O que é IPCA? Como funciona?

Seguindo a série “O que é?”, hoje temos uma explicação sobre o IPCA. Vamos lá?

 

O que é?
O que é IPCA? Como funciona?

 

O que é IPCA?

IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

Ele foi criado para verificar a variação do preço de determinados produtos no varejo, referente ao consumo das famílias “médias” (com rendimento de 1 a 40 salários mínimos) e é o índice escolhido para medir a inflação no Brasil.

O IPCA é divulgado de forma mensal pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Então, basicamente, se o preço dos produtos (são 9 itens que servem como base para o cálculo do IPCA) que as pessoas consomem subir, o IPCA também vai subir.

Isto quer dizer que, em cenários que a inflação está alta, caso o seu dinheiro não “cresça” no mesmo ritmo, você perde dinheiro, porque o montante que você tem vai poder comprar menos coisas.

Quer um exemplo prático?

Imagine que você, em janeiro de 2010, tinha R$ 100 e que com esses cem reais era possível comprar 2 camisetas.

Mas imagine, também, que durante o ano todo de 2010, a inflação acumulada foi de 10%.

Isto quer dizer que, em janeiro de 2011, as camisetas estão custando R$ 110 e que você não consegue mais comprá-las com seus R$ 100.

Ou seja, você perdeu seu poder de compra.

É por essa razão que ninguém recomenda “guardar dinheiro embaixo do colchão”, e também é por esta razão que, quando se diz que o objetivo do investimento é somente manter o poder de compra, normalmente, está se falando de um investimento atrelado ao IPCA.

Finalmente, você precisa saber que, se a inflação num determinado mês for menor do que no mês anterior ou no mesmo mês do ano passado, isso não quer dizer os preços vão cair, isto na verdade quer dizer que eles subiram menos se comparados com o mês anterior ou do ano passado.

 

Como é calculado o IPCA?

Como já dito acima, o IPCA é calculado mensalmente para medir a variação do preço de produtos importantes ao consumidor.

São levadas em consideração as seguintes categorias: 1) Alimentação e bebidas, 2) Artigos de residência, 3) Comunicação, 4) Despesas pessoais, 5) Educação, 6) Habitação, 7) Saúde e cuidados pessoais, 8) Transporte e 9) Vestuário.

Assim, o índice varia de conforme oscilarem os preços dos subitens dentro de cada item!

Ainda, é necessário salientar que entram na conta somente os preços praticados nas seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Belém, Goiânia, Fortaleza, Brasília, Vitória e Campo Grande.

Isso significa que ele não leva em consideração a realidade de todas as cidades brasileiras.

 

 

O que o IPCA tem a ver com meus investimentos?

O IPCA foi adotado pelo Banco Central como índice para medir a inflação no país.

Assim, é com base no IPCA que o governo elabora a meta de inflação e define as políticas públicas monetárias e as ações que vão ser tomadas na economia brasileira.

Desta forma, o IPCA influencia de forma indireta todos os investimentos, porque uma hora acaba afetando a própria SELIC.

No mais, existem investimentos que são remunerados com base no IPCA.

São títulos que, na maioria das vezes, são utilizados para proteger o dinheiro do investidor para que ele não seja corroído pela inflação.

São exemplos os títulos indexados ao IPCA: Tesouro IPCA+ (NTNBs), LCIs, LCAs, CDBs e até fundos de investimento!

Vale ressaltar que, dependendo do cenário econômico, os investimentos que rendem conforme o IPCA podem ter bons rendimentos e até superar os que são atrelados ao CDI!

Esse é um cenário que está acontecendo atualmente (novembro de 2017).

A taxa SELIC caiu de forma significativa e, quem investiu em títulos que rendem X%+IPCA, está vendo um rendimento maior nesta parcela da carteira. (Onde X não é um valor absurdamente baixo).

 

Qual a razão do IPCA e os preços subirem? O que causa a inflação?

Genericamente falando, os preços sobem porque os custos de produção sobem ou porque os fornecedores e/ou intermediáros estão lucrando mais.

No entanto, há questões muito mais sensíveis embutidas nesta discussão como, por exemplo, gestão pública (no que se refere ao controle de gastos e devida administração dos recursos públicos).

Discussões políticas de lado, a inflação se eleva quando o governo gasta mais do que arrecada.

Assim, a melhor solução para manter a inflação controlada seria uma gestão harmônica dos recursos públicos (sem desvio de dinheiro público, por exemplo).

Isto, em última instância, promove uma reação em cadeia na economia trazendo mais investimentos ao país e possibilitando mais incentivos aos produtores e fornecedores, o que reduziria o preço praticado.

 

Conclusão

IPCA é o índice que foi escolhido para medir a inflação.

Além disso, também é utilizado como referência de remuneração de vários tipos de investimentos (Tesouro Direto, Fundos de Investimento, LCIs, LCAs, CDBs e etc)

É importante acompanhar a inflação para saber o quanto sua carteira tem de rendimento real (rendimento bruto subtraindo a inflação), pois ela vai afetar diretamente seus gastos mensais.

Portanto, é necessário estudar para conseguir sempre as melhores opções que se adequam à sua estratégia!

 

Isso é tudo, espero ter esclarecido um pouco sobre o IPCA e um grande abraço!

 

Análise da minha carteira – outubro de 2017

Olá amigo,

 

Demorei um pouco para escrever sobre o mês de outubro, mas finalmente vou fazer uma análise breve.

Mais uma vez, após as sucessivas quedas dos juros, a renda fixa tem sofrido com rendimentos menores do que estava acostumado, mas isso já era esperado.

Com relação à renda variável, tenho que o rendimento baixo se deu por conta do fim do ânimo todo da Bovespa.

Assim, o mercado esfriou um pouco e isso acabou por derrubar um pouco o rendimento de muitos investidores e fundos multimercado (genericamente falando).

No entanto, já existe sinalização de recuperação do investimentos e novo fôlego, por isso que é necessário ter sempre uma visão de prazo mais longo na hora de investir e saber qual seu perfil de investidor.

A tendência é que, diante da estabilização econômica e, possivelmente, a recuperação da confiança do investidor estrangeiro no Brasil, as taxas dos investimentos fique menor a partir de dezembro.

Lembrando que essa é uma leitura situacional, nada impede que aconteça um fato relevante que mude o cenário atual.

Sobre o rendimento da carteira

Na análise do rendimento total dos meus investimentos, o resultado foi tímido.

0,65% na renda fixa, sem novo aporte e 3,36% na total, com um “grande” aporte em fundo multimercado.

 

Variação mensal dos investimentos - total e renda fixa - outubro de 2017
Variação mensal dos meus investimentos – referência: Outubro/2017

 

Se formos ver bem, tivemos uma pequena desvalorização das cotas do fundo e, ainda, dentro deste montante, estão os valores investidos em Tesouro Direto (cujo valor dos títulos teve uma série de altas no final de outubro de começo de novembro).

A alta das taxas do Tesouro fez com que os valores caíssem ainda mais, mas isto não é problema, pois, para mim, o que vale é o valor no vencimento.

Ainda assim, desde maio deste ano, a variação total da carteira foi de +28,77% e a variação da carteira de renda fixa foi de +9,23%, o que considero satisfatório.

Note que, dentro da variação, eu conto meus aportes, logo há distorção e isto não reflete o rendimento real.

 

Já a composição da carteira teve um leve aumento em fundos (pulando para 15,5%) e que causou uma diminuição do montante dos outros tipos de investimento (21,4% de tesouro direto e 63,1% de renda fixa).

 

Composição simplificada da carteira - outubro de 2017
Composição simplificada da carteira – referência: Outubro/2017

 

O que vou fazer a partir de agora é observar com mais atenção antes de investir, pois poderia ter aproveitado oportunidades melhores (principalmente durante essa semana de “black friday”).

Dentro dessas oportunidades eu me refiro à renda fixa.

Alguns CDBs e LCs que, dentro dos meus objetivos, cairiam muito bem, mas que deixei de aproveitar por ter alocado tudo em fundos multimercado.

Apesar de não me arrepender, creio que poderia ter tomado uma decisão mais acertada.

 

Sobre os anúncios

Pretendo manter, mas vou testar conforme passar o tempo, para que não fique um visual poluído ou prejudique a leitura.

O objetivo é tentar abater parte do custo da hospedagem, pois é bem difícil ganhar dinheiro com publicidade desta forma.

Finalmente, estou preparando um simulador e gráfico de juros compostos, espero conseguir fazer funcionar em breve!

 

Um grande abraço!

LCI - Letras de Crédito Imobiliário

LCI – Letra de Crédito Imobiliário – o que é? Vale a pena?

O que é LCI – Letra de Crédito Imobiliário – conheça esta excelente alternativa de investimento

 

O que é a LCI e como funciona?

De forma bem direta: LCI significa Letra de Crédito Imobiliário.

Ela foi criada com o objetivo de incentivar o mercado imobiliário através do investimento para aumentar o crédito.

Basicamente, você, ao investir em LCI de um banco, está emprestando dinheiro a ele que, por sua vez, vai dar crédito (emprestar dinheiro) para alguém para fins de crédito imobiliário.

A LCI é considerada como um ótimo investimento porque é simples de entender e também é isenta de Imposto de Renda, o que facilita muito a vida do investidor.

Sempre que você investe em uma LCI, você automaticamente já sabe o prazo e como vai ser feita a remuneração e, por isso, ela é um investimento de renda fixa.

 

 

Qual o risco de investir em LCI?

O risco é baixo, tendo em vista que é um título que entra na garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o limite de R$ 250.000,00 por CPF por instituição financeira.

Assim, você pode ficar bem a vontade para aplicar, pois 250 mil reais é um valor bem alto.

No entanto, você precisa ficar ligado, pois conforme a segurança e saúde financeira que tem a instituição, as taxas por ela oferecidas vão variar.

Logo, se você resolver sempre procurar as melhores taxas, fique sempre ligado e pesquise para saber como anda o banco onde você pretende investir!

Há também o risco de você precisar do dinheiro antes do vencimento da sua LCI.

Por esta razão é importante ter uma reserva de emergência com liquidez (que possibilita o resgate de forma imediata), porque normalmente as LCIs só permitem o resgate do dinheiro na data do vencimento!

Isto quer dizer que, se você aplicar hoje numa LCI com prazo de 2 anos, mesmo que você precise do dinheiro daqui um ano, só vai poder retirar o dinheiro no final do segundo ano (vecimento do título).

 

 

Existem tipos de LCI?

Sim, existem as LCIS pré e as pós-fixadas.

De forma bem simples, os títulos pré-fixados são aqueles que você sabe exatamente qual os juros que você vai receber durante o prazo do investimento.

Por exemplo, se você for investir numa LCI que fala que a taxa é de 10% ao ano, este é um título pré-fixado, onde você pode calcular exatamente o dinheiro que vai ter no vencimento.

Por outro lado, nos títulos pós-fixados, o produto vai ter outro tipo de valor no campo de taxa, que vai ser em porcentagem do CDI.

Assim, se você for investir numa LCI que diz que a taxa é de 90% do CDI, quer dizer que se trata de um título pós-fixado, pois o rendimento do seu título vai variar de acordo com o CDI.

Não há meio de falar se a modalidade pré-fixada é melhor que a pós ou vice-versa.

Isto ocorre porque o mercado é dinâmico e muda o tempo todo.

Se você acredita que os juros vão cair e estamos num momento de alta, pode ser a hora de “travar” um pouco do seu dinheiro num investimento pré-fixado.

No entanto, se a expectativa é que os juros subam mais, é muito melhor investir num título pós-fixado, porque os seus rendimentos vão aumentar conforme os juros sobem.

 

 

As LCI são totalmente isentas de tributos?

NÃO.

A isenção de Imposto de Renda é uma vantagem enorme das LCIs.

No entanto, há cobrança de IOF caso você resgate seu dinheiro antes do prazo de 30 dias após a aplicação.

A cobrança do IOF é feita de forma regressiva (a alíquota é de 96% no primeiro dia e no trigésimo dia é de 0%).

Então, nada de investir e querer retirar o dinheiro logo no primeiro mês!

 

 

Existe taxa de administração ou alguma outra cobrança?

Não há taxa de administração e também nenhuma outra cobrança, tendo em vista que, no caso da LCI, você está praticamente fazendo um favor ao banco.

Mas você deve ficar atento, porque existem ofertas boas e ofertas ruins no mercado.

Por exemplo, você pode decidir procurar por LCIs que tenham vencimento em 2 anos.

Se procurar somente nos maiores bancos do mercado, provavelmente só vai achar taxas entre 60 e 70% do CDI, enquanto que em instituições de menor porte as taxas podem ir até 9X% do CDI.

Este é o preço que se paga caso você não estude e não pesquise direito, o rendimento é muito pior!

 

 

Como investir em LCI?

Existem duas maneiras.

A melhor maneira, na minha opinião, é abrir conta de investimento diretamente nas instituições financeiras, porque assim você não tem intermediário e garante sempre as melhores taxas.

Mas há quem prefira fazer tudo por corretoras, pois não gosta de administrar diversas contas e senhas, isto é questão de preferência.

Particularmente, eu prefiro anotar as contas e senhas do que pagar uma porcentagem do meu rendimento para terceiros, sendo que eu poderia fazer o mesmo trabalho com facilidade.

Exemplos de instituições que oferecem LCI em diversos prazos de vencimento e taxas:

www.bancointer.com.br

www.daycovalinveste.com.br

www.sofisadireto.com.br

E também as corretoras:

www.easynvest.com.br

www.xpi.com.br

www.orama.com.br

 

Lembrando que são apenas exemplos, ainda vou elaborar uma lista mais completa com vários sites.

 

Conclusão

LCI é definitivamente um investimento recomendável para qualquer carteira que tenha renda fixa envolvida.

Como investimento é difícil bater seu rendimento devido à isenção de Imposto de Renda.

Mas antes de investir é sempre bom comparar com outros produtos!

 

TL;DR: LCI é um investimento seguro, fácil de entender e que vale a pena para prazos maiores, por conta da ação dos juros compostos.

 

Um grande abraço!

Poupança: está valendo a pena investir?

Poupança: está valendo a pena investir?

Olá amigo,

Hoje vamos tratar de um assunto que ainda é discutido entre pessoas que estão começando a investir, que é a poupança.
Com as consecutivas baixas da SELIC e do CDI, será que investir na poupança está valendo a pena? É o que nós vamos ver!

 

 

Existem diversos investimentos que são melhores que a poupança

Como funciona a caderneta de poupança?

Primeiramente, você sabe como é que a poupança funciona?

De acordo com a atual legislação, ela pode funcionar de dois jeitos e isso vai ser de acordo com a meta da SELIC.

  • Se a meta da SELIC estiver igual ou maior a 8,5% ao ano, a remuneração da poupança vai ser de 0,5%+Taxa Referencial por mês.
  • Se a meta da SELIC estiver abaixo de 8,5% ao ano, a remuneração vai ser de 70% da SELIC+Taxa Referencial (devidamente “mensalizado”) por mês.
  • Nota importante: para depósitos feitos na caderneta de poupança até 03 de maio de 2012, a regra que vale é a antiga, ou seja, continua de 0,5% ao mês+Taxa Referencial.

Esse mecanismo serve para que o governo não tenha que pagar muito caro se a SELIC cair demais, fazendo com que o rendimento da poupança ficasse superior aos outros tipos de investimentos.

O motivo de muitas pessoas ainda preferirem ela é a sua simplicidade, pois é possível “investir” de forma muito fácil e rápida. Além do fato de não haver cobrança de imposto de renda.

No entanto, isto também é uma armadilha, pois, por exemplo, os rendimentos da poupança só acontecem uma vez por mês na chamada “data de aniversário”.

Mas vamos manter o foco no artigo.

 

O que é a Taxa Referencial?

A taxa referencial é uma taxa de juros criada em 1991 durante o chamado Plano Collor II, ela fazia parte de um conjunto de medidas visando controlar a infação

Atualmente ela é usada no cálculo de rendimento de alguns tipos de investimento como títulos públicos, poupança, financiamentos do Sistema Financeiro de Habitação, seguros e pagamentos a prazo.

Ela é calculada pelo Banco Central, que tira uma média dos Certificados de Depósito Bancários (CDBs) prefixados das 30 maiores instituições financeiras do país.

O grande problema é que a Taxa Referencial tem um valor muito baixo (foi de 0% nos meses de setembro e outubro  de 2017), conforme pode ser observado neste histórico.

 

Por que as pessoas investem na poupança?

Como citei acima, as pessoas investem na poupança em razão da simplicidade (apenas aparente) onde elas transferem o dinheiro para a conta poupança e o dinheiro passa a render.

Outra vantagem é a isenção ao recolhimento de Imposto de Renda.

Finalmente, para completar o pacote, há a liquidez, que traz a possibilidade ao investidor de resgatar seu dinheiro a qualquer tempo, dando uma sensação de segurança, vez que sempre que precisar o dinheiro vai estar ali ao seu alcance.

 

Quais as razões para não investir na poupança?

São inúmeras as razões para fugir da poupança.

A principal delas é a rendimento, que é muito baixo quando comparado aos demais investimentos disponíveis no mercado.

Veja, se você investir num Certificado de Depósito Bancário (CDB) que paga 100% do CDI, mesmo pagando imposto de renda sobre seus rendimentos, você obteria um valor maior ao final de 1 ano, por exemplo.

Comparação - Poupança X CDB 100% CDI
Comparação entre um investimento na poupança e um investimento em CDB que paga 100% do CDI – prazo de 1 ano e investimento de R$ 10.000,00

Isto ocorre por conta do mecanismo que eu citei no começo deste post.

Com a SELIC abaixo de 8,5%, a poupança está rendendo 70% da SELIC mais a Taxa Referencial.

Ocorre que esse valor da poupança, na prática, sempre fica inferior ao que renderia um investimento que paga 100% do CDI, mesmo pagando imposto de renda.

O pior é que, quanto maior o prazo, pior fica o rendimento da poupança se comparado a outros investimentos, por conta do funcionamento dos juros compostos.

 

Existe investimento tão seguro quanto a poupança e que rende mais?

Existem diversas opções que são “tão seguras quanto a poupança” e que rendem mais.

Veja, o próprio Tesouro Direto rende mais que a poupança e é garantido pelo próprio Governo Federal.

Além disso, investimentos como CDB, LCI, LCA, LC, RDB, Letras Imobiliárias e Letras Hipotecárias possuem garantia do Fundo Garantidor de Crédito, o FGC, que é uma espécie de seguro para investidores que cobre até R$ 250.000,00 por instituição financeira por CPF.

 

 

Desta maneira, é fácil concluir que a poupança é pior que os investimentos médios que temos disponíveis no mercado, ou seja, não está valendo a pena.

Para melhorar seus rendimentos é necessário sempre estudar e se atualizar, pois somente assim você pode determinar qual o melhor investimento para fazer com o seu dinheiro!

 

TL;DR: A poupança tem rendimento pior se a meta da SELIC estiver abaixo de 8,5% ao ano. Isto faz com que ela continue não valendo a pena na maioria dos cenários.

 

Um grande abraço!

Sobre a NuConta: Primeiras impressões

Sobre a NuConta: Como funciona na prática?

Primeiramente, gostaria de deixar claro que atualmente a NuConta está disponível apenas para “beta testers”, ou seja, para pessoas que participam do desenvolvimento de um produto fazendo testes como se fossem usuários comuns, assim conseguem identificar bugs, falhas de segurança e erros do produto.

Isto dito, preciso complementar que eu não sou beta tester e que essas informações foram retiradas de outro lugar, mais especificamente o blog da Magnetis.

Assim que eu tiver acesso à NuConta vou complementar este post e dar as minhas opinições pessoais, apesar de que a sensação inicial que tive parece se confirmar: é uma boa como conta digital, mas não como investimento (se for comparar com os demais investimentos disponíveis no mercado).

 

Ativando a NuConta

O convite para ativar é recebido pelo próprio aplicativo no seu celular.

Convite NuConta na tela
Convite surge no próprio aplicativo do cartão NuBank. (Crédito: Blog Magnetis)

 

Assim que você aceita o convite, você vai receber os dados para transferência, seja de uma conta externa para a sua NuConta, seja para transferências entre NuContas (que podem ser feitas via QR code).

Dados da NuConta com QR Code.
Página com dados para transferência de valores para sua conta. (Crédito: Blog Magnetis)

Não há possibilidade de fazer depósitos, em dinheiro ou por meio de boleto (como há no Banco Inter), para a sua NuConta. O único jeito de colocar dinheiro na sua conta é através de TED.

Apesar de não haver cobrança para transferir valores da sua conta para qualquer outro lugar, pode ser que o banco de onde você vai transferir o dinheiro cobre um taxa para fazer o TED.

Ainda, não é possível sacar dinheiro direto da NuConta. Se você quiser retirar o dinheiro, será necessário transferir para um banco e, ai sim, poderá sacar (Há opção de saque utilizando o cartão de crédito, mas, neste caso, a oneração é grande demais e não vale a pena).

O próprio NuBank informou que a conta deles não substitui uma conta corrente, por ora, e que vão adicionar novas funcionalidades com o passar do tempo.

Por isso é importante ter uma Conta Corrente Digital

 

Utilizando a NuConta

No próprio aplicativo, é possível consultar o saldo de sua conta, bem como os rendimentos que você obteve.

Informações sobre rendimentos e descontos estão disponíveis no próprio aplicativo.
Tela onde são informados os rendimentos e descontos da conta.

É importante lembrar que:

  •  há cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre os rendimentos se você retirar o dinheiro antes de 30 dias da aplicação – de forma regressiva para 1 dia é de 96% até 29 dias que é 3%.
  •  há cobrança de IR (Imposto de Renda) sobre os rendimentos do valor depositado na sua conta (que também é regressiva de acordo com o tempo de investimento).

O dinheiro depositado na NuConta é automaticamente investido em um título público indexado à SELIC (ou seja, Tesouro SELIC) com prazo de 2 anos, que rende 100% do CDI.

Assim, temos que é um investimento de baixo risco, OK!

No entanto, a aplicação não é feita em nome do correntista, mas sim em nome do Nubank.

Há uma vantagem, não há cobrança da taxa de custódia de 0,3% ao ano, sobre o total dos valores investidos, que existe no Tesouro Direto, mas o Nubank cobra 1% sobre o rendimento dos valores que você investiu.

 

NuConta como investimento vale a pena?

Ela é, de fato, bem fácil e intuitiva de usar. Vai com certeza facilitar a vida de pessoas sem conhecimento sobre investimentos.

Contudo, para quem já investe e estuda sobre o assunto, só vejo duas utilidades para a NuConta:

  1. Conta digital – possibilidade de movimentar o dinheiro sem ter que pagar taxas (com o porém de que, pode haver custo para enviar dinheiro para a sua conta, caso você não tenha algum meio gratuito de realizar TEDs), e
  2. Dinheiro com liquidez para imprevistos – por ser possível transferir o dinheiro a qualquer tempo, você pode deixar uma pequena quantia de dinheiro lá, com rendimento razoável, para pagar contas, para emergências, para ter um valor maior e investir em algo que exija um capital mínimo maior.

 

Esse fato fica mais evidente se você comparar o rendimento da NuConta com outros investimentos para médio e longo prazo.

Mesmo se for comparar para o prazo de 1 ano, um CDB que pague 100% do CDI vai render mais que a NuConta.

Comparação entre investimentos para saber se a NuConta é válida como investimento.
Comparativo. A Taxa SELIC utilizada foi de 7,40% ao ano.

 

Conclusão

Apesar de ser uma ferramenta que vejo como inovadora, a NuConta ainda não pode ser chamada de conta corrente digital, pois lhe faltam algumas funcionalidades essenciais.

Como investimento, ela vai servir para pessoas que estão começando e para manter pequenos valores rendendo por curtos períodos.

No entanto, para quem já tem experiência e para quem já possui objetivos definidos, definitivamente existem inúmeros investimentos que valem mais a pena.

Assim, caso tenha a oportunidade, acho válido abrir uma conta no Nubank, mas não a utilizaria como um investimento principal e manteria uma conta digital para as principais movimentações da minha vida financeira.

 

TL;DR: NuConta tem uma proposta interessante e inovadora, mas lhe faltam funções para ser chamada de conta corrente digital.

Como investimento é razoável e espero que ela continue evoluindo, pois vai ser uma ferramenta boa para nós!