Objetivos, hábitos e independência financeira

Independência Financeira – post inicial: objetivos e hábito de investir

 

Olá amigo,

Hoje o texto é um pouco mais reflexivo do que informativo.

Você sabe o que é independência financeira?

É um conceito de depende de ponto de vista, o que para mim é independência financeira pode não ser para você.

Mas existe uma certeza, para chegar lá é necessário esforço e disciplina!

No meu caso, independência financeira é atingir um ponto onde as minhas despesas vão ser absorvidas pelos rendimentos dos meus investimentos.

Ou seja, os rendimentos dos meus investimentos vão superar todos os meus gastos com habitação, comida, transporte, lazer e etc.

Obviamente é um objetivo de longo prazo e que eu tenho consciência de que não vai ser fácil realizar, mas estou disposto a fazer o possível para chegar lá!

Assim, na minha opinião, todos que investem deveriam traçar algumas metas e objetivos de curto, médio e longo prazo.

Eles servem para facilitar a sua vida financeira, bem como para deixar essa tarefa mais tranquila ao longo do tempo.

 

Independência Financeira é um processo longo mas recompensador
Com o tempo você percebe que o seu esforça gera resultados!

 

Como organizar as minhas metas e objetivos?

Existem várias maneiras de fazer isso, como estabelecer que em um ano você quer investir X mil reais, ou que durante um ano você vai investir dinheiro para sua viagem de férias do ano seguinte.

É um processo que exige disciplina e planejamento.

Desta forma, você evita de parcelar a viagem e, dependendo do caso, consegue aproveitar promoções e descontos!

Funciona da mesma forma para médio e longo prazos.

Se o seu objetivo é comprar um carro, uma casa, um apartamento, planejar uma viagem e até uma festa, o ideal é se planejar com antecedência e investir de antemão!

Com o passar do tempo, investir vai se tornar um hábito e você vai sentir, assim como eu quando comecei a perceber o poder dos investimentos e dos juros compostos, como é bom ter investido e ver seus rendimentos mês a mês.

 

Há um longo caminho pela frente, há meios de deixá-lo mais tranquilo!

 

É fácil falar em investir, mas não consigo guardar dinheiro!

Veja, a maioria das pessoas pensa que o dinheiro de investimento é “o que sobrar no final do mês”.

Este pensamento está equivocado e acaba fazendo com que você enrole e sabote o seu próprio futuro.

Por que?

Se você fica com seu dinheiro na conta disponível para pagar tudo aquilo que você “precisar”, você tem a sensação tranquilidade e poder, compra coisas desnecessárias e desperdiça dinheiro.

É tudo poder de hábito.

Faça uma experiência e registre TUDO o que consome, todos os pagamentos que você faz, sem exceções.

Se você usa seu dinheiro apenas com o essencial e, por esta razão, lhe falta dinheiro para investir, talvez você deva reavaliar a sua situação e pensar em formas de ganhar mais dinheiro (seja buscando qualificação, outro emprego ou atividades paralelas),

No entanto, a grande maioria das pessoas vai perceber que desperdiça dinheiro com bobagens, como tomar café todos os dias numa padaria, comer em restaurantes durante todos os dias da semana, ter plano de internet que sequer usa metade da franquia, pagar academia sem sequer frequentar… a lista vai longe.

Se este for o seu caso, você deve ter percebido que os valores são consideráveis não é? Imagina o estrago que isso faz durante o ano!

 

Alguma resposta então para evitar o desperdício?

No meu caso, a solução que encontrei foi separar o dinheiro para investimentos antes mesmo de pagar as contas.

Trato esse dinheiro como se fosse uma parcela de dívida.

De forma religiosa transfiro o dinheiro para contas de investimento e, só depois, vou avaliar o que tenho que pagar e quanto dinheiro tenho disponível para “gastar”.

Não preciso falar que tenho noção dos meus gastos para evitar surpresas, né?

Você acaba adquirindo um costume de viver com o que você precisa, e não com aquilo que as empresas querem que você ache que precisa.

Assim você consegue driblar de forma inteligente o consumismo.

Pode até parecer estranho, e vou escrever sobre isto, mas o mercado vive do consumo e nosso dinheiro é o combustível.

 

Conclusão

A estrada é bem longa para se atingir o objetivo final, o caminho não é nada fácil, mas se você fizer um planejamento e se manter constante, pode ter certeza que vai chegar lá!

Mudar o estilo de vida e mudar sua forma de pensar são tarefas muito complicadas, mas são dois fatores que facilitam demais a vida de quem pretende guardar dinheiro para investir.

Pretendo escrever mais sobre o tema, mas fica este aqui como post inicial.

Espero que tenha sido uma boa leitura!

Um grande abraço.

 

TL;DR: Investimento deve se tornar um hábito para fazer você atingir suas metas.

Estabelecer objetivos com prazos variados ajuda para planejar os investimentos.

Saber quais são suas despesas e conter os gastos desnecessários é essencial para cumprir seus planos.

O que é IPCA? Como funciona?

Seguindo a série “O que é?”, hoje temos uma explicação sobre o IPCA. Vamos lá?

 

O que é?
O que é IPCA? Como funciona?

 

O que é IPCA?

IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

Ele foi criado para verificar a variação do preço de determinados produtos no varejo, referente ao consumo das famílias “médias” (com rendimento de 1 a 40 salários mínimos) e é o índice escolhido para medir a inflação no Brasil.

O IPCA é divulgado de forma mensal pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Então, basicamente, se o preço dos produtos (são 9 itens que servem como base para o cálculo do IPCA) que as pessoas consomem subir, o IPCA também vai subir.

Isto quer dizer que, em cenários que a inflação está alta, caso o seu dinheiro não “cresça” no mesmo ritmo, você perde dinheiro, porque o montante que você tem vai poder comprar menos coisas.

Quer um exemplo prático?

Imagine que você, em janeiro de 2010, tinha R$ 100 e que com esses cem reais era possível comprar 2 camisetas.

Mas imagine, também, que durante o ano todo de 2010, a inflação acumulada foi de 10%.

Isto quer dizer que, em janeiro de 2011, as camisetas estão custando R$ 110 e que você não consegue mais comprá-las com seus R$ 100.

Ou seja, você perdeu seu poder de compra.

É por essa razão que ninguém recomenda “guardar dinheiro embaixo do colchão”, e também é por esta razão que, quando se diz que o objetivo do investimento é somente manter o poder de compra, normalmente, está se falando de um investimento atrelado ao IPCA.

Finalmente, você precisa saber que, se a inflação num determinado mês for menor do que no mês anterior ou no mesmo mês do ano passado, isso não quer dizer os preços vão cair, isto na verdade quer dizer que eles subiram menos se comparados com o mês anterior ou do ano passado.

 

Como é calculado o IPCA?

Como já dito acima, o IPCA é calculado mensalmente para medir a variação do preço de produtos importantes ao consumidor.

São levadas em consideração as seguintes categorias: 1) Alimentação e bebidas, 2) Artigos de residência, 3) Comunicação, 4) Despesas pessoais, 5) Educação, 6) Habitação, 7) Saúde e cuidados pessoais, 8) Transporte e 9) Vestuário.

Assim, o índice varia de conforme oscilarem os preços dos subitens dentro de cada item!

Ainda, é necessário salientar que entram na conta somente os preços praticados nas seguintes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Belém, Goiânia, Fortaleza, Brasília, Vitória e Campo Grande.

Isso significa que ele não leva em consideração a realidade de todas as cidades brasileiras.

 

 

O que o IPCA tem a ver com meus investimentos?

O IPCA foi adotado pelo Banco Central como índice para medir a inflação no país.

Assim, é com base no IPCA que o governo elabora a meta de inflação e define as políticas públicas monetárias e as ações que vão ser tomadas na economia brasileira.

Desta forma, o IPCA influencia de forma indireta todos os investimentos, porque uma hora acaba afetando a própria SELIC.

No mais, existem investimentos que são remunerados com base no IPCA.

São títulos que, na maioria das vezes, são utilizados para proteger o dinheiro do investidor para que ele não seja corroído pela inflação.

São exemplos os títulos indexados ao IPCA: Tesouro IPCA+ (NTNBs), LCIs, LCAs, CDBs e até fundos de investimento!

Vale ressaltar que, dependendo do cenário econômico, os investimentos que rendem conforme o IPCA podem ter bons rendimentos e até superar os que são atrelados ao CDI!

Esse é um cenário que está acontecendo atualmente (novembro de 2017).

A taxa SELIC caiu de forma significativa e, quem investiu em títulos que rendem X%+IPCA, está vendo um rendimento maior nesta parcela da carteira. (Onde X não é um valor absurdamente baixo).

 

Qual a razão do IPCA e os preços subirem? O que causa a inflação?

Genericamente falando, os preços sobem porque os custos de produção sobem ou porque os fornecedores e/ou intermediáros estão lucrando mais.

No entanto, há questões muito mais sensíveis embutidas nesta discussão como, por exemplo, gestão pública (no que se refere ao controle de gastos e devida administração dos recursos públicos).

Discussões políticas de lado, a inflação se eleva quando o governo gasta mais do que arrecada.

Assim, a melhor solução para manter a inflação controlada seria uma gestão harmônica dos recursos públicos (sem desvio de dinheiro público, por exemplo).

Isto, em última instância, promove uma reação em cadeia na economia trazendo mais investimentos ao país e possibilitando mais incentivos aos produtores e fornecedores, o que reduziria o preço praticado.

 

Conclusão

IPCA é o índice que foi escolhido para medir a inflação.

Além disso, também é utilizado como referência de remuneração de vários tipos de investimentos (Tesouro Direto, Fundos de Investimento, LCIs, LCAs, CDBs e etc)

É importante acompanhar a inflação para saber o quanto sua carteira tem de rendimento real (rendimento bruto subtraindo a inflação), pois ela vai afetar diretamente seus gastos mensais.

Portanto, é necessário estudar para conseguir sempre as melhores opções que se adequam à sua estratégia!

 

Isso é tudo, espero ter esclarecido um pouco sobre o IPCA e um grande abraço!

 

CDB – Certificado de Depósito Bancário – o que é? Vale a pena?

O que é CDB – Certificado de Depósito Bancário – conheça um dos melhores investimentos atualmente.

 

Vamos conhecer o que é CDB, como funciona e se vale a pena!
Hoje vou trazer informações para você conhecer um pouco mais o CDB!

O que é o CDB e como funciona?

CDB nada mais é do que Certificado de Depósito Bancário.

É um título de renda fixa privado que está entre os mais negociados, tendo em vista a sua versatilidade e fácil acesso.

No CDB o investidor (você) empresta o dinheiro para o banco que vai o recompensar pagando os juros.

O banco, por sua vez e com o seu dinheiro em caixa, empresta para uma terceira pessoa, que vai pagar juros muito mais altos ao banco.

Desta forma, basicamente, o banco vai ganhar dinheiro usando o seu dinheiro e te dando parte do lucro, funcionando como um intermediário entre quem investe (você) e quem precisa de empréstimo.

O CDB é um investimento versátil porque existem CDBs com aplicação mínima baixa e mais alta, com vencimentos curtos e longos (inclusive com liquidez diária).

 

Qual o risco de investir em CDB?

Assim como nas LCIs, o risco é baixo, pois é um título que é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite de R$ 250.000,00 por CPF por banco.

Como você pode já ter percebido, o FGC ajuda a ter uma confiança e buscar por taxas melhores, não é?

Só não se esqueça de conferir a saúde financeira do lugar onde você pretende investir!

Ainda, há o risco da liquidez, ou seja, você pode precisar do dinheiro antes do vencimento.

No caso dos CDBs, existem algumas opções com liquidez diária.

Isto significa que você pode resgatar o valor investido quando precisar e sem ter um ônus por isso.

Claro que há um preço e, normalmente, os CDBs com liquidez diária tem rendimento abaixo daqueles que são “engessados” (com prazo de vencimento maior e que não é flexível).

 

Existem tipos de CDB?

Sim, existem os CDBs pré-fixados, os pós-fixados e os mistos.

Assim como nas LCIs, os CDBs pré-fixados são aqueles onde você sabe qual é a taxa de juros que você vai receber durante o período de validade do seu investimento.

Como exemplo, se você investir num CDB que paga 12% ao ano, já sabe qual a rentabilidade que terá ao final e, por isso, é pré-fixado.

Já nos CDBs pós-fixados, o seu investimento vai ser atrelado ao CDI, normalmente em porcentagem do CDI.

Logo, se antes do vencimento do seu título o CDI oscilar, o rendimento vai acompanhar esse movimento.

Vale lembrar o que já escrevi no artigo sobre as LCIs: “Não há meio de falar se a modalidade pré-fixada é melhor que a pós ou vice-versa.

Isto ocorre porque o mercado é dinâmico e muda o tempo todo.

Se você acredita que os juros vão cair e estamos num momento de alta, pode ser a hora de “travar” um pouco do seu dinheiro num investimento pré-fixado.

No entanto, se a expectativa é que os juros subam mais, é muito melhor investir num título pós-fixado, porque os seus rendimentos vão aumentar conforme os juros sobem.”

Finalmente, existem alguns CDBs que são mistos e pagam uma porcentagem fixa somada a algum outro fator, como o IPCA.

Apesar de serem um pouco mais complexos, o funcionamento é o mesmo!

 

Qual é a tributação que incide sobre os CDBs?

Diferentemente das LCIs e LCAs, há cobrança de imposto de renda sobre os rendimentos do CDB.

Esta cobrança é feita de forma regressiva e começa com a alíquota de 22,5% para investimentos com prazo inferior a 180 dias e vai até 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias.

A alíquota é de 20% para investimentos feitos de 181 a 360 dias e é de 17,5% para aplicações feitas entre 361 a 720 dias.

A cobrança do Imposto de renda fica assim:

  • 22,5% se deixar investido menos de 180 dias
  • 20% se deixar investido de 181 dias até 360 dias
  • 17,5% se deixar investido entre 361 dias a 720 dias
  • 15% se deixar investido mais de 721 dias

Isto faz com que os CDBs tenham vantagem ao longo do tempo, porque a alíquota cai para o mínimo após 2 anos.

Ademais, há a cobrança de IOF caso você retire seu dinheiro antes de completar 30 dias de aplicação.

A cobrança do IOF também é feita de forma regressiva (a alíquota é de 96% no primeiro dia e no trigésimo dia é de 0%).

Portanto, não é vantajoso investir num CDB, mesmo se for de liquidez diária, e sacar o valor antes que complete 30 dias de investimento!

Existe taxa de administração ou alguma outra cobrança?

Não há taxa de administração ou qualquer outra cobrança para investir em CDBs!

Vale lembrar que aqui é você quem está emprestando dinheiro ao banco!

Portanto, a única coisa que “vale a pena” pagar são os tributos, IOF e IR, pois de resto não deve haver cobrança!

 

Oras, mas como o banco ganha dinheiro com isso?

Veja bem, se o banco pega dinheiro emprestado de você pagando 12% ao ano de juros, é porque, provavelmente, ele empresta cobrando 40% ao ano de quem precisa desse dinheiro.

Assim, veja que não há muito segredo, você empresta dinheiro ao banco para que ele lucre com isto, este é o custo do seu investimento!

 

Como investir em CDB?

Existem duas maneiras.

A melhor maneira, na minha opinião, é abrir conta de investimento diretamente nas instituições financeiras, porque assim você não tem intermediário e garante sempre as melhores taxas.

Mas há quem prefira fazer tudo por corretoras, pois não gosta de administrar diversas contas e senhas, isto é questão de preferência.

Particularmente, eu prefiro anotar as contas e senhas do que pagar uma porcentagem do meu rendimento para terceiros, sendo que eu poderia fazer o mesmo trabalho com facilidade.

Exemplos de instituições que oferecem CDB em diversos prazos de vencimento e taxas:

www.bancointer.com.br

www.daycovalinveste.com.br

www.sofisadireto.com.br

E também as corretoras:

www.easynvest.com.br

www.xpi.com.br

www.orama.com.br

Vou elaborar uma lista em breve!

 

Conclusão

CDB, assim como a LCI, é um bom investimento para qualquer carteira de renda fixa.

Normalmente possui taxas bem atraentes, mas há cobrança de imposto de renda!

Como dica, vale sempre lembrar que, normalmente, para prazos mais longos, o CDB vale mais a pena porque a alíquota do Imposto de Renda diminui de forma gradativa e atinge o mínimo com 2 anos de investimento!

Assim, é sempre bom comparar os seus possíveis investimentos para sempre conseguir o melhor rendimento para o seu dinheiro!

 

TL;DR: CDB é um investimento seguro, simples e que vale a pena para prazos longos por conta da redução gradual do IR.

 

Um grande abraço!

Análise da minha carteira – outubro de 2017

Olá amigo,

 

Demorei um pouco para escrever sobre o mês de outubro, mas finalmente vou fazer uma análise breve.

Mais uma vez, após as sucessivas quedas dos juros, a renda fixa tem sofrido com rendimentos menores do que estava acostumado, mas isso já era esperado.

Com relação à renda variável, tenho que o rendimento baixo se deu por conta do fim do ânimo todo da Bovespa.

Assim, o mercado esfriou um pouco e isso acabou por derrubar um pouco o rendimento de muitos investidores e fundos multimercado (genericamente falando).

No entanto, já existe sinalização de recuperação do investimentos e novo fôlego, por isso que é necessário ter sempre uma visão de prazo mais longo na hora de investir e saber qual seu perfil de investidor.

A tendência é que, diante da estabilização econômica e, possivelmente, a recuperação da confiança do investidor estrangeiro no Brasil, as taxas dos investimentos fique menor a partir de dezembro.

Lembrando que essa é uma leitura situacional, nada impede que aconteça um fato relevante que mude o cenário atual.

Sobre o rendimento da carteira

Na análise do rendimento total dos meus investimentos, o resultado foi tímido.

0,65% na renda fixa, sem novo aporte e 3,36% na total, com um “grande” aporte em fundo multimercado.

 

Variação mensal dos investimentos - total e renda fixa - outubro de 2017
Variação mensal dos meus investimentos – referência: Outubro/2017

 

Se formos ver bem, tivemos uma pequena desvalorização das cotas do fundo e, ainda, dentro deste montante, estão os valores investidos em Tesouro Direto (cujo valor dos títulos teve uma série de altas no final de outubro de começo de novembro).

A alta das taxas do Tesouro fez com que os valores caíssem ainda mais, mas isto não é problema, pois, para mim, o que vale é o valor no vencimento.

Ainda assim, desde maio deste ano, a variação total da carteira foi de +28,77% e a variação da carteira de renda fixa foi de +9,23%, o que considero satisfatório.

Note que, dentro da variação, eu conto meus aportes, logo há distorção e isto não reflete o rendimento real.

 

Já a composição da carteira teve um leve aumento em fundos (pulando para 15,5%) e que causou uma diminuição do montante dos outros tipos de investimento (21,4% de tesouro direto e 63,1% de renda fixa).

 

Composição simplificada da carteira - outubro de 2017
Composição simplificada da carteira – referência: Outubro/2017

 

O que vou fazer a partir de agora é observar com mais atenção antes de investir, pois poderia ter aproveitado oportunidades melhores (principalmente durante essa semana de “black friday”).

Dentro dessas oportunidades eu me refiro à renda fixa.

Alguns CDBs e LCs que, dentro dos meus objetivos, cairiam muito bem, mas que deixei de aproveitar por ter alocado tudo em fundos multimercado.

Apesar de não me arrepender, creio que poderia ter tomado uma decisão mais acertada.

 

Sobre os anúncios

Pretendo manter, mas vou testar conforme passar o tempo, para que não fique um visual poluído ou prejudique a leitura.

O objetivo é tentar abater parte do custo da hospedagem, pois é bem difícil ganhar dinheiro com publicidade desta forma.

Finalmente, estou preparando um simulador e gráfico de juros compostos, espero conseguir fazer funcionar em breve!

 

Um grande abraço!

LCI - Letras de Crédito Imobiliário

LCI – Letra de Crédito Imobiliário – o que é? Vale a pena?

O que é LCI – Letra de Crédito Imobiliário – conheça esta excelente alternativa de investimento

 

O que é a LCI e como funciona?

De forma bem direta: LCI significa Letra de Crédito Imobiliário.

Ela foi criada com o objetivo de incentivar o mercado imobiliário através do investimento para aumentar o crédito.

Basicamente, você, ao investir em LCI de um banco, está emprestando dinheiro a ele que, por sua vez, vai dar crédito (emprestar dinheiro) para alguém para fins de crédito imobiliário.

A LCI é considerada como um ótimo investimento porque é simples de entender e também é isenta de Imposto de Renda, o que facilita muito a vida do investidor.

Sempre que você investe em uma LCI, você automaticamente já sabe o prazo e como vai ser feita a remuneração e, por isso, ela é um investimento de renda fixa.

 

 

Qual o risco de investir em LCI?

O risco é baixo, tendo em vista que é um título que entra na garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até o limite de R$ 250.000,00 por CPF por instituição financeira.

Assim, você pode ficar bem a vontade para aplicar, pois 250 mil reais é um valor bem alto.

No entanto, você precisa ficar ligado, pois conforme a segurança e saúde financeira que tem a instituição, as taxas por ela oferecidas vão variar.

Logo, se você resolver sempre procurar as melhores taxas, fique sempre ligado e pesquise para saber como anda o banco onde você pretende investir!

Há também o risco de você precisar do dinheiro antes do vencimento da sua LCI.

Por esta razão é importante ter uma reserva de emergência com liquidez (que possibilita o resgate de forma imediata), porque normalmente as LCIs só permitem o resgate do dinheiro na data do vencimento!

Isto quer dizer que, se você aplicar hoje numa LCI com prazo de 2 anos, mesmo que você precise do dinheiro daqui um ano, só vai poder retirar o dinheiro no final do segundo ano (vecimento do título).

 

 

Existem tipos de LCI?

Sim, existem as LCIS pré e as pós-fixadas.

De forma bem simples, os títulos pré-fixados são aqueles que você sabe exatamente qual os juros que você vai receber durante o prazo do investimento.

Por exemplo, se você for investir numa LCI que fala que a taxa é de 10% ao ano, este é um título pré-fixado, onde você pode calcular exatamente o dinheiro que vai ter no vencimento.

Por outro lado, nos títulos pós-fixados, o produto vai ter outro tipo de valor no campo de taxa, que vai ser em porcentagem do CDI.

Assim, se você for investir numa LCI que diz que a taxa é de 90% do CDI, quer dizer que se trata de um título pós-fixado, pois o rendimento do seu título vai variar de acordo com o CDI.

Não há meio de falar se a modalidade pré-fixada é melhor que a pós ou vice-versa.

Isto ocorre porque o mercado é dinâmico e muda o tempo todo.

Se você acredita que os juros vão cair e estamos num momento de alta, pode ser a hora de “travar” um pouco do seu dinheiro num investimento pré-fixado.

No entanto, se a expectativa é que os juros subam mais, é muito melhor investir num título pós-fixado, porque os seus rendimentos vão aumentar conforme os juros sobem.

 

 

As LCI são totalmente isentas de tributos?

NÃO.

A isenção de Imposto de Renda é uma vantagem enorme das LCIs.

No entanto, há cobrança de IOF caso você resgate seu dinheiro antes do prazo de 30 dias após a aplicação.

A cobrança do IOF é feita de forma regressiva (a alíquota é de 96% no primeiro dia e no trigésimo dia é de 0%).

Então, nada de investir e querer retirar o dinheiro logo no primeiro mês!

 

 

Existe taxa de administração ou alguma outra cobrança?

Não há taxa de administração e também nenhuma outra cobrança, tendo em vista que, no caso da LCI, você está praticamente fazendo um favor ao banco.

Mas você deve ficar atento, porque existem ofertas boas e ofertas ruins no mercado.

Por exemplo, você pode decidir procurar por LCIs que tenham vencimento em 2 anos.

Se procurar somente nos maiores bancos do mercado, provavelmente só vai achar taxas entre 60 e 70% do CDI, enquanto que em instituições de menor porte as taxas podem ir até 9X% do CDI.

Este é o preço que se paga caso você não estude e não pesquise direito, o rendimento é muito pior!

 

 

Como investir em LCI?

Existem duas maneiras.

A melhor maneira, na minha opinião, é abrir conta de investimento diretamente nas instituições financeiras, porque assim você não tem intermediário e garante sempre as melhores taxas.

Mas há quem prefira fazer tudo por corretoras, pois não gosta de administrar diversas contas e senhas, isto é questão de preferência.

Particularmente, eu prefiro anotar as contas e senhas do que pagar uma porcentagem do meu rendimento para terceiros, sendo que eu poderia fazer o mesmo trabalho com facilidade.

Exemplos de instituições que oferecem LCI em diversos prazos de vencimento e taxas:

www.bancointer.com.br

www.daycovalinveste.com.br

www.sofisadireto.com.br

E também as corretoras:

www.easynvest.com.br

www.xpi.com.br

www.orama.com.br

 

Lembrando que são apenas exemplos, ainda vou elaborar uma lista mais completa com vários sites.

 

Conclusão

LCI é definitivamente um investimento recomendável para qualquer carteira que tenha renda fixa envolvida.

Como investimento é difícil bater seu rendimento devido à isenção de Imposto de Renda.

Mas antes de investir é sempre bom comparar com outros produtos!

 

TL;DR: LCI é um investimento seguro, fácil de entender e que vale a pena para prazos maiores, por conta da ação dos juros compostos.

 

Um grande abraço!