COPOM reduz taxa SELIC a 7%

Olá amigo,

Hoje vamos tratar de um assunto muito atual e que é de interesse de todos os investidores: a reunião do COPOM.

Acontece que ontem (06/12/2017) foi finalizada a reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária) e, como resultado, foi divulgada a nova meta da SELIC que passou de 7,5% para 7%.

Se você acompanha notícias, ainda que básicas, sobre economia, você com certeza viu que este foi praticamente o assunto do dia e que esta é a menor taxa histórica.

No entanto, este corte já era esperado pelo mercado, então não houve grande espanto quando a decisão do Comitê foi divulgada.

Sempre observe as previsões sobre o mercado antes de fazer investimentos para longo prazo!
É importante observar o que te espera no horizonte antes de investir.

O que me preocupa é que, apesar da taxa básica de juros diminuir, os custos de serviços bancários e/ou de cartão de crédito não são reduzidos na mesma proporção.

Ainda, por mais que se fale que “os juros reais estão melhores porque a inflação está menor”, eu discordo.

Isto porque, por mais que os números apontem para uma inflação comportada, na prática, e pelo menos para mim, o preço dos produtos continuam aumentando no mesmo ritmo.

Portanto, é um momento de investir com cuidado e pensar em várias circunstâncias que vão influenciar seus investimentos no futuro:

  • manutenção dos cortes da meta da SELIC;
  • 2018 é um ano de eleições nacionais e que, possivelmente, vai mexer com o mercado nacional;
  • muito se fala em aumento da meta da SELIC no final de 2018, mas para 7%;
  • renda fixa ficando para trás quando comparada à renda variável;
  • valorização da BitCoin e algumas outras criptomoedas.

O que fazer em tempos de incerteza?

Primeiramente, não existe uma “receita de bolo” quando o assunto é investimento.

Mas uma recomendação que serve para o investidor manter sua carteira segura (e isso serve mesmo para tempos de segurança e estabilidade do mercado) é diversificar seus investimentos.

Procure distribuir seus investimentos em títulos pós-fixados atrelados ao CDI, atrelados ao IPCA e, se a taxa estiver interessante, busque pré-fixados também.

Você também pode avaliar ingressar na renda variável, como Fundos de Investimento (seja multimercado, seja de imóveis ou ações), pois você somente vai aumentar a rentabilidade caso aumente sua exposição aos riscos.

Ademais, você deve manter seu plano de investimento.

A parcela que você investe para longo prazo, continue com a estratégia de longo prazo.

Também não vale muito a pena girar dinheiro investido em algo que serve como fundo de emergência (a não ser que você saia de uma poupança para ir para um CDB 100% CDI com liquidez diária hahaha).

Agora, se você possui dinheiro para arriscar um pouco, pode valer a pena entrar em alguns fundos de investimento, procurar ações sólidas e também criptomoedas (COM CAUTELA).

 

Pesquisar antes de fazer seus investimento é essencial para garantir bons rendimentos
Sempre pesquise antes de realizar seus investimentos, só assim você pode garantir uma boa performance da sua carteira!

Apesar dessas informações, sempre pesquise bem antes de “travar” seu dinheiro!

O maior risco de quem investe por conta própria em renda fixa é tomar decisões precipitadas e investir em algo que não vai oferecer a melhor rentabilidade para o período!

Ainda vou escrever sobre criptomoedas e fundos de investimento, mas pretendo terminar de cobrir a renda fixa antes!

Se tiver alguma sugestão, dúvida e/ou crítica mande uma mensagem!

Recentemente criei uma página no facebook para facilitar a divulgação dos textos, você pode curtir no menu lateral e visitar para ver as novidades com a comodidade do facebook!

 

Um grande abraço!

CDB – Certificado de Depósito Bancário – o que é? Vale a pena?

O que é CDB – Certificado de Depósito Bancário – conheça um dos melhores investimentos atualmente.

 

Vamos conhecer o que é CDB, como funciona e se vale a pena!
Hoje vou trazer informações para você conhecer um pouco mais o CDB!

O que é o CDB e como funciona?

CDB nada mais é do que Certificado de Depósito Bancário.

É um título de renda fixa privado que está entre os mais negociados, tendo em vista a sua versatilidade e fácil acesso.

No CDB o investidor (você) empresta o dinheiro para o banco que vai o recompensar pagando os juros.

O banco, por sua vez e com o seu dinheiro em caixa, empresta para uma terceira pessoa, que vai pagar juros muito mais altos ao banco.

Desta forma, basicamente, o banco vai ganhar dinheiro usando o seu dinheiro e te dando parte do lucro, funcionando como um intermediário entre quem investe (você) e quem precisa de empréstimo.

O CDB é um investimento versátil porque existem CDBs com aplicação mínima baixa e mais alta, com vencimentos curtos e longos (inclusive com liquidez diária).

 

Qual o risco de investir em CDB?

Assim como nas LCIs, o risco é baixo, pois é um título que é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250.000,00 por CPF por banco.

Como você pode já ter percebido, o FGC ajuda a ter uma confiança e buscar por taxas melhores, não é?

Só não se esqueça de conferir a saúde financeira do lugar onde você pretende investir!

Ainda, há o risco da liquidez, ou seja, você pode precisar do dinheiro antes do vencimento.

No caso dos CDBs, existem algumas opções com liquidez diária.

Isto significa que você pode resgatar o valor investido quando precisar e sem ter um ônus por isso.

Claro que há um preço e, normalmente, os CDBs com liquidez diária tem rendimento abaixo daqueles que são “engessados” (com prazo de vencimento maior e que não é flexível).

 

Existem tipos de CDB?

Sim, existem os CDBs pré-fixados, os pós-fixados e os mistos.

Assim como nas LCIs, os CDBs pré-fixados são aqueles onde você sabe qual é a taxa de juros que você vai receber durante o período de validade do seu investimento.

Como exemplo, se você investir num CDB que paga 12% ao ano, já sabe qual a rentabilidade que terá ao final e, por isso, é pré-fixado.

Já nos CDBs pós-fixados, o seu investimento vai ser atrelado ao CDI, normalmente em porcentagem do CDI.

Logo, se antes do vencimento do seu título o CDI oscilar, o rendimento vai acompanhar esse movimento.

Vale lembrar o que já escrevi no artigo sobre as LCIs: “Não há meio de falar se a modalidade pré-fixada é melhor que a pós ou vice-versa.

Isto ocorre porque o mercado é dinâmico e muda o tempo todo.

Se você acredita que os juros vão cair e estamos num momento de alta, pode ser a hora de “travar” um pouco do seu dinheiro num investimento pré-fixado.

No entanto, se a expectativa é que os juros subam mais, é muito melhor investir num título pós-fixado, porque os seus rendimentos vão aumentar conforme os juros sobem.”

Finalmente, existem alguns CDBs que são mistos e pagam uma porcentagem fixa somada a algum outro fator, como o IPCA.

Apesar de serem um pouco mais complexos, o funcionamento é o mesmo!

 

Qual é a tributação que incide sobre os CDBs?

Diferentemente das LCIs e LCAs, há cobrança de imposto de renda sobre os rendimentos do CDB.

Esta cobrança é feita de forma regressiva e começa com a alíquota de 22,5% para investimentos com prazo inferior a 180 dias e vai até 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias.

A alíquota é de 20% para investimentos feitos de 181 a 360 dias e é de 17,5% para aplicações feitas entre 361 a 720 dias.

A cobrança do Imposto de renda fica assim:

  • 22,5% se deixar investido menos de 180 dias
  • 20% se deixar investido de 181 dias até 360 dias
  • 17,5% se deixar investido entre 361 dias a 720 dias
  • 15% se deixar investido mais de 721 dias

Isto faz com que os CDBs tenham vantagem ao longo do tempo, porque a alíquota cai para o mínimo após 2 anos.

Ademais, há a cobrança de IOF caso você retire seu dinheiro antes de completar 30 dias de aplicação.

A cobrança do IOF também é feita de forma regressiva (a alíquota é de 96% no primeiro dia e no trigésimo dia é de 0%).

Portanto, não é vantajoso investir num CDB, mesmo se for de liquidez diária, e sacar o valor antes que complete 30 dias de investimento!

Existe taxa de administração ou alguma outra cobrança?

Não há taxa de administração ou qualquer outra cobrança para investir em CDBs!

Vale lembrar que aqui é você quem está emprestando dinheiro ao banco!

Portanto, a única coisa que “vale a pena” pagar são os tributos, IOF e IR, pois de resto não deve haver cobrança!

 

Oras, mas como o banco ganha dinheiro com isso?

Veja bem, se o banco pega dinheiro emprestado de você pagando 12% ao ano de juros, é porque, provavelmente, ele empresta cobrando 40% ao ano de quem precisa desse dinheiro.

Assim, veja que não há muito segredo, você empresta dinheiro ao banco para que ele lucre com isto, este é o custo do seu investimento!

 

Como investir em CDB?

Existem duas maneiras.

A melhor maneira, na minha opinião, é abrir conta de investimento diretamente nas instituições financeiras, porque assim você não tem intermediário e garante sempre as melhores taxas.

Mas há quem prefira fazer tudo por corretoras, pois não gosta de administrar diversas contas e senhas, isto é questão de preferência.

Particularmente, eu prefiro anotar as contas e senhas do que pagar uma porcentagem do meu rendimento para terceiros, sendo que eu poderia fazer o mesmo trabalho com facilidade.

Exemplos de instituições que oferecem CDB em diversos prazos de vencimento e taxas:

www.bancointer.com.br

www.daycovalinveste.com.br

www.sofisadireto.com.br

E também as corretoras:

www.easynvest.com.br

www.xpi.com.br

www.orama.com.br

Vou elaborar uma lista em breve!

 

Conclusão

CDB, assim como a LCI, é um bom investimento para qualquer carteira de renda fixa.

Normalmente possui taxas bem atraentes, mas há cobrança de imposto de renda!

Como dica, vale sempre lembrar que, normalmente, para prazos mais longos, o CDB vale mais a pena porque a alíquota do Imposto de Renda diminui de forma gradativa e atinge o mínimo com 2 anos de investimento!

Assim, é sempre bom comparar os seus possíveis investimentos para sempre conseguir o melhor rendimento para o seu dinheiro!

 

TL;DR: CDB é um investimento seguro, simples e que vale a pena para prazos longos por conta da redução gradual do IR.

 

Um grande abraço!

LCI - Letras de Crédito Imobiliário

LCI – Letra de Crédito Imobiliário – o que é? Vale a pena?

O que é LCI – Letra de Crédito Imobiliário – conheça esta excelente alternativa de investimento

 

O que é a LCI e como funciona?

De forma bem direta: LCI significa Letra de Crédito Imobiliário.

Ela foi criada com o objetivo de incentivar o mercado imobiliário através do investimento para aumentar o crédito.

Basicamente, você, ao investir em LCI de um banco, está emprestando dinheiro a ele que, por sua vez, vai dar crédito (emprestar dinheiro) para alguém para fins de crédito imobiliário.

A LCI é considerada como um ótimo investimento porque é simples de entender e também é isenta de Imposto de Renda, o que facilita muito a vida do investidor.

Sempre que você investe em uma LCI, você automaticamente já sabe o prazo e como vai ser feita a remuneração e, por isso, ela é um investimento de renda fixa.

 

 

Qual o risco de investir em LCI?

O risco é baixo, tendo em vista que é um título que entra na garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o limite de R$ 250.000,00 por CPF por instituição financeira.

Assim, você pode ficar bem a vontade para aplicar, pois 250 mil reais é um valor bem alto.

No entanto, você precisa ficar ligado, pois conforme a segurança e saúde financeira que tem a instituição, as taxas por ela oferecidas vão variar.

Logo, se você resolver sempre procurar as melhores taxas, fique sempre ligado e pesquise para saber como anda o banco onde você pretende investir!

Há também o risco de você precisar do dinheiro antes do vencimento da sua LCI.

Por esta razão é importante ter uma reserva de emergência com liquidez (que possibilita o resgate de forma imediata), porque normalmente as LCIs só permitem o resgate do dinheiro na data do vencimento!

Isto quer dizer que, se você aplicar hoje numa LCI com prazo de 2 anos, mesmo que você precise do dinheiro daqui um ano, só vai poder retirar o dinheiro no final do segundo ano (vecimento do título).

 

 

Existem tipos de LCI?

Sim, existem as LCIS pré e as pós-fixadas.

De forma bem simples, os títulos pré-fixados são aqueles que você sabe exatamente qual os juros que você vai receber durante o prazo do investimento.

Por exemplo, se você for investir numa LCI que fala que a taxa é de 10% ao ano, este é um título pré-fixado, onde você pode calcular exatamente o dinheiro que vai ter no vencimento.

Por outro lado, nos títulos pós-fixados, o produto vai ter outro tipo de valor no campo de taxa, que vai ser em porcentagem do CDI.

Assim, se você for investir numa LCI que diz que a taxa é de 90% do CDI, quer dizer que se trata de um título pós-fixado, pois o rendimento do seu título vai variar de acordo com o CDI.

Não há meio de falar se a modalidade pré-fixada é melhor que a pós ou vice-versa.

Isto ocorre porque o mercado é dinâmico e muda o tempo todo.

Se você acredita que os juros vão cair e estamos num momento de alta, pode ser a hora de “travar” um pouco do seu dinheiro num investimento pré-fixado.

No entanto, se a expectativa é que os juros subam mais, é muito melhor investir num título pós-fixado, porque os seus rendimentos vão aumentar conforme os juros sobem.

 

 

As LCI são totalmente isentas de tributos?

NÃO.

A isenção de Imposto de Renda é uma vantagem enorme das LCIs.

No entanto, há cobrança de IOF caso você resgate seu dinheiro antes do prazo de 30 dias após a aplicação.

A cobrança do IOF é feita de forma regressiva (a alíquota é de 96% no primeiro dia e no trigésimo dia é de 0%).

Então, nada de investir e querer retirar o dinheiro logo no primeiro mês!

 

 

Existe taxa de administração ou alguma outra cobrança?

Não há taxa de administração e também nenhuma outra cobrança, tendo em vista que, no caso da LCI, você está praticamente fazendo um favor ao banco.

Mas você deve ficar atento, porque existem ofertas boas e ofertas ruins no mercado.

Por exemplo, você pode decidir procurar por LCIs que tenham vencimento em 2 anos.

Se procurar somente nos maiores bancos do mercado, provavelmente só vai achar taxas entre 60 e 70% do CDI, enquanto que em instituições de menor porte as taxas podem ir até 9X% do CDI.

Este é o preço que se paga caso você não estude e não pesquise direito, o rendimento é muito pior!

 

 

Como investir em LCI?

Existem duas maneiras.

A melhor maneira, na minha opinião, é abrir conta de investimento diretamente nas instituições financeiras, porque assim você não tem intermediário e garante sempre as melhores taxas.

Mas há quem prefira fazer tudo por corretoras, pois não gosta de administrar diversas contas e senhas, isto é questão de preferência.

Particularmente, eu prefiro anotar as contas e senhas do que pagar uma porcentagem do meu rendimento para terceiros, sendo que eu poderia fazer o mesmo trabalho com facilidade.

Exemplos de instituições que oferecem LCI em diversos prazos de vencimento e taxas:

www.bancointer.com.br

www.daycovalinveste.com.br

www.sofisadireto.com.br

E também as corretoras:

www.easynvest.com.br

www.xpi.com.br

www.orama.com.br

 

Lembrando que são apenas exemplos, ainda vou elaborar uma lista mais completa com vários sites.

 

Conclusão

LCI é definitivamente um investimento recomendável para qualquer carteira que tenha renda fixa envolvida.

Como investimento é difícil bater seu rendimento devido à isenção de Imposto de Renda.

Mas antes de investir é sempre bom comparar com outros produtos!

 

TL;DR: LCI é um investimento seguro, fácil de entender e que vale a pena para prazos maiores, por conta da ação dos juros compostos.

 

Um grande abraço!

O que é SELIC? Como funciona?

 

O que é SELIC?

O que é SELIC?

SELIC significa Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. A taxa SELIC é a taxa obtida através da média ajustada dos financiamentos diários para titulos públicos federais.

A taxa SELIC também é chamada de taxa básica ou taxa média do over e, assim como o CDI, serve para indexar as operações de curto prazo entre os bancos, mas a diferença é que a SELIC é calculada com base na garantia em títulos públicos (papéis que o governo federal emite em favor dos bancos ao tomar dinheiro emprestado, de forma simples).

Por esta razão, como as operações estão garantidas pelo próprio governo (pois sao títulos emitidos por ele que servem como lastro dos empréstimos), a taxa SELIC acaba por servir de referência para todas as outras taxas de juros da nossa economia.

 

Como funciona a SELIC? O que é COPOM?

A SELIC, por se comportar de forma muito semelhante ao CDI, tem a variação bem parecida: diária.

No entanto, nós sempre ouvimos falar que o COPOM (Comitê de Política Monetária) abaixou ou elevou a taxa. Só que, na verdade, o COPOM apenas determina a meta da SELIC.

Para efeitos práticos esta informação não serve muito, porque a SELIC, de fato, sempre fica muito próxima à meta estabelecida pelo COPOM.

Por ser taxa básica, a SELIC normalmente é a taxa mais baixa que temos, mas isso pode não ocorrer em cenários onde o governo está praticando uma polítia monetária restritiva visando diminuir a inflação.

Neste caso, a SELIC pode ser mais alta no momento atual do que as taxas para longo prazo, porque o mercado acredita que a política monetária adotada vai reduzir a inflação e acarretar numa queda de juros no longo prazo (o mercado vai se adaptando conforme as circunstâncias).

 

O que o SELIC tem a ver com meus investimentos?

A SELIC afeta diretamente os investimentos de renda fixa (indexados ao CDI: CDB, LCI, LCA, LC, Debêntures e até Fundos de Investimento), pois ela está ligada diretamente com o CDI, ou seja, se a taxa SELIC aumenta, o rendimento dos seus investimentos feitos em porcentagem do CDI (X% do CDI) também aumenta, e se ela diminuir, o mesmo ocorre com a rentabilidade dos seus investimentos.

 

SELIC alta ou SELIC baixa? Qual é melhor?

A economia funciona de forma equilibrada, pelo menos teoricamente.

Se os juros estão altos, quer dizer que seus investimentos vão render mais.

Com a SELIC mais alta, o interesse de estrangeiros em investir no Brasil também cresce. Assim, aumenta o fluxo de dólares para o mercado interno e, por essa razão, o dólar fica mais barato, puxando o preço dos produtos importados para baixo.

Ainda, a SELIC alta influencia nos juros cobrados pelos bancos e na dificuldade para conseguir empréstimos, pois haverá maior custo para os próprios bancos captarem dinheiro (eles vão ter que pagar mais caro para ter o dinheiro).

A alta da SELIC pode gerar um efeito em cadeia e encarecer o valor de produtos que chegam a nós (o dinheiro ficará mais caro), ou seja, não adianta o seu dinheiro investido render mais se o preço para viver também vai ser elevado.

Por isso o ideal é que exista harmonia.

O Banco Central do Brasil disponibiliza a meta atual, a taxa SELIC atual, bem como um histórico completo.

 

Espero que tenha sido esclarecedor, apesar desta informação, sozinha, não ser de inestimável serventia, ela se complementa e é um conhecimento praticamente fundamental.

Deixe seu comentário caso tenha dúvida, sugestão, crítica ou caso queira apenas deixar uma mensagem!

Um grande abraço.

 

 

Poupança: está valendo a pena investir?

Poupança: está valendo a pena investir?

Olá amigo,

Hoje vamos tratar de um assunto que ainda é discutido entre pessoas que estão começando a investir, que é a poupança.
Com as consecutivas baixas da SELIC e do CDI, será que investir na poupança está valendo a pena? É o que nós vamos ver!

 

 

Existem diversos investimentos que são melhores que a poupança

Como funciona a caderneta de poupança?

Primeiramente, você sabe como é que a poupança funciona?

De acordo com a atual legislação, ela pode funcionar de dois jeitos e isso vai ser de acordo com a meta da SELIC.

  • Se a meta da SELIC estiver igual ou maior a 8,5% ao ano, a remuneração da poupança vai ser de 0,5%+Taxa Referencial por mês.
  • Se a meta da SELIC estiver abaixo de 8,5% ao ano, a remuneração vai ser de 70% da SELIC+Taxa Referencial (devidamente “mensalizado”) por mês.
  • Nota importante: para depósitos feitos na caderneta de poupança até 03 de maio de 2012, a regra que vale é a antiga, ou seja, continua de 0,5% ao mês+Taxa Referencial.

Esse mecanismo serve para que o governo não tenha que pagar muito caro se a SELIC cair demais, fazendo com que o rendimento da poupança ficasse superior aos outros tipos de investimentos.

O motivo de muitas pessoas ainda preferirem ela é a sua simplicidade, pois é possível “investir” de forma muito fácil e rápida. Além do fato de não haver cobrança de imposto de renda.

No entanto, isto também é uma armadilha, pois, por exemplo, os rendimentos da poupança só acontecem uma vez por mês na chamada “data de aniversário”.

Mas vamos manter o foco no artigo.

 

O que é a Taxa Referencial?

A taxa referencial é uma taxa de juros criada em 1991 durante o chamado Plano Collor II, ela fazia parte de um conjunto de medidas visando controlar a infação

Atualmente ela é usada no cálculo de rendimento de alguns tipos de investimento como títulos públicos, poupança, financiamentos do Sistema Financeiro de Habitação, seguros e pagamentos a prazo.

Ela é calculada pelo Banco Central, que tira uma média dos Certificados de Depósito Bancários (CDBs) prefixados das 30 maiores instituições financeiras do país.

O grande problema é que a Taxa Referencial tem um valor muito baixo (foi de 0% nos meses de setembro e outubro  de 2017), conforme pode ser observado neste histórico.

 

Por que as pessoas investem na poupança?

Como citei acima, as pessoas investem na poupança em razão da simplicidade (apenas aparente) onde elas transferem o dinheiro para a conta poupança e o dinheiro passa a render.

Outra vantagem é a isenção ao recolhimento de Imposto de Renda.

Finalmente, para completar o pacote, há a liquidez, que traz a possibilidade ao investidor de resgatar seu dinheiro a qualquer tempo, dando uma sensação de segurança, vez que sempre que precisar o dinheiro vai estar ali ao seu alcance.

 

Quais as razões para não investir na poupança?

São inúmeras as razões para fugir da poupança.

A principal delas é a rendimento, que é muito baixo quando comparado aos demais investimentos disponíveis no mercado.

Veja, se você investir num Certificado de Depósito Bancário (CDB) que paga 100% do CDI, mesmo pagando imposto de renda sobre seus rendimentos, você obteria um valor maior ao final de 1 ano, por exemplo.

Comparação - Poupança X CDB 100% CDI
Comparação entre um investimento na poupança e um investimento em CDB que paga 100% do CDI – prazo de 1 ano e investimento de R$ 10.000,00

Isto ocorre por conta do mecanismo que eu citei no começo deste post.

Com a SELIC abaixo de 8,5%, a poupança está rendendo 70% da SELIC mais a Taxa Referencial.

Ocorre que esse valor da poupança, na prática, sempre fica inferior ao que renderia um investimento que paga 100% do CDI, mesmo pagando imposto de renda.

O pior é que, quanto maior o prazo, pior fica o rendimento da poupança se comparado a outros investimentos, por conta do funcionamento dos juros compostos.

 

Existe investimento tão seguro quanto a poupança e que rende mais?

Existem diversas opções que são “tão seguras quanto a poupança” e que rendem mais.

Veja, o próprio Tesouro Direto rende mais que a poupança e é garantido pelo próprio Governo Federal.

Além disso, investimentos como CDB, LCI, LCA, LC, RDB, Letras Imobiliárias e Letras Hipotecárias possuem garantia do Fundo Garantidor de Crédito, o FGC, que é uma espécie de seguro para investidores que cobre até R$ 250.000,00 por instituição financeira por CPF.

 

 

Desta maneira, é fácil concluir que a poupança é pior que os investimentos médios que temos disponíveis no mercado, ou seja, não está valendo a pena.

Para melhorar seus rendimentos é necessário sempre estudar e se atualizar, pois somente assim você pode determinar qual o melhor investimento para fazer com o seu dinheiro!

 

TL;DR: A poupança tem rendimento pior se a meta da SELIC estiver abaixo de 8,5% ao ano. Isto faz com que ela continue não valendo a pena na maioria dos cenários.

 

Um grande abraço!