COE – O que é? Como funciona?

O que é COE? Como funciona?

O que é?

Olá amigo,

COE ou Certificado de Operações Estruturadas, é um investimento que surgiu recentemente, tanto é que existem poucas ofertas deste tipo atualmente.

Se você tem conta em corretoras de investimento, provavelmente ja recebeu e-mail do tipo “invista com segurança na Apple, Facebook e Disney” ou “invista com capital protegido no dolar” e outros mais.

Todos estes e-mails estão tratando de COEs.

Pode haver duas formas de COE, um com capital protegido, onde o investidor tem garantida pelo menos a devolução do valor inicialmente investido, e um com capital em risco, onde pode haver perda total do valor investido.

Como é nítido, os COE tem um certo risco embutido e que, ao meu ver, se parece muito com uma aposta.

Podem até falar que o retorno dos COE, atualmente, pode até superar o CDI, mas existem diversas condições (NORMALMENTE) para que o investimento atinja aquele montante de remuneração.

No entanto, conforme é possível verificar abaixo, sempre existem algumas condições (o que eu disse que tem cara de “aposta”) que devem ser preenchidas, caso contrário você recebe seu dinheiro de volta sem nenhuma correção (no caso do capital protegido).

 

COE oferecida recentemente. Atrelado ao desempenho das ações do Google, Disney e Twitter
Um exemplo de COE oferecido pelas corretoras, atrelado ao desempenho das ações das empresas na bolsa americana.

 

COE oferecida recentemente. Este um pouco mais simples, variando de forma direta com o ativo "alvo"
Um exemplo de COE oferecido pelas corretoras, atrelado ao desempenho do S&P 500
Repare como este COE já tem 3 cenários diferentes e que o rendimento muda bastante, pois tem um limitador, um teto.
Um exemplo de COE oferecido pelas corretoras, atrelado ao desempenho do SPDR Gold Shares

 

Não é necessário explicar muito.

Existe alguns cenários onde os COE podem ter um ótimo rendimento, de fato, mas acaba que você faz uma aposta.

A rentabilidade esperada não compensa o prejuízo que você pode ter (o prejuízo, no caso, é seu dinheiro deixar de render, isto por si só já é perder dinheiro).

Na minha opinião, existem produtos mais vantajosos que os COE, como fundos multimercado e as ações.

Este vai ser um dos raros posts onde eu vou falar de forma aberta que não vejo um determinado produto como boa opção para investir.

 

Como assim? Não tem risco, porque na pior das hipóteses eu recebo o meu valor aplicado inicialmente!

Isso é verdade.

NO ENTANTO, qual é o preço de deixar o dinheiro sem render nada durante esse tempo?

Se a duração for 6 meses, você poderia ter deixado num CDB de liquidez diária ou uma LCI de curto prazo, por exemplo.

Mesmo o rendimento desses produtos sendo baixo (que é proporcional ao prazo do título), ainda assim vai ser superior ao ‘valor aplicado inicialmente/capital garantido’.

Logo, não há como falar que os COE devem ser colocados em qualquer portfólio.

 

Talvez, depois de estudar e quando aparecer uma boa oportunidade, seja vantajoso ao investidor, mas do jeito atual creio que existam melhores opções.

 

Conclusão

Pode parecer um produto simples e fácil de se investir.

No entanto, os COE devem ser analisados de forma minuciosa e estudada cada período de apuração para ver as chances de obter a rentabilidade anunciada.

Existem diversos produtos no mercado que oferecem rentabilidade boa.

Não aceite o “capital inicialmente investido” como segurança, até porque você deixa de ganhar dinheiro quando o deixa “parado no tempo”.

 

Um grande abraço!

NuConta: É vantajoso? Como funciona?

Update sobre a NuConta! Como ela funciona realmente? É vantajoso?

Olá amigo!

Conforme prometido, após utilizar um pouco a NuConta, venho aqui trazer o meu próprio review.

Caso você não tenha lido o post anterior, aconselho que leia para ter a noção inicial sobre a NuConta

 

Como funciona a NuConta na prática?

Para acessar a NuConta, você, primeiro, precisa estar com o aplicativo do NuBank atualizado.

Depois que você abrir, na própria tela inicial onde constam as suas últimas compras com o cartão de crédito, na parte superior, há um botão “Acesse sua NuConta” (para quem já ativou).

Quando você a acessa, tem todas as informações para transferência, informações sobre o rendimento, o pagamento de tributos e uma projeção para o próximo mês.

A diferença, atualmente, da NuConta é que o dinheiro “parado” na conta rende 100% do CDI.

Aplicativo do NuBank na tela da NuConta, tudo muito bem fácil de entender.
É legal que o aplicativo mostra todas as informações atualizadas, de rendimento aos tributos a serem pagos.

 

Aplicativo do NuBank, mais precisamente na NuConta, mostra uma projeção de rendimento ao usuário!
Também é possível fazer uma projeção do seus rendimentos com base no CDI, bacana para quem quer ter uma idéia de rendimento.

No entanto, é necessário observar que pela NuConta não é possível fazer pagamentos de contas ou boletos, apenas pode ser feito o pagamento da fatura do cartão de crédito NuBank.

Além do mais, também não é possível fazer saques em terminais de autoatendimento.

Apesar disso, é possível realizar TEDs sem pagamento de nenhuma tarifa.

Um dos pontos mais positivos é que, ao pagar a fatura do cartão de crédito NuBank com o dinheiro da NuConta, os limites do cartão são restabelecidos de forma imediata (praticamente).

Um outro recurso bacana é a possibilidade de realizar depósitos via boleto bancário, o que facilita a vida de quem não possui contas correntes que não cobram tarifa para fazer TEDs, as contas correntes digitais.

 

No final das contas, a NuConta é uma boa opção?

É e não é.

Ela é uma boa opção para aqueles que não possuem investimentos melhores para fazer.

Como assim?

Caso você não tenha outra opção de investimento com liquidez diária ou, também, caso não tenho o valor mínimo para investir em determinado produto.

Aí a NuConta, como investimento, acaba sendo viável.

Mas trate de providenciar opções melhores para você, sempre de acordo com seus objetivos e perfil

De resto, acaba que não vale tanto a pena quanto parecia (para o meu caso).

 

Conclusão: Principais pontos a serem considerados sobre a NuConta

Pontos positivos

O dinheiro “parado” na NuConta rende 100% do CDI com liquidez diária;

Se você fizer o pagamento da fatura do cartão de crédito NuBank com o dinheiro da NuConta, o limite do cartão será liberado de imediato, pois há reconhecimento do pagamento quase que instantaneamente;

Agora é possível depositar na NuConta via boleto bancário (no mesmo esquema de depósito do Banco Inter).

 

Pontos negativos

Ainda não é uma conta corrente propriamente dita – você não pode fazer pagamento de boletos e também não consegue fazer saques em espécie em terminais de autoatendimento;

Existem outras opções de investimentos com liquidez diária que rendem mais (apesar de não serem acessíveis para todos, pois exigem alguns requisitos como investimento mínimo ou participar de grupos de investimento – Banco Inter)

Como foi exposto durante o texto, a NuConta é vantajosa somente para alguns casos. Certamente é melhor do que ficar com o dinheiro na mão!
Como foi exposto durante o texto, a NuConta é vantajosa somente para alguns casos. Certamente é melhor do que ficar com o dinheiro na mão!

Portanto, mantenho a opinião que a NuConta pode ser útil para algumas pessoas, mas, para mim, definitivamente não serve.

Conforme o próprio site do NuBank: “Hoje a NuConta já entrega a maioria dos serviços que uma conta corrente normal tem, mas em um formato totalmente inovador no mercado. E como tudo que fazemos aqui no Nubank, a ideia é constantemente aprimorar e desenvolver novas funcionalidades para a NuConta. Pagamento de boletos e agendamento de transferências, por exemplo, são duas das novidades que já estamos desenvolvendo e em breve vamos liberar para todos os usuários. Por isso, vale você abrir a sua NuConta, começar a usar, e então avaliar qual o melhor momento de cancelar a outra conta no seu caso.

Vou continuar monitorando, pois parece que eles estão melhorando o produto sempre que possível!

 

Um grande abraço!

FGC – O que é? Como funciona?

Fundo Garantido de Crédito (FGC) – O que é? Como funciona?

Olá amigo, este post da série O que é? ficou um pouco mais complexo e longo do que o planejado, mas é por uma boa causa.

Ele possui informações muito interessantes para você que quer investir em instituições financeiras menores, mas tem receio por não saber como funciona o FGC.

O que é?

 

Introdução

O FGC, ou Fundo Garantido de Crédito, é uma pessoa jurídica sem fins lucrativos que administra o mecanismo de proteção dos investidores no Brasil.

De forma bem simples, o FGC é uma espécie de seguro para os investimentos feitos no Brasil, mas ele não cobre todos os tipos de investimentos!

São garantidos pelo FGC:

  • depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio (em conta)
  • dinheiro em poupança
  • CDBs e RDBs (Certificados de Depósito Bancário e Recibos de Depósito Bancário)
  • LCs (Letras de Câmbio)
  • LIs (Letras Imobiliárias)
  • LHs (Letras Hipotecárias)
  • LCIs (Letras de Crédito Imobiliário)
  • LCAs (Letras de Crédito do Agrenegócio)
  • Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos por empresa ligada, após 8 de março de 2012.

 

O fundo garantidor é composto por contribuições das instituições financeiras associadas, que contribuem mensalmente com 0,0125% do total de seus depósitos que podem ser garantidos pelo FGC.

Um fato interessante é que, no final de 2016, o patrimônio líquido do FGC era de R$ 57,9 bilhões.

Também é interessante notar que no mesmo período, o volume total de depósitos que são cobertos pelo FGC, em dezembro de 2016, era de R$ 1,9 trilhões, se for levar em consideração a limitação de R$ 250.000,00 por CPF e, agora, a nova limitação de R$ 1 milhão por pessoa vai mudar isso, o valor total garantido seria de R$ 1 trilhão.

Ou seja, o valor que existe em caixa é MUITO inferior ao valor garantido.

Mas isso não é motivo para se desesperar, pois a atividade dos bancos é muito fiscalizada e regulada.

A decretação de regime especial é uma ação excepcional e não ocorre a todo momento.

Quadro com as vezes que o FGC teve que ser acionado.
Lista de decretação de regime especial pelo BACEN, onde o FGC teve que ser acionado.

 

Como pode ser visto, em 2017 não houve decretação de regime especial, em 2016 isto ocorreu com apenas um banco (Banco Azteca do Brasil S/A – Liquidação Extrajudicial), em 2015 ocorreu uma vez também (Banco BRJ S/A – Liquidação Judicial – culminou na falência) e em 2013 também houve uma (Banco Rural S/A – Liquidação Extrajudicial).

Assim, podemos ficar tranquilos, porque para o cenário atual, o FGC aguenta muito bem o pagamento das garantias.

No entanto, caso houvesse uma crise com quebra do sistema inteiro, ai fica óbvio que o FGC não teria capital para garantir todos os investimentos das pessoas, porém, caso isso acontecesse, o FGC seria o menor dos nosso problemas.

 

Ah, e uma curiosidade: dos quase R$ 1 trilhão que podem ser pagos pelo FGC atualmente, aproximadamente R$ 800 bilhões estão depositados nos 5 maiores bancos (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco Itaú, Banco Bradesco e Banco Santander).

Além disso, outra curiosidade, é que mais ou menos R$ 658 bilhões estavam na poupança em 2016.

Isso mostra o quanto nós, brasileiros, ainda estamos longe de nos educar financeiramente de modo satisfatório, pois, apesar da segurança que os grandes bancos oferecem, o rendimento SEMPRE deixa a desejar.

 

Sobre a mudança feita pelo Conselho Monetário Nacional

No dia 21/12/2017, a regra de cobertura do FGC foi modificada e vale apenas para os investimentos feitos a partir da alteração.

A limitação máxima por instituição para cada CPF continuo de R$ 250.000,00.

No entanto, agora, há uma limitação global de R$ 1 milhão POR PESSOA.

Isto quer dizer que o máximo que você poderá receber do FGC é 1 milhão de reais.

Claro que o valor da cobertura é restabelecido, e isto ocorre após 4 anos, mas temos que refletir sobre esta mudança.

Primeiro, para deixar bem claro, se você tem 1 milhão de reais investidos, R$ 250 mil em 4 bancos, você está, teoricamenete, seguro.

Mas, se você passar de 250 mil reais em alguma das instituições OU seus investimentos somados ultrapassarem o montante de R$ 1 milhão, CASO SEJA DECRETADO REGIME ESPECIAL DE TODAS AS INSTITUIÇÕES você terá cobertura apenas sobre 1 milhão de reais.

Esta mudança tem lados positivos e lados negativos, mas, no geral, ela não faz diferença para a grande maioria dos investidores brasileiros.

Isto porque o brasileiro médio não tem R$ 1 milhão investido em renda fixa.

Além disso, normalmente, quem tem patrimônio desse tamanho sabe como investir e como cuidar dos seu dinheiro, de modo que ele vai gerenciar os riscos e não vai aplicar somente em instituições que trazem muito risco.

 

A mudança do FGC favorece os bancos grandes?

De certa forma sim, se formos pensar no fator psicológico.

Quem está começando a investir em bancos menores, sempre conta com a garantia do FGC para caso algo dê errado.

Isto é, inclusive, objeto de discussão, que os bancos menores usam o FGC como marketing para captar recursos e fazendo com que os investidores deixassem de pensar racionalmente sobre o risco de investir em determinadas instituições financeiras.

Só é influenciado por este tipo de argumento a pessoa que não estuda, ou não tem vontade de buscar melhores rendimentos para seus investimentos.

É claro que não é recomendado investir em qualquer lugar sem pesquisar, por esta razão que isso não faz sentido.

Conforme eu mostrei acima, não há decretação de regime especial todo santo dia, muito pelo contrário.

Então, basicamente, basta fazer a lição de casa, que é pesquisar e estudar antes de investir que está tudo certo.

Não há necessidade de deixar o seu dinheiro num fundo de investimento que cobra 1% de administração e ainda rende 70% do CDI.

O FGC deve ser um recurso para te dar mais segurança, mas não abuse e invista de forma negligente!
O FGC deve ser visto como um último recurso, uma saída de emergência caso seus planos deem errado. Mas não deve ser um incentivo a você investir sem pensar e nem pesquisar onde investir!

 

Você é investidor iniciante e precisa de dicas de como investir nas instituições menores?

O primeiro passo é pesquisar os investimentos disponíveis a você, veja aplicação mínima, prazo de vencimento e taxa de remuneração.

Após achar um título que lhe agrade, verifique qual é a instituição que emite o título e pesquise no site www.bancodata.com.br.

Este site é uma excelente fonte de informações sobre a saúde financeira, quem não o utiliza DEVE olhar, mesmo que for somente por curiosidade.

Se estiver tudo certo, pronto, confirme o investimento.

 

Conforme você for investindo, mantenha uma diversificação saudável, não concentre “todos os ovos na mesma cesta”.

Essa atitude diminui seus riscos caso algo aconteça com determinado tipo de investimento ou com algum banco ou financeira específica.

Desta maneira, você não vai ter dor de cabeça e vai poder investir com tranquilidade!

 

Conclusão

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) serve para dar segurança aos investidores.

Não invista feito um louco, sem verificar a saúde financeira do local onde você pretende investir só porque existe a garantia do FGC, você não precisa de dor de cabeça a mais.

Ainda, a mudança só é relevante para pessoas que possuem muito dinheiro investidos em renda fixa e, ainda assim, o FGC só é usado em caso de decretação de regime especial, o que ocorre em casos raros, apenas.

Portanto, basta investir com consciência que você vai obter bons rendimentos e sem se preocupar em ficar sem a garantia do FGC (espero que seja porque escolheu bem os seus investimentos).

 

TL;DR

O FGC possibilita o investidor a explorar investimentos fora dos grandes bancos.

Isto é favorável para buscar melhores taxas de remuneração.

No entanto, é preciso pesquisar e estudar sobre onde investir para não ter preocupações desnecessárias.

 

2018 - Primeiro post do ano de 2018

Primeiro post do ano de 2018

Olá amigo,

 

Como primeiro post do ano, gostaria de fazer algumas observações.

Primeiramente, quero pedir desculpas por quase 1 mês sem escrever nada.

Acabou que não consegui sentar e parar um tempo para escrever algo que valesse a pena ser postado.

Tenho algumas ideias de textos, mas precisam ser desenvolvidas e incrementadas.

Vou falar, então, de forma breve sobre algumas coisas importantes para esse começo de ano.

 

Sobre o andamento do site

Pretendo continuar escrevendo textos informativos, isso não vai mudar, mas vou mudar a frequência dos posts.

O que antes eu mantive em três posts por semana, vou passar para 1 ou no máximo 2.

Isso porque pretendo priorizar a qualidade sobre a quantidade.

Vou melhorar o conteúdo para trazer uma densidade maior de informações, mas sem perder a essência de passar de forma clara e sem complicação.

Obviamente que, com o passar do tempo, os assuntos tratados ficarão mais complexos, mas isso é natural, pois não posso ficar apenas em temas “rasos”, mas também é verdade que não vou tocar em assuntos que eu não tenho conhecimento.

Isto posto, desejo que esse ano seja de muito aprendizado para todos nós!

 

Sobre o último post (Criptomoedas)

Quem acompanhou, durante o final do ano até hoje, viu que, após a alta e euforia ao redor das bitcoins, houve uma queda.

Com a BitCoin flutuando abaixo dos US$ 15.000,00, é possível perceber que nem sempre é bom tentar “surfar na onda”, porque muita das vezes ela já passou.

Não sei do futuro, mas creio que uma alta como vimos no final do ano passado não ocorrer tão cedo.

No mais, vou repetir: antes de fazer qualquer coisa, é bom estudar bastante, ler e reler para ter certeza daquilo que vai fazer, sob pena de se arrepender depois.

 

Sobre a mudança no Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

No finalzinho do ano houve uma mudança no FGC.

Agora, há uma limitação geral para o investidor pessoa física.

Ainda existe a garantia de R$ 250.000,00 por instituição financeira, porém, cada pessoa terá garantia de, NO MÁXIMO, R$ 1.000.000,00.

Para ilustrar, imagine que João tem R$ 100.000,00 investidos num Banco X e esse banco vai à falência.

Caso João receba esses R$ 100.000,00 via FGC, ele vai ter agora garantia de apenas R$ 900.000,00 de “seguro”.

O limite total de R$ 1.000.000,00 é restaurado após 4 anos do acionamento do FGC.

Essa mudança tem pouco impacto na vida dos investidores em geral, pois não é tão comum ter 1 milhão de reais investidos em renda fixa, além do mais, quem tem 1 milhão investidos em renda fixa, provavelmente, também possui investimentos em outros produtos e sabe bem como diversificar seus investimentos ou paga alguém para saber por ele.

Logo, não há motivo grande para se preocupar.

Vou fazer um post falando um pouco mais sobre essa mudança.

 

Sobre os meus investimentos

Nos últimos meses, com as quedas consecutivas da SELIC, a renda fixa tem deixado de ser tão atraente para dar lugar à renda variável.

Essa não precisa ser a regra para todos.

No meu caso, tenho mantido novos aportes em fundos de investimento.

Resolvi mudar uma parcela dos meus investimentos que estava numa liquidez diária, para investir no recém-aberto BAHIA AM MARAU FIC FI MULT ACCESS do BTG Pactual.

Fiz isso porque é um fundo que eu tinha desejo de entrar e que, no BTG Pactual, surgiu com um valor mínimo de aplicação que tenho condições de atingir.

 

No mais, a composição da minha carteira ficou da seguinte forma (não leva em consideração a mudança de dinheiro para fundo de investimento):

Gráfico de pizza dos investimentos em Janeiro de 2018
Gráfico ilustrando a composição da carteira neste início de janeiro.

 

Com relação ao crescimento do dinheiro, conforme é possível ver abaixo, o crescimento em dezembro de 2017 foi de 4,23% para a renda fixa e de 6,02% para o geral.

Com isto, fechei o ano (registrando desde maio de 2017) com 14,36% de aumento na renda fixa e 37,25% de aumento no geral.

porcentagens - Primeiro post do ano de 2018
Variação mensal dos meus investimentos – referência: Dezembro/2017

 

Vale lembrar que eu incluo os novos aportes dentro dessas porcentagens, logo ele não reflete a rentabilidade real do meu portfólio.

O aumento foi maior na renda fixa porque em dezembro eu aportei um valor razoável em alguns títulos que consegui boas taxas.

A melhora da rentabilidade, no geral, se deu porque os fundos de investimento se recuperaram, o que puxou o rendimento para cima.

Para ajudar, o valor de mercado dos títulos do Tesouro Direto baixaram um pouco com relação ao último balanço, o que fez com que o valor dos meus títulos subissem um pouco.

Nada de extraordinário.

 

Minha carteira de renda fixa rendeu, na média, 0,7% em dezembro de 2017, o que eu considero bom.

Os títulos préfixados e os IPCA+ ajudaram a manter uma boa rentabilidade.

Já os fundos de investimento renderam, em média, 2% no mês de dezembro.

Esse número já explica muito sobre a razão da melhora de rendimento.

(O tesouro direto eu desconsidero devido à flutuação que é da natureza dele).

 

Você já parou para analisar como foi o desempenho da sua carteira o ano passado?

 

Sobre minhas metas para 2018

Este ano pretendo voltar a estudar de forma intensa, bem como melhorar minhas receitas.

Por melhorar minhas receitas leia-se: melhorar o salário.

Ao mesmo tempo, pretendo cortar alguns gastos desnecessários.

 

Com relação aos investimentos propriamente ditos, gostaria de melhorar o desempenho da carteira.

Isto só vai ser possível caso eu dê mais um passo em direção à renda variável, ou vou continuar dependendo dos gestores ou das instituições financeiras oferecerem remuneração melhor para os títulos.

Logo, vou continuar estudando sobre ações e bolsa de valores, sem pressa para entrar.

 

Finalmente, quero deixar o espaço aberto para sugestões sobre temas e discussão.

Caso tenha alguma crítica, dúvida e etc, deixe um comentário ou me envie um e-mail!


Grande abraço e força, porque o ano está só começando!

Final de ano e controle de orçamento

Olá, amigo!

Nesta reta final do ano, é muito comum nós pensarmos em presentes, compras, reuniões e promoções.

Exagero na hora das compras pode ser muito mais caro do que parece!
Hora de comprar todos os presentes! Será mesmo?

Ocorre que, se você parar pra pensar, qual é a razão de comprar e presentear as pessoas se não alimentar o comércio/indústria?

Hoje, quero escrever um post para estimular o consumo consciente. 

Por isso, o assunto é controle de orçamento quando chega o fim do ano!

Vamos ao que interessa.

 

Consumo desnecessário no fim de ano faz mal às finanças pessoais
Nesta época do ano, é comum a empolgação acabar ultrapassando a razão e o consumo prejudicar as finanças.

Sobre os presentes

Por mais que se fale que as pessoas gostam de ganhar presentes, veja, você acha que seus amigos e sua família valorizam mais aquilo que você compra ou aquilo que você é (a sua companhia)?

Assim, caso você não tenha dinheiro sobrando para presentear e agradar a todos ou algumas pessoas que estão ao seu redor, vale a pena refletir sobre todos os gastos que vem junto da euforia de final de ano (natal, black friday, amigos secretos e por ai vai).

Primeiramente, veja, você não é obrigado a dar presentes ou dar presentes em retribuição a ninguém.

Isto pode parecer uma atitude mesquinha num primeiro momento, mas você já parou pra pensar na razão pela qual se presenteia?

Pois é. Se é somente para mostrar que você “gosta” de alguém, existem diversas formas de demonstrar seu carinho e afeto por alguém sem, necessariamente, comprar algo.

Atitudes, palavras e as vezes até a dedicação necessária para fazer um presente “feito à mão” tem um valor muito mais alto do que algo que você simplesmente compra numa loja qualquer.

Ainda assim, caso você queira comprar algo, sempre faça um planejamento de modo que esta despesa não comprometa seu orçamento mensal, pois o final e o começo de ano são sempre épocas pesadas no que tocam as despesas (licenciamento de carro, IPVA, IPTU, rematrícula de escola e faculdade…).

 

Sobre comemorações, confraternizações e reuniões

Este é um tema difícil de tratar, pois quando se fala em reunir os amigos ou colegas de trabalho, normalmente tem um bar ou restaurante envolvido.

Caso a opção seja um restaurante, você pode optar entre os pratos e procurar algo que não seja extremamente caro.

No entanto, se você perceber que se trata de um local onde os preços são altos, é bom pensar se vale a pena comparecer ao evento.

Quando o assunto é bar fica muito mais fácil lidar, pois você não é obrigado a consumir nada de absurdo e pode muito bem pedir uma cerveja ou outra e curtir os amigos.

Uma sugestão que ajuda muito no corte de gastos é reunir os amigos em casa.

Vocês podem fazer um churrasco, pedir pizzas ou cozinhar algo!

Tenho certeza que não vai diminuir em nada a diversão ou estragar o clima.

 

Sobre as compras de final de ano e “promoções”

Eu até cito promoções entre aspas porque penso o seguinte: não importa o quão barato esteja um determinado produto, se eu não preciso eu com certeza vou pagar caro!

Trocando as palavras, se eu não preciso de uma determinada coisa, não há razão alguma para comprar!

O consumismo compromete o orçamento de muitos jovens.

Vejo pessoas que, ao receberem o 13º salário, correm direto para lojas para comprar roupas, celulares entre outros tipos de gastos surpérfluos.

Alguns acabam fazendo diversas compras parceladas e afundam o pé no cartão de crédito, o que é pior ainda!

Portanto, por maior que seja a empolgação, antes de adquirir algo, pare e pense se é algo que você realmente precisa.

Se você precisa, reflita se é uma coisa que precisa ser adquirida imediatamente ou se pode esperar.

Finalmente, se não puder esperar, procure saber se o preço está num patamar aceitável ou se existe algum lugar com uma oferta melhor.

 

Após decidir pela compra, sempre pesquise a loja e o produto para achar um bom preço e confiança no fornecedor!
Se você tem certeza que precisa comprar algo, pesquise bastante para achar uma boa oferta!

 

Uma observação que quero fazer é sobre a Black Friday.

É um costume tipicamente norte americano que, como muitos outros costumes, nós, brasileiros, importamos.

O problema é que (fugindo do problema comum da “Black Fraude”) as promoções nem sempre são interessantes.

Como falei, não importa se tem uma oferta de um liquidificador super potente com 80% do preço abaixo do normal.

Se eu não preciso de um liquidificador, não importa o preço que eu pague… eu vou pagar caro!

 

Reflexão antes de comprar é sempre bom: será que eu preciso disso?
É sempre bom parar e pensar duas vezes antes de comprar algo “só porque está barato”!

 

Caso você tenha alguma dívida em seu nome

Ao invés de pensar em compras, você deve priorizar o pagamento do débito, principalmente se for uma dívida de cartão de crédito (ficar devendo para a administradora do cartão de crédito) ou de cheque especial.

Isto porque os juros ao mês dessas dívidas é absurdo de alto.

Para você entender melhor, ao contrair uma dívida de R$ 1.000,00, você paga, em média 12% de juros ao mês.

Isto quer dizer que sua dívida cresce R$ 120,00 POR MÊS.

Por outro lado, os investimentos de renda fixa no geral, estão rendendo pouco mais de 0,6% ao mês, o que lhe traz retorno de R$ 6,00 POR MÊS.

Ou seja, é muito mais viável você quitar suas dívidas o quanto antes, antes mesmo de começar a investir e MAIS AINDA antes de pensar em comprar presentes ou gastar em serviços neste final de ano!

 

Conclusão

O final de ano é sempre uma época de festas e alegria.

No entanto, não deixe a empolgação fazer com que você cometa erros e comprometa sua vida financeira.

Existe sempre uma forma alternativa de participar das festas e celebrar com seus amigos e família sem, necessariamente, gastar muito dinheiro!

Finalmente, se você estiver endividado, foque seus esforços em pagar seus débitos e começar o próximo ano sem esse peso nos ombros!

Um grande abraço!

 

TL;DR: Evite gastos desnecessários e procure jeitos alternativos para não gastar muito dinheiro no final do ano.

Pague suas dívidas, porque elas crescem muito mais rápido do que seus investimentos.