 e 0,20% para valores acima de R$ 2.000.000,00.

Estas porcentagens, no entanto, incluem os custos dos próprios investimentos, ou seja, taxas de administração, corretagem e emolumentos.

Eles estimam que o custo total médio para investir pela Magnetis é de 0,85% ao ano.

Veja a tabela abaixo que detalha as porcentagens para cada faixa de investimento:

Tabela de cobrança da Magnetis varia de acordo com o capital aplicado e o perfil do cliente
Tabela de cobrança da Magnetis é bem específica

 

Cobra 0,45% ao ano sobre o valor total investido.

Não há cobrança para resgatar o dinheiro investido.

Tem um diferencial de ter Fundo de Ações próprio, além dos investimentos de renda fixa.

 

Cobra porcentagens que variam entre 0,40% a 0,65% ao ano, isto exclui os custos dos investimentos.

O custo total para investir pela Vérios fica em 0,95% ao ano sobre o valor investido.

No entanto, dentro dessa cobrança, não está embutida a cobrança de Imposto de Renda e de IOF, apenas está embutido o ISS.

Informação sobre cobrança da Vérios
A Vérios especifica a o que está embutido nos 0,95%

A composição da carteira, de maneira simplificada, é a seguinte: Tesouro Selic (LFT), Tesouro Prefixado (LTN/NTN-F), Tesouro IPCA+ (NTNB/NTNB Principal), ETF It Now Brasil IBr-X 50 (PIBB11) e ETF iShares S&P 500 (IVVB11).

 

Cobra 0,8% ao ano, sendo que esta porcentagem inclui gestão, administração, custódia, controladoria, auditoria externa e cartório.

A cobrança é feita em cima do valor que você investiu lá.

A Warren informa, ainda, que há custo de TED (R$ 2,90) caso o investidor não possua contas no Bradesco ou Itaú.

Finalmente, há cobrança de Imposto de Renda e de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Uma observação sobre o Warren, é que, como os investimentos são geridos na forma de fundos multimercado, o Imposto de Renda é cobrado na forma de Come-Cotas (é cobrando duas vezes ao ano, ao invés de ser cobrado no resgate).

 

Conclusão

Considero que os robo-advisors são uma boa ferramenta para quem não tem conhecimento algum sobre investimentos.

No entanto, é muito melhor aprender a aplicar o próprio dinheiro e desenvolver uma estratégia totalmente personalizada!

Ao invés de pagar taxas de administração, na minha opinião, é muito melhor buscar conhecimento e investir na própria educação financeira, afinal, estudar NÃO é perda de tempo!

Ao meu ver, o grande defeito dos robôs de investimento é não definir de forma clara a tributação que incide sobre sua carteira e não haver informações detalhadas sobre como é usado o dinheiro do investidor na hora de pagar os impostos.

Um grande abraço!

TL;DR: Robo-advisors são uma ferramenta legal que encanta as pessoas pela facilidade, mas sacrifica a rentabilidade e a liberdade de decidir onde aplicar o dinheiro.

 

O que é IPCA? Como funciona?

Seguindo a série “O que é?”, hoje temos uma explicação sobre o IPCA. Vamos lá?

 

O que é?
O que é IPCA? Como funciona?

 

O que é IPCA?

IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

Ele foi criado para verificar a variação do preço de determinados produtos no varejo, referente ao consumo das famílias “médias” (com rendimento de 1 a 40 salários mínimos) e é o índice escolhido para medir a inflação no Brasil.

O IPCA é divulgado de forma mensal pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Então, basicamente, se o preço dos produtos (são 9 itens que servem como base para o cálculo do IPCA) que as pessoas consomem subir, o IPCA também vai subir.

Isto quer dizer que, em cenários que a inflação está alta, caso o seu dinheiro não “cresça” no mesmo ritmo, você perde dinheiro, porque o montante que você tem vai poder comprar menos coisas.

Quer um exemplo prático?

Imagine que você, em janeiro de 2010, tinha R$ 100 e que com esses cem reais era possível comprar 2 camisetas.

Mas imagine, também, que durante o ano todo de 2010, a inflação acumulada foi de 10%.

Isto quer dizer que, em janeiro de 2011, as camisetas estão custando R$ 110 e que você não consegue mais comprá-las com seus R$ 100.

Ou seja, você perdeu seu poder de compra.

É por essa razão que ninguém recomenda “guardar dinheiro embaixo do colchão”, e também é por esta razão que, quando se diz que o objetivo do investimento é somente manter o poder de compra, normalmente, está se falando de um investimento atrelado ao IPCA.

Finalmente, você precisa saber que, se a inflação num determinado mês for menor do que no mês anterior ou no mesmo mês do ano passado, isso não quer dizer os preços vão cair, isto na verdade quer dizer que eles subiram menos se comparados com o mês anterior ou do ano passado.

 

Como é calculado o IPCA?

Como já dito acima, o IPCA é calculado mensalmente para medir a variação do preço de produtos importantes ao consumidor.

São levadas em consideração as seguintes categorias: 1) Alimentação e bebidas, 2) Artigos de residência, 3) Comunicação, 4) Despesas pessoais, 5) Educação, 6) Habitação, 7) Saúde e cuidados pessoais, 8) Transporte e 9) Vestuário.

Assim, o índice varia de conforme oscilarem os preços dos subitens dentro de cada item!

Ainda, é necessário salientar que entram na conta somente os preços praticados nas seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Belém, Goiânia, Fortaleza, Brasília, Vitória e Campo Grande.

Isso significa que ele não leva em consideração a realidade de todas as cidades brasileiras.

 

 

O que o IPCA tem a ver com meus investimentos?

O IPCA foi adotado pelo Banco Central como índice para medir a inflação no país.

Assim, é com base no IPCA que o governo elabora a meta de inflação e define as políticas públicas monetárias e as ações que vão ser tomadas na economia brasileira.

Desta forma, o IPCA influencia de forma indireta todos os investimentos, porque uma hora acaba afetando a própria SELIC.

No mais, existem investimentos que são remunerados com base no IPCA.

São títulos que, na maioria das vezes, são utilizados para proteger o dinheiro do investidor para que ele não seja corroído pela inflação.

São exemplos os títulos indexados ao IPCA: Tesouro IPCA+ (NTNBs), LCIs, LCAs, CDBs e até fundos de investimento!

Vale ressaltar que, dependendo do cenário econômico, os investimentos que rendem conforme o IPCA podem ter bons rendimentos e até superar os que são atrelados ao CDI!

Esse é um cenário que está acontecendo atualmente (novembro de 2017).

A taxa SELIC caiu de forma significativa e, quem investiu em títulos que rendem X%+IPCA, está vendo um rendimento maior nesta parcela da carteira. (Onde X não é um valor absurdamente baixo).

 

Qual a razão do IPCA e os preços subirem? O que causa a inflação?

Genericamente falando, os preços sobem porque os custos de produção sobem ou porque os fornecedores e/ou intermediáros estão lucrando mais.

No entanto, há questões muito mais sensíveis embutidas nesta discussão como, por exemplo, gestão pública (no que se refere ao controle de gastos e devida administração dos recursos públicos).

Discussões políticas de lado, a inflação se eleva quando o governo gasta mais do que arrecada.

Assim, a melhor solução para manter a inflação controlada seria uma gestão harmônica dos recursos públicos (sem desvio de dinheiro público, por exemplo).

Isto, em última instância, promove uma reação em cadeia na economia trazendo mais investimentos ao país e possibilitando mais incentivos aos produtores e fornecedores, o que reduziria o preço praticado.

 

Conclusão

IPCA é o índice que foi escolhido para medir a inflação.

Além disso, também é utilizado como referência de remuneração de vários tipos de investimentos (Tesouro Direto, Fundos de Investimento, LCIs, LCAs, CDBs e etc)

É importante acompanhar a inflação para saber o quanto sua carteira tem de rendimento real (rendimento bruto subtraindo a inflação), pois ela vai afetar diretamente seus gastos mensais.

Portanto, é necessário estudar para conseguir sempre as melhores opções que se adequam à sua estratégia!

 

Isso é tudo, espero ter esclarecido um pouco sobre o IPCA e um grande abraço!

 

CDB – Certificado de Depósito Bancário – o que é? Vale a pena?

O que é CDB – Certificado de Depósito Bancário – conheça um dos melhores investimentos atualmente.

 

Vamos conhecer o que é CDB, como funciona e se vale a pena!
Hoje vou trazer informações para você conhecer um pouco mais o CDB!

O que é o CDB e como funciona?

CDB nada mais é do que Certificado de Depósito Bancário.

É um título de renda fixa privado que está entre os mais negociados, tendo em vista a sua versatilidade e fácil acesso.

No CDB o investidor (você) empresta o dinheiro para o banco que vai o recompensar pagando os juros.

O banco, por sua vez e com o seu dinheiro em caixa, empresta para uma terceira pessoa, que vai pagar juros muito mais altos ao banco.

Desta forma, basicamente, o banco vai ganhar dinheiro usando o seu dinheiro e te dando parte do lucro, funcionando como um intermediário entre quem investe (você) e quem precisa de empréstimo.

O CDB é um investimento versátil porque existem CDBs com aplicação mínima baixa e mais alta, com vencimentos curtos e longos (inclusive com liquidez diária).

 

Qual o risco de investir em CDB?

Assim como nas LCIs, o risco é baixo, pois é um título que é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250.000,00 por CPF por banco.

Como você pode já ter percebido, o FGC ajuda a ter uma confiança e buscar por taxas melhores, não é?

Só não se esqueça de conferir a saúde financeira do lugar onde você pretende investir!

Ainda, há o risco da liquidez, ou seja, você pode precisar do dinheiro antes do vencimento.

No caso dos CDBs, existem algumas opções com liquidez diária.

Isto significa que você pode resgatar o valor investido quando precisar e sem ter um ônus por isso.

Claro que há um preço e, normalmente, os CDBs com liquidez diária tem rendimento abaixo daqueles que são “engessados” (com prazo de vencimento maior e que não é flexível).

 

Existem tipos de CDB?

Sim, existem os CDBs pré-fixados, os pós-fixados e os mistos.

Assim como nas LCIs, os CDBs pré-fixados são aqueles onde você sabe qual é a taxa de juros que você vai receber durante o período de validade do seu investimento.

Como exemplo, se você investir num CDB que paga 12% ao ano, já sabe qual a rentabilidade que terá ao final e, por isso, é pré-fixado.

Já nos CDBs pós-fixados, o seu investimento vai ser atrelado ao CDI, normalmente em porcentagem do CDI.

Logo, se antes do vencimento do seu título o CDI oscilar, o rendimento vai acompanhar esse movimento.

Vale lembrar o que já escrevi no artigo sobre as LCIs: “Não há meio de falar se a modalidade pré-fixada é melhor que a pós ou vice-versa.

Isto ocorre porque o mercado é dinâmico e muda o tempo todo.

Se você acredita que os juros vão cair e estamos num momento de alta, pode ser a hora de “travar” um pouco do seu dinheiro num investimento pré-fixado.

No entanto, se a expectativa é que os juros subam mais, é muito melhor investir num título pós-fixado, porque os seus rendimentos vão aumentar conforme os juros sobem.”

Finalmente, existem alguns CDBs que são mistos e pagam uma porcentagem fixa somada a algum outro fator, como o IPCA.

Apesar de serem um pouco mais complexos, o funcionamento é o mesmo!

 

Qual é a tributação que incide sobre os CDBs?

Diferentemente das LCIs e LCAs, há cobrança de imposto de renda sobre os rendimentos do CDB.

Esta cobrança é feita de forma regressiva e começa com a alíquota de 22,5% para investimentos com prazo inferior a 180 dias e vai até 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias.

A alíquota é de 20% para investimentos feitos de 181 a 360 dias e é de 17,5% para aplicações feitas entre 361 a 720 dias.

A cobrança do Imposto de renda fica assim:

  • 22,5% se deixar investido menos de 180 dias
  • 20% se deixar investido de 181 dias até 360 dias
  • 17,5% se deixar investido entre 361 dias a 720 dias
  • 15% se deixar investido mais de 721 dias

Isto faz com que os CDBs tenham vantagem ao longo do tempo, porque a alíquota cai para o mínimo após 2 anos.

Ademais, há a cobrança de IOF caso você retire seu dinheiro antes de completar 30 dias de aplicação.

A cobrança do IOF também é feita de forma regressiva (a alíquota é de 96% no primeiro dia e no trigésimo dia é de 0%).

Portanto, não é vantajoso investir num CDB, mesmo se for de liquidez diária, e sacar o valor antes que complete 30 dias de investimento!

Existe taxa de administração ou alguma outra cobrança?

Não há taxa de administração ou qualquer outra cobrança para investir em CDBs!

Vale lembrar que aqui é você quem está emprestando dinheiro ao banco!

Portanto, a única coisa que “vale a pena” pagar são os tributos, IOF e IR, pois de resto não deve haver cobrança!

 

Oras, mas como o banco ganha dinheiro com isso?

Veja bem, se o banco pega dinheiro emprestado de você pagando 12% ao ano de juros, é porque, provavelmente, ele empresta cobrando 40% ao ano de quem precisa desse dinheiro.

Assim, veja que não há muito segredo, você empresta dinheiro ao banco para que ele lucre com isto, este é o custo do seu investimento!

 

Como investir em CDB?

Existem duas maneiras.

A melhor maneira, na minha opinião, é abrir conta de investimento diretamente nas instituições financeiras, porque assim você não tem intermediário e garante sempre as melhores taxas.

Mas há quem prefira fazer tudo por corretoras, pois não gosta de administrar diversas contas e senhas, isto é questão de preferência.

Particularmente, eu prefiro anotar as contas e senhas do que pagar uma porcentagem do meu rendimento para terceiros, sendo que eu poderia fazer o mesmo trabalho com facilidade.

Exemplos de instituições que oferecem CDB em diversos prazos de vencimento e taxas:

www.bancointer.com.br

www.daycovalinveste.com.br

www.sofisadireto.com.br

E também as corretoras:

www.easynvest.com.br

www.xpi.com.br

www.orama.com.br

Vou elaborar uma lista em breve!

 

Conclusão

CDB, assim como a LCI, é um bom investimento para qualquer carteira de renda fixa.

Normalmente possui taxas bem atraentes, mas há cobrança de imposto de renda!

Como dica, vale sempre lembrar que, normalmente, para prazos mais longos, o CDB vale mais a pena porque a alíquota do Imposto de Renda diminui de forma gradativa e atinge o mínimo com 2 anos de investimento!

Assim, é sempre bom comparar os seus possíveis investimentos para sempre conseguir o melhor rendimento para o seu dinheiro!

 

TL;DR: CDB é um investimento seguro, simples e que vale a pena para prazos longos por conta da redução gradual do IR.

 

Um grande abraço!