FGC – O que é? Como funciona?

Fundo Garantido de Crédito (FGC) – O que é? Como funciona?

Olá amigo, este post da série O que é? ficou um pouco mais complexo e longo do que o planejado, mas é por uma boa causa.

Ele possui informações muito interessantes para você que quer investir em instituições financeiras menores, mas tem receio por não saber como funciona o FGC.

O que é?

 

Introdução

O FGC, ou Fundo Garantido de Crédito, é uma pessoa jurídica sem fins lucrativos que administra o mecanismo de proteção dos investidores no Brasil.

De forma bem simples, o FGC é uma espécie de seguro para os investimentos feitos no Brasil, mas ele não cobre todos os tipos de investimentos!

São garantidos pelo FGC:

  • depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio (em conta)
  • dinheiro em poupança
  • CDBs e RDBs (Certificados de Depósito Bancário e Recibos de Depósito Bancário)
  • LCs (Letras de Câmbio)
  • LIs (Letras Imobiliárias)
  • LHs (Letras Hipotecárias)
  • LCIs (Letras de Crédito Imobiliário)
  • LCAs (Letras de Crédito do Agrenegócio)
  • Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos por empresa ligada, após 8 de março de 2012.

 

O fundo garantidor é composto por contribuições das instituições financeiras associadas, que contribuem mensalmente com 0,0125% do total de seus depósitos que podem ser garantidos pelo FGC.

Um fato interessante é que, no final de 2016, o patrimônio líquido do FGC era de R$ 57,9 bilhões.

Também é interessante notar que no mesmo período, o volume total de depósitos que são cobertos pelo FGC, em dezembro de 2016, era de R$ 1,9 trilhões, se for levar em consideração a limitação de R$ 250.000,00 por CPF e, agora, a nova limitação de R$ 1 milhão por pessoa vai mudar isso, o valor total garantido seria de R$ 1 trilhão.

Ou seja, o valor que existe em caixa é MUITO inferior ao valor garantido.

Mas isso não é motivo para se desesperar, pois a atividade dos bancos é muito fiscalizada e regulada.

A decretação de regime especial é uma ação excepcional e não ocorre a todo momento.

Quadro com as vezes que o FGC teve que ser acionado.
Lista de decretação de regime especial pelo BACEN, onde o FGC teve que ser acionado.

 

Como pode ser visto, em 2017 não houve decretação de regime especial, em 2016 isto ocorreu com apenas um banco (Banco Azteca do Brasil S/A – Liquidação Extrajudicial), em 2015 ocorreu uma vez também (Banco BRJ S/A – Liquidação Judicial – culminou na falência) e em 2013 também houve uma (Banco Rural S/A – Liquidação Extrajudicial).

Assim, podemos ficar tranquilos, porque para o cenário atual, o FGC aguenta muito bem o pagamento das garantias.

No entanto, caso houvesse uma crise com quebra do sistema inteiro, ai fica óbvio que o FGC não teria capital para garantir todos os investimentos das pessoas, porém, caso isso acontecesse, o FGC seria o menor dos nosso problemas.

 

Ah, e uma curiosidade: dos quase R$ 1 trilhão que podem ser pagos pelo FGC atualmente, aproximadamente R$ 800 bilhões estão depositados nos 5 maiores bancos (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco Itaú, Banco Bradesco e Banco Santander).

Além disso, outra curiosidade, é que mais ou menos R$ 658 bilhões estavam na poupança em 2016.

Isso mostra o quanto nós, brasileiros, ainda estamos longe de nos educar financeiramente de modo satisfatório, pois, apesar da segurança que os grandes bancos oferecem, o rendimento SEMPRE deixa a desejar.

 

Sobre a mudança feita pelo Conselho Monetário Nacional

No dia 21/12/2017, a regra de cobertura do FGC foi modificada e vale apenas para os investimentos feitos a partir da alteração.

A limitação máxima por instituição para cada CPF continuo de R$ 250.000,00.

No entanto, agora, há uma limitação global de R$ 1 milhão POR PESSOA.

Isto quer dizer que o máximo que você poderá receber do FGC é 1 milhão de reais.

Claro que o valor da cobertura é restabelecido, e isto ocorre após 4 anos, mas temos que refletir sobre esta mudança.

Primeiro, para deixar bem claro, se você tem 1 milhão de reais investidos, R$ 250 mil em 4 bancos, você está, teoricamenete, seguro.

Mas, se você passar de 250 mil reais em alguma das instituições OU seus investimentos somados ultrapassarem o montante de R$ 1 milhão, CASO SEJA DECRETADO REGIME ESPECIAL DE TODAS AS INSTITUIÇÕES você terá cobertura apenas sobre 1 milhão de reais.

Esta mudança tem lados positivos e lados negativos, mas, no geral, ela não faz diferença para a grande maioria dos investidores brasileiros.

Isto porque o brasileiro médio não tem R$ 1 milhão investido em renda fixa.

Além disso, normalmente, quem tem patrimônio desse tamanho sabe como investir e como cuidar dos seu dinheiro, de modo que ele vai gerenciar os riscos e não vai aplicar somente em instituições que trazem muito risco.

 

A mudança do FGC favorece os bancos grandes?

De certa forma sim, se formos pensar no fator psicológico.

Quem está começando a investir em bancos menores, sempre conta com a garantia do FGC para caso algo dê errado.

Isto é, inclusive, objeto de discussão, que os bancos menores usam o FGC como marketing para captar recursos e fazendo com que os investidores deixassem de pensar racionalmente sobre o risco de investir em determinadas instituições financeiras.

Só é influenciado por este tipo de argumento a pessoa que não estuda, ou não tem vontade de buscar melhores rendimentos para seus investimentos.

É claro que não é recomendado investir em qualquer lugar sem pesquisar, por esta razão que isso não faz sentido.

Conforme eu mostrei acima, não há decretação de regime especial todo santo dia, muito pelo contrário.

Então, basicamente, basta fazer a lição de casa, que é pesquisar e estudar antes de investir que está tudo certo.

Não há necessidade de deixar o seu dinheiro num fundo de investimento que cobra 1% de administração e ainda rende 70% do CDI.

O FGC deve ser um recurso para te dar mais segurança, mas não abuse e invista de forma negligente!
O FGC deve ser visto como um último recurso, uma saída de emergência caso seus planos deem errado. Mas não deve ser um incentivo a você investir sem pensar e nem pesquisar onde investir!

 

Você é investidor iniciante e precisa de dicas de como investir nas instituições menores?

O primeiro passo é pesquisar os investimentos disponíveis a você, veja aplicação mínima, prazo de vencimento e taxa de remuneração.

Após achar um título que lhe agrade, verifique qual é a instituição que emite o título e pesquise no site www.bancodata.com.br.

Este site é uma excelente fonte de informações sobre a saúde financeira, quem não o utiliza DEVE olhar, mesmo que for somente por curiosidade.

Se estiver tudo certo, pronto, confirme o investimento.

 

Conforme você for investindo, mantenha uma diversificação saudável, não concentre “todos os ovos na mesma cesta”.

Essa atitude diminui seus riscos caso algo aconteça com determinado tipo de investimento ou com algum banco ou financeira específica.

Desta maneira, você não vai ter dor de cabeça e vai poder investir com tranquilidade!

 

Conclusão

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) serve para dar segurança aos investidores.

Não invista feito um louco, sem verificar a saúde financeira do local onde você pretende investir só porque existe a garantia do FGC, você não precisa de dor de cabeça a mais.

Ainda, a mudança só é relevante para pessoas que possuem muito dinheiro investidos em renda fixa e, ainda assim, o FGC só é usado em caso de decretação de regime especial, o que ocorre em casos raros, apenas.

Portanto, basta investir com consciência que você vai obter bons rendimentos e sem se preocupar em ficar sem a garantia do FGC (espero que seja porque escolheu bem os seus investimentos).

 

TL;DR

O FGC possibilita o investidor a explorar investimentos fora dos grandes bancos.

Isto é favorável para buscar melhores taxas de remuneração.

No entanto, é preciso pesquisar e estudar sobre onde investir para não ter preocupações desnecessárias.

 

2018 - Primeiro post do ano de 2018

Primeiro post do ano de 2018

Olá amigo,

 

Como primeiro post do ano, gostaria de fazer algumas observações.

Primeiramente, quero pedir desculpas por quase 1 mês sem escrever nada.

Acabou que não consegui sentar e parar um tempo para escrever algo que valesse a pena ser postado.

Tenho algumas ideias de textos, mas precisam ser desenvolvidas e incrementadas.

Vou falar, então, de forma breve sobre algumas coisas importantes para esse começo de ano.

 

Sobre o andamento do site

Pretendo continuar escrevendo textos informativos, isso não vai mudar, mas vou mudar a frequência dos posts.

O que antes eu mantive em três posts por semana, vou passar para 1 ou no máximo 2.

Isso porque pretendo priorizar a qualidade sobre a quantidade.

Vou melhorar o conteúdo para trazer uma densidade maior de informações, mas sem perder a essência de passar de forma clara e sem complicação.

Obviamente que, com o passar do tempo, os assuntos tratados ficarão mais complexos, mas isso é natural, pois não posso ficar apenas em temas “rasos”, mas também é verdade que não vou tocar em assuntos que eu não tenho conhecimento.

Isto posto, desejo que esse ano seja de muito aprendizado para todos nós!

 

Sobre o último post (Criptomoedas)

Quem acompanhou, durante o final do ano até hoje, viu que, após a alta e euforia ao redor das bitcoins, houve uma queda.

Com a BitCoin flutuando abaixo dos US$ 15.000,00, é possível perceber que nem sempre é bom tentar “surfar na onda”, porque muita das vezes ela já passou.

Não sei do futuro, mas creio que uma alta como vimos no final do ano passado não ocorrer tão cedo.

No mais, vou repetir: antes de fazer qualquer coisa, é bom estudar bastante, ler e reler para ter certeza daquilo que vai fazer, sob pena de se arrepender depois.

 

Sobre a mudança no Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

No finalzinho do ano houve uma mudança no FGC.

Agora, há uma limitação geral para o investidor pessoa física.

Ainda existe a garantia de R$ 250.000,00 por instituição financeira, porém, cada pessoa terá garantia de, NO MÁXIMO, R$ 1.000.000,00.

Para ilustrar, imagine que João tem R$ 100.000,00 investidos num Banco X e esse banco vai à falência.

Caso João receba esses R$ 100.000,00 via FGC, ele vai ter agora garantia de apenas R$ 900.000,00 de “seguro”.

O limite total de R$ 1.000.000,00 é restaurado após 4 anos do acionamento do FGC.

Essa mudança tem pouco impacto na vida dos investidores em geral, pois não é tão comum ter 1 milhão de reais investidos em renda fixa, além do mais, quem tem 1 milhão investidos em renda fixa, provavelmente, também possui investimentos em outros produtos e sabe bem como diversificar seus investimentos ou paga alguém para saber por ele.

Logo, não há motivo grande para se preocupar.

Vou fazer um post falando um pouco mais sobre essa mudança.

 

Sobre os meus investimentos

Nos últimos meses, com as quedas consecutivas da SELIC, a renda fixa tem deixado de ser tão atraente para dar lugar à renda variável.

Essa não precisa ser a regra para todos.

No meu caso, tenho mantido novos aportes em fundos de investimento.

Resolvi mudar uma parcela dos meus investimentos que estava numa liquidez diária, para investir no recém-aberto BAHIA AM MARAU FIC FI MULT ACCESS do BTG Pactual.

Fiz isso porque é um fundo que eu tinha desejo de entrar e que, no BTG Pactual, surgiu com um valor mínimo de aplicação que tenho condições de atingir.

 

No mais, a composição da minha carteira ficou da seguinte forma (não leva em consideração a mudança de dinheiro para fundo de investimento):

Gráfico de pizza dos investimentos em Janeiro de 2018
Gráfico ilustrando a composição da carteira neste início de janeiro.

 

Com relação ao crescimento do dinheiro, conforme é possível ver abaixo, o crescimento em dezembro de 2017 foi de 4,23% para a renda fixa e de 6,02% para o geral.

Com isto, fechei o ano (registrando desde maio de 2017) com 14,36% de aumento na renda fixa e 37,25% de aumento no geral.

porcentagens - Primeiro post do ano de 2018
Variação mensal dos meus investimentos – referência: Dezembro/2017

 

Vale lembrar que eu incluo os novos aportes dentro dessas porcentagens, logo ele não reflete a rentabilidade real do meu portfólio.

O aumento foi maior na renda fixa porque em dezembro eu aportei um valor razoável em alguns títulos que consegui boas taxas.

A melhora da rentabilidade, no geral, se deu porque os fundos de investimento se recuperaram, o que puxou o rendimento para cima.

Para ajudar, o valor de mercado dos títulos do Tesouro Direto baixaram um pouco com relação ao último balanço, o que fez com que o valor dos meus títulos subissem um pouco.

Nada de extraordinário.

 

Minha carteira de renda fixa rendeu, na média, 0,7% em dezembro de 2017, o que eu considero bom.

Os títulos préfixados e os IPCA+ ajudaram a manter uma boa rentabilidade.

Já os fundos de investimento renderam, em média, 2% no mês de dezembro.

Esse número já explica muito sobre a razão da melhora de rendimento.

(O tesouro direto eu desconsidero devido à flutuação que é da natureza dele).

 

Você já parou para analisar como foi o desempenho da sua carteira o ano passado?

 

Sobre minhas metas para 2018

Este ano pretendo voltar a estudar de forma intensa, bem como melhorar minhas receitas.

Por melhorar minhas receitas leia-se: melhorar o salário.

Ao mesmo tempo, pretendo cortar alguns gastos desnecessários.

 

Com relação aos investimentos propriamente ditos, gostaria de melhorar o desempenho da carteira.

Isto só vai ser possível caso eu dê mais um passo em direção à renda variável, ou vou continuar dependendo dos gestores ou das instituições financeiras oferecerem remuneração melhor para os títulos.

Logo, vou continuar estudando sobre ações e bolsa de valores, sem pressa para entrar.

 

Finalmente, quero deixar o espaço aberto para sugestões sobre temas e discussão.

Caso tenha alguma crítica, dúvida e etc, deixe um comentário ou me envie um e-mail!


Grande abraço e força, porque o ano está só começando!

Criptomoedas, Bitcoin e investimentos

Criptomoedas, entre elas a bitcoin, afinal, podem ser tratadas como investimentos?

 

Olá, amigo!

Após pensar e refletir sobre o assunto, resolvi finalizar este texto que estava desenvolvendo sobre as criptomoedas, com ênfase nas Bitcoins que, entre todas, é a mais conhecida.

 

Breve introdução

As criptomoedas nada mais são do que um meio de troca que se vale de criptografia para dar segurança às transações, para controlar a emissão de novas unidades (“moedas”) e verificar a validade das operações.

Elas são controladas de forma descentralizada, normalmente usando um sistema chamado Block Chain (cadeia de blocos) que serve para validar o sistema como um todo.

Ainda, na maioria das criptomoedas, há um número limitado de unidades e o “surgimento” de novas moedas diminui com o passar do tempo, o que adiciona a característica de raridade, como se fosse ouro, por exemplo.

Outra proposta é que as transações feitas poderiam ser feitas anonimamente.

Lembrando que a maior parte do que vou escrever é com base em bitcoins e que a minha intenção não é esmiuçar o assunto, vez que existem diversas pessoas mais qualificadas para falar de forma técnica.

 

O que é Block Chain?

De forma traduzida é a cadeia de blocos.

Esta cadeia armazena informações sobre todas as transações que já foram feitas na rede.

É o que dá a característica de descentralização às Criptomoedas.

Toda vez que alguém passa uma Bitcoin da sua carteira para a carteira de outra pessoa, essa transação, para ser validada, precisa constar na cadeia de informações.

Uma vez que a informação é validada e inserida, ela é permanente e esse bloco ficará registrado lá.

Esse fator faz com que não seja possível transferir uma unidade de Bitcoin duas vezes, pois na segunda tentativa a operação não vai ser registrada na cadeia, ou seja, não terá validade.

A blockchain pode ser vista como uma longa corrente
A block chain pode ser entendida como uma corrente mesmo. Mas os elos são ‘blocos’ de informação e o que liga cada elo é uma espécie de assinatura que “fecha” os blocos.

Na minha opinião, a principal contribuição das Criptomoedas para o mundo atual é o desenvolvimento da Block Chain.

Isto porque você vai poder confiar nas autenticações automáticas feitas pela internet.

Pense em documentos de papel, que muitas vezes precisam ser autenticados em cartório de notas e que se paga um preço alto por isto.

Caso a autenticação fosse digital utilizando o sistema de block chain, não haveria necessidade de haver um “carimbo”, pois a própria rede teria registro da autenticidade do documento.

 

Minerar bitcoin?

A mineração de criptomoedas não tem nada a ver com mineração de metais, por exemplo.

Para minerar você precisa baixar um programa específico de “mineração”.

Ao minerar, você empresta o poder de processamento do seu computador para uma rede.

Os computadores mineradores ficam resolvendo operações de criptografia, que basicamente são o “motor” da Block Chain.

Assim que um computador resolve o código, toda a rede é notificada e ele recebe um determinado número de unidades como recompensa e é feito o registro das operações na cadeia.

Criação de bitcoins é feita por software específico que faz a 'mineração'
A mineração é o meio pela qual as bitcoins são ‘criadas’.

Você se lembra que o número de bitcoins é limitado?
Então, quanto mais tempo passa maior fica a cadeia e, por consequência, mais difícil de resolver o código, o que faz com que seja necessário maior poder de processamento para realizar as operações de forma rápida.

Atualmente, a não ser que você tenha equipamento desenvolvido com o fim de minerar, acaba não compensando, pois o que você vai gastar com energia elétrica não vai compensar o que você recebe.

(Quanto à mineração de outras moedas virtuais você deve pesquisar de forma específica)

 

Bitcoin como moeda

A essência da idéia é muito boa.

Eliminar intermediários (bancos) e não ter a barreira do câmbio (ter que comprar dólares para adquirir algo nos Estados Unidos, por exemplo) soa ótimo na teoria.

No entanto, na situação atual não é viável.

O principal fator é a grande volatilidade da bitcoin.

Imagine que você firmou um contrato com seu cliente onde o valor do contrato é de R$ 100,00.

Agora imagine que, ao invés dele te transferir o valor, dar um cheque ou simplesmente de dar o dinheiro, ele resolva te pagar em Bitcoin, pois no momento em que vocês conversam o valor da unidade de bitcoin fosse R$ 100,00.

No entanto, guardadas as devidas proporções, o valor da bitcoin varia muito diariamente e pode ser que no momento de “sacar” o seu dinheiro, o valor da bitcoin seja menor que os R$ 100,00 iniciais.

Você gostaria de correr este risco?

Pois é, ninguém quer.

Grafico da variação histórica da bitcoin
Este gráfico mostra, genericamente, a variação da bitcoin durante o tempo (desde 2014).

 

Gráfico da varição das bitcoins para 2 meses
Este gráfico mostra, a variação durante 2 meses do valor das bitcoins, observe que, apesar da tendencia de subir, há alta volatilidade.

 

Gráfico da volatilidade das bitcoins para 12 horas
Este gráfico mostra, a variação em 12 horas do valor das bitcoins, a altíssima volatilidade causa desconforto?

Além do mais, há notícia recente de que a Steam DEIXOU de aceitar bitcoins, pelo mesmo motivo, ou seja, alta volatilidade.

Há algum tempo, se falava que a Amazon tinha intenção de aceitar pagamentos por meio de Bitcoins.

No entanto, até o momento não existe nenhuma novidade neste sentido.

 

Bitcoin como investimento

Por motivos óbvios, todas as criptomoedas podem ser consideradas como um ativo, um investimento.

Mas é preciso ter muita cautela.

Jamais invista em ativos de alto risco (no caso, praticamente que de pura especulação) o dinheiro que vai te fazer falta.

Por exemplo, se você não tem um fundo de emergência, é MUITO recomendável que você não entre em nenhuma criptomoeda.

O mesmo vale para os casos onde você não tem uma receita fixa (se você recebe por comissão, por exemplo) e quer investir uma quantia que vai comprometer a média dos seus recebimentos.

Isto pode prejudicar o seu orçamento e acabar resultando em dívidas!

Assim, é inegável que as bitcoins e criptomoedas podem ser vistas como investimento, mas sempre de forma cautelosa, pois da mesma forma que a subida do valor está rápida, ela também pode afundar.

Finalmente, tenha sempre em mente que rentabilidade passada não é sinônimo de rentabilidade futura, ou seja, não é só porque um investimento está rendendo MUITO até agora que ele vai continuar no mesmo ritmo daqui para frente! (para renda variável, obviamente).

 

Considerações finais

Apesar da empolgação geral, existe muito peixe grande no jogo das criptomoedas.

Quem pensa em investir precisa ter muito cuidado, pois, na minha opinião, a caracterização como moeda foi perdida.

Pessoas compram bitcoins esperando que ocorra a valorização o que é muito perigoso, pois em algum momento elas podem pensar que não vale mais a pena pagar o valor cobrado, o que causaria uma queda brusca no preço das unidades.

Não tenho meios de afirmar de forma categórica que se trata de uma bolha, mas é inegável que se trata de uma forma arriscada de aumentar o patrimônio.

Uma última observação: O Banco Central do Brasil emitiu um comunicado recomendando que haja, no mínimo, cautela ao utilizar as bitcoins, fato que não deixa de ser relevante.

 

Conclusão

Existe muito espaço para ser explorado dentro do mundo das Criptomoedas.

Eu espero, de verdade, que os mecanismos evoluam ao ponto que seja viável utilizar na hora de comprar bens e pagar por serviços.

Até que seja aperfeiçoado o sistema, eu prefiro ficar fora, porque, apesar de ter uma pequena fração da minha carteira em renda variável, eu vejo as criptomoedas como algo muito arriscado por enquanto.

Não desencorajo ninguém montar uma posição em criptomoedas (bitcoins ou “altcoins”), só faço um apelo para que o faça de forma prudente.

Hoje nao tem TL;DR porque é um assunto complexo e é recomendável que se pesquise muito além do que eu escrevi aqui, principalmente se a sua intenção é comprar criptomoedas.

 

Um grande abraço!

 

Final de ano e controle de orçamento

Olá, amigo!

Nesta reta final do ano, é muito comum nós pensarmos em presentes, compras, reuniões e promoções.

Exagero na hora das compras pode ser muito mais caro do que parece!
Hora de comprar todos os presentes! Será mesmo?

Ocorre que, se você parar pra pensar, qual é a razão de comprar e presentear as pessoas se não alimentar o comércio/indústria?

Hoje, quero escrever um post para estimular o consumo consciente. 

Por isso, o assunto é controle de orçamento quando chega o fim do ano!

Vamos ao que interessa.

 

Consumo desnecessário no fim de ano faz mal às finanças pessoais
Nesta época do ano, é comum a empolgação acabar ultrapassando a razão e o consumo prejudicar as finanças.

Sobre os presentes

Por mais que se fale que as pessoas gostam de ganhar presentes, veja, você acha que seus amigos e sua família valorizam mais aquilo que você compra ou aquilo que você é (a sua companhia)?

Assim, caso você não tenha dinheiro sobrando para presentear e agradar a todos ou algumas pessoas que estão ao seu redor, vale a pena refletir sobre todos os gastos que vem junto da euforia de final de ano (natal, black friday, amigos secretos e por ai vai).

Primeiramente, veja, você não é obrigado a dar presentes ou dar presentes em retribuição a ninguém.

Isto pode parecer uma atitude mesquinha num primeiro momento, mas você já parou pra pensar na razão pela qual se presenteia?

Pois é. Se é somente para mostrar que você “gosta” de alguém, existem diversas formas de demonstrar seu carinho e afeto por alguém sem, necessariamente, comprar algo.

Atitudes, palavras e as vezes até a dedicação necessária para fazer um presente “feito à mão” tem um valor muito mais alto do que algo que você simplesmente compra numa loja qualquer.

Ainda assim, caso você queira comprar algo, sempre faça um planejamento de modo que esta despesa não comprometa seu orçamento mensal, pois o final e o começo de ano são sempre épocas pesadas no que tocam as despesas (licenciamento de carro, IPVA, IPTU, rematrícula de escola e faculdade…).

 

Sobre comemorações, confraternizações e reuniões

Este é um tema difícil de tratar, pois quando se fala em reunir os amigos ou colegas de trabalho, normalmente tem um bar ou restaurante envolvido.

Caso a opção seja um restaurante, você pode optar entre os pratos e procurar algo que não seja extremamente caro.

No entanto, se você perceber que se trata de um local onde os preços são altos, é bom pensar se vale a pena comparecer ao evento.

Quando o assunto é bar fica muito mais fácil lidar, pois você não é obrigado a consumir nada de absurdo e pode muito bem pedir uma cerveja ou outra e curtir os amigos.

Uma sugestão que ajuda muito no corte de gastos é reunir os amigos em casa.

Vocês podem fazer um churrasco, pedir pizzas ou cozinhar algo!

Tenho certeza que não vai diminuir em nada a diversão ou estragar o clima.

 

Sobre as compras de final de ano e “promoções”

Eu até cito promoções entre aspas porque penso o seguinte: não importa o quão barato esteja um determinado produto, se eu não preciso eu com certeza vou pagar caro!

Trocando as palavras, se eu não preciso de uma determinada coisa, não há razão alguma para comprar!

O consumismo compromete o orçamento de muitos jovens.

Vejo pessoas que, ao receberem o 13º salário, correm direto para lojas para comprar roupas, celulares entre outros tipos de gastos surpérfluos.

Alguns acabam fazendo diversas compras parceladas e afundam o pé no cartão de crédito, o que é pior ainda!

Portanto, por maior que seja a empolgação, antes de adquirir algo, pare e pense se é algo que você realmente precisa.

Se você precisa, reflita se é uma coisa que precisa ser adquirida imediatamente ou se pode esperar.

Finalmente, se não puder esperar, procure saber se o preço está num patamar aceitável ou se existe algum lugar com uma oferta melhor.

 

Após decidir pela compra, sempre pesquise a loja e o produto para achar um bom preço e confiança no fornecedor!
Se você tem certeza que precisa comprar algo, pesquise bastante para achar uma boa oferta!

 

Uma observação que quero fazer é sobre a Black Friday.

É um costume tipicamente norte americano que, como muitos outros costumes, nós, brasileiros, importamos.

O problema é que (fugindo do problema comum da “Black Fraude”) as promoções nem sempre são interessantes.

Como falei, não importa se tem uma oferta de um liquidificador super potente com 80% do preço abaixo do normal.

Se eu não preciso de um liquidificador, não importa o preço que eu pague… eu vou pagar caro!

 

Reflexão antes de comprar é sempre bom: será que eu preciso disso?
É sempre bom parar e pensar duas vezes antes de comprar algo “só porque está barato”!

 

Caso você tenha alguma dívida em seu nome

Ao invés de pensar em compras, você deve priorizar o pagamento do débito, principalmente se for uma dívida de cartão de crédito (ficar devendo para a administradora do cartão de crédito) ou de cheque especial.

Isto porque os juros ao mês dessas dívidas é absurdo de alto.

Para você entender melhor, ao contrair uma dívida de R$ 1.000,00, você paga, em média 12% de juros ao mês.

Isto quer dizer que sua dívida cresce R$ 120,00 POR MÊS.

Por outro lado, os investimentos de renda fixa no geral, estão rendendo pouco mais de 0,6% ao mês, o que lhe traz retorno de R$ 6,00 POR MÊS.

Ou seja, é muito mais viável você quitar suas dívidas o quanto antes, antes mesmo de começar a investir e MAIS AINDA antes de pensar em comprar presentes ou gastar em serviços neste final de ano!

 

Conclusão

O final de ano é sempre uma época de festas e alegria.

No entanto, não deixe a empolgação fazer com que você cometa erros e comprometa sua vida financeira.

Existe sempre uma forma alternativa de participar das festas e celebrar com seus amigos e família sem, necessariamente, gastar muito dinheiro!

Finalmente, se você estiver endividado, foque seus esforços em pagar seus débitos e começar o próximo ano sem esse peso nos ombros!

Um grande abraço!

 

TL;DR: Evite gastos desnecessários e procure jeitos alternativos para não gastar muito dinheiro no final do ano.

Pague suas dívidas, porque elas crescem muito mais rápido do que seus investimentos.

Corretoras de Investimentos – Abra sua conta!

Corretoras de Investimento – O que são?

 

Olá amigo,

vamos falar sobre um assunto que gera dúvida na cabeça de muitos que querem investir: Corretoras de Investimento.

Quando surge este assunto, muitos pensam que as corretoras servem apenas para quem investe na bolsa de valores ou para quem tem muito dinheiro, mas não é assim que funciona!

As corretoras servem como uma espécie de vitrine de investimentos, um “market place”.

Ela vai ser o intermediário entre você, investidor, e as instituições financeiras que emitem os títulos que você vai adquirir.

Antes de nos aprofundar no assunto, quero deixar claro que as corretoras de investimento devem ser vistas como uma ferramenta para você investir. Jamais use sua conta de investimento na corretora para “deixar dinheiro parado”.

 

Se consigo investir diretamente nos bancos (bancos de investimento e não os bancos de varejo), por que ter conta em corretora?

Primeiro, porque elas servem para você investir no Tesouro Direto.

Segundo, porque você consegue reunir diversos títulos de várias instituições num mesmo local, facilitando a parte de distribuição do dinheiro, vez que você transfere seu dinheiro para um lugar só e, de lá, consegue distribuir em diversos “bolos”.

Ainda, vale a pena ressaltar que, é possível investir em fundos de investimento e bolsa de valores via corretoras de investimento!

Claro que é muito melhor estabelecer um canal direto com as instituições financeiras, porque, via de regra, a remuneração dos investimentos é maior, mas pode acontecer de você conseguir as mesmas taxas via corretora.

 

No entanto, você precisa ficar ligado!

A corretora não trabalha de graça.

Diversos produtos, de vários emissores, são colocados “na vitrine” da corretora e você paga a corretora na medida em que as taxas são um pouco menores.

Ainda, muitos investimentos estão com taxas (custódia), ou cobram através de redução do percentual do rendimento que você teria caso investisse diretamente com o emissor do título.

Mas, por exemplo, para tesouro direto e renda fixa no geral, várias corretoras não cobram taxa alguma.

Então fique esperto e fuja de corretoras que cobram para você fazer esses tipos de investimento!

PS: Eu tenho como pressuposto que você vai aprender a investir por conta própria, e não simplesmente vai pedir pro seu “assessor” alocar para você.

 

Corretoras de valores - como utilizar?

Existe risco de investir por corretoras?

Depende.

Se você transferir o seu dinheiro e logo investir, não há risco algum, porque a corretora funcionou apenas como intermediário, fazendo a ponte entre você e o banco!

Ou seja, o seu dinheiro não fica na corretora, e por isso você tem a garantia do FGC ou, se for o caso, a “confiança” no emissor (caso seja um investimento que não é coberto pelo FGC, como Fundo de Investimento).

No entanto, se você transferir seu dinheiro para a corretora e deixar ele parado, você corre risco SIM!

O risco, neste caso, é que a corretora vá a falência e que você não tenha garantia alguma de receber o seu dinheiro de volta.

Mas calma! Não é tão comum as corretoras de investimento quebrarem e também não é comum o investidor deixar o dinheiro parado sem render nada (espero que não seja o seu caso).

Portanto, você não precisa ter receio de usar as corretoras, mas precisa saber escolher bem!

 

Corretora de valores - o medo, no início, é comum!

Tenho medo de usar as corretoras, e agora?

Olha, o que eu posso dizer é que eu também tive medo de começar.

Na realidade, era um misto de medo e preguiça, porque já tinha lido bastante sobre e tinha vontade de melhorar os rendimentos dos meus investimentos.

Mas a curiosidade, o estudo e a vontade de melhorar foram maiores e eu venci o medo.

O que tornou minha decisão mais fácil foi o fato de que a CVM, a Comissão de Valores Mobiliários, é um órgão sério e que o Banco Central  também realiza uma fiscalização em cima do sistema todo.

Depois que você começa, vai pegando confiança cada vez mais nas instituições e vai perceber que o maior risco, na verdade, é o de você fazer escolhas que não são as melhores e que, caso tivesse pensado um pouco mais, poderia ter rendimentos maiores!

De qualquer forma, estude bastante e comece com pouco para ficar mais seguro!

 

OK! Agora, como faço para escolher uma corretora para começar?

Sendo bem sincero, você deve considerar algumas coisas.

Você precisa escolher uma corretora que te passe segurança, cujo site tenha uma boa interface e um sistema estável, sempre à mão.

Ainda, você precisa ver se a sua corretora oferece várias opções de investimentos, e não só investimentos emitidos por 2 ou 3 instituições diferentes.

Por último, vale a pena conferir as taxas oferecidas para cada investimento na corretora e comparar os mesmos títulos em outros lugares, pois as taxas às vezes variam!

O que eu faço (e recomendo) é ter conta em algumas corretoras de sua preferência e aí, quando chega o momento que eu vou investir, faço uma pesquisa rápida daquilo que é mais interessante e vejo em qual lugar há a melhor condição de fazer esse investimento.

Para começo de conversa, você pode pesquisar as corretoras que não cobram taxa de administração para investimento no Tesouro Direto no site do próprio Tesouro.

Depois, veja se a corretora cobra algo para realizar TEDs de retirada, pois existem muitas que cobram, apesar do procedimento ser de graça na maoria delas.

Finalmente, para usuários mais avançados e de perfil mais arrojado, procure saber qual é o preço da corretagem e qual o valor da custódia cobrada pela corretora, pois também são valores que fazem a diferença!

Algumas corretoras que têm taxa zero de TED e de administração de Tesouro Direto são:

Já é uma lista considerável e que vale a pena dar uma olhada nas vantagens e desvantagens de cada uma!

Lembrando que essa lista é mais interessante para quem procura investimentos em Renda Fixa!

Corretoras de investimento - Compare sempre em várias fontes antes de investir, pois você pode achar taxas mais interessantes!

 

Conclusão

As corretoras de investimento devem ser uma ferramenta a ser utilizada a seu favor, ou seja, não devem ser usadas de forma automática.

Você precisa pesquisar e se informar caso queira obter sempre o melhor rendimento.

Se você tem medo ou algum tipo de receio, vale a pena começar com pouco dinheiro, de modo que você comece a sentir mais segurança aos poucos.

Depois de um tempo, você vai entender, assim como eu entendi, que são as corretoras que viabilizam boa parte dos seus investimentos!

Obviamente, como já foi dito, invista sempre de forma prudente.

Jamais adquira algo que você não sabe, de forma mínima, como funciona!

Um grande abraço.

 

TL;DR: Corretoras de investimento é um local que reúne vários tipos de investimentos emitidos por diversas instituições.

Vale a pena buscar as que (não) cobram taxas (baixas) e que oferecem sempre as melhores taxas.

Não é recomendável deixar dinheiro parado na conta de investimento da corretora.

Pesquise sempre antes de investir, pois as boas oportunidades sempre estão lá!